Mostrando postagens com marcador AUTISMO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AUTISMO. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de abril de 2010

ONU DEFENDE O FIM DE PRECONCEITOS A PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

 
No Dia Mundial de Conscientização Autismo, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu a todos que eliminem seus preconceitos e deixem de discriminar as pessoas que sofrem de deficiências. Segundo ele, é o único caminho viável para criar sociedades justas e de solidariedade para que todos possam usufruir dos seus direitos com dignidade.

O autismo é um distúrbio complexo que não é compreendido o suficiente e que se manifesta de várias maneiras, lembrou Moon, durante a sessão da ONU que tratou sobre o assunto.

O autismo é resultado de um déficit neurológico que causa impactos em diferentes graus de interação social e comunicação. De acordo com dados da agência norte-americana de autismo, uma em cada 110 crianças é diagnosticada com autismo.

A doença se manifesta de maneira grave e por toda a vida, diz a ciência. Em geral, segundo especialistas, a doença aparece nos três primeiros anos de vida. Dados recentes indicam que é mais comum em bebês do sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social.

Para a ONU, é fundamental a adesão dos países à Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em vigor há dois anos, para impedir o preconceito e buscar uma sociedade mais igualitária.

Segundo Moon, a parceria da realização de pesquisas e atividades de reintegração social pode oferecer a proteção e o apoio para as crianças autistas. Com isso ele afirma ser possível que elas sejam plenamente integradas na sociedade.

sábado, 3 de abril de 2010

YOKO ONO FAZ OBRA EM PROL DOS AUTISTAS


Yoko Ono, a viúva do músico John Lennon, construiu um mural em prol dos autistas. A proposta dela era arrecadar fundos e celebrar pela segunda vez o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, 2 de abril.

A artista fez um quebra-cabeça gigante de 2 metros de altura com 67 peças de acrílico, sendo que cada uma custará um preço inicial de U$ 1 mil para todos que aderirem à causa.

“Minha obra simboliza que todos temos uma participação nessa luta e temos que trabalhar para elevar a consciência. O valor arrecadado será destinado para pesquisa da doença e para as famílias que convivem com ela”, disse em entrevista ao jornal "El País".

sexta-feira, 2 de abril de 2010

PROJETO GENOMA AUTISMO

 Amigos!
Fiz esta pequena compilação de notícias sobre estudos genéticos do autismo para que não esqueçamos que pesquisas estão em andamento! Cada resposta obtida é importante e temos de estar informados!
Um grande abraço!



Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) ligados ao Projeto Genoma estão fazendo pesquisas para compreender o funcionamento dos neurônios nos portadores da síndrome de autismo. Os pesquisadores já conseguiram decifrar três genes relacionados à ocorrência de autismo. Os estudos dos cientistas foram publicados no começo deste ano na revista científica Brain Research.
Conforme a bióloga Maria Rita Santos e Passos Bueno, do Centro de Estudos do Genoma Humano (Departamento de Genética e Biologia Evolutiva - Instituto de Biociências), "já há um consenso internacional de que o autismo depende de fatores genéticos. Acredita-se que há vários genes que possam estar associados ao autismo".
Segundo ela, o autismo é uma doença complexa e heterogênea, causada por diversas alterações genéticas. "Algumas formas de autismo são associadas a síndromes genéticas bem estabelecidas, como por exemplo, a síndrome do 'x frágil' alteração do cromossomo x, que é uma síndrome relacionada ao retardo menta" afirma.
Estudo desenvolvido pela equipe da bióloga com mais de 250 portadores de autismo verificou a recorrência de variações entre a quantidade de receptores de serotonina e a própria substância (que atua como neurotransmissora e está relacionada com emoções e com o sono). De acordo com Maria Rita Bueno, verificou-se a disponibilidade de mais serotonina do que de receptores. Há mais "chaves" que "fechaduras", simplifica.
"Possivelmente, há muitos mecanismos genéticos que podem levar ao autismo. Casos que podem ser determinados por erros em genes específicos ou por pequenas variações que estão no genoma que chamamos de SNPs. Vários desses SNPs em alguns genes levam ao autismo" explica a bióloga.
Os pesquisadores da USP conseguiram verificar variações e decifrar três genes relativos à síndrome do autismo (neurogulin 3; neurogulin 4 e shank 3). 

04 de maio de 2009 09h22



A revista científica Nature Genetics publicou resultados de uma mega pesquisa com a colaboração de vários países, tendo encontrado uma série de variações no material genético das pessoas com autismo, bem como alguns resultados promissores.

O autismo é uma complexa desordem neurológica com um amplo espectro de sintomas que variam de indivíduo para indivíduo. Atualmente, não existe um diagnóstico unânime entre todos os pacientes, mas na maior parte dos casos inibe o doente de se comunicar e desenvolver laços sociológicos. Em muitos casos é observado um comportamento agressivo e o surgimento de obsessões pelo afetado. Sabe-se, através de pesquisas realizadas na Califórnia, EUA, que os autistas tem inflamações que são localizadas em regiões específicas da cabeça (para mais detalhes consultar nossos acervos). A doença permanece por toda a vida e as crianças autistas apresentam um QI muito baixo. Não há testes laboratoriais ou de imagem que possam diagnosticar o autismo. Assim o diagnóstico deve ser feito clinicamente, por meio de uma entrevista e pelo histórico do paciente, sendo diferenciado da surdez, dos problemas neurológicos e do retardo mental. A Fonoterapia, terapia ocupacional e fisioterapia são muitos dos tratamentos a que os autistas podem recorrer.    Contudo, houve um aumento significativo nas pesquisas genéticas sobre o autismo na última década, nas quais já foram apresentados resultados de genes mais susceptíveis, as formas esporádicas de autismo, bem como a estruturação familiar de autismo. A identificação da susceptibilidade de genes ao autismo irá não só permitir a produção de melhores medicamentos que ajudem na qualidade neuro-comportamental de crianças, como permitirá de igual forma traçar diagnósticos pré-natais. Nos EUA, uma em cada 166 crianças é autista, com uma expressão quatro vezes superior no sexo masculino.

O Projeto Genoma do autismo, considerado um projeto de larga escala, envolve 120 pesquisadores de 19 países, com 50 Instituições participantes entre as quais o National Alliance for Autism Research, Autism Speaks e o National Institutes of Health (NIH). Nesta publicação a equipe com dados de 1.168 famílias (com pelo menos dois membros autistas em cada uma delas), conseguiu identificar uma região do cromossomo 11 que poderá estar ligada ao transtorno do autismo. Identificaram um gene chamado neurexin 1, que acredita-se ser importante na comunicação e no contato entre neurônios, entre genes do genoma e outras regiões do organismo. A neurexin descoberta, tem um importante papel dentro de um grupo especial chamado de neurônios glutamato, sendo que estes genes afetam seu desenvolvimento e função, sugerindo que os mesmos têm um papel crítico no espectro de desordem do autismo.

Os pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, conjuntamente com os outros laboratórios que participam do projeto, analisaram o material minuciosamente e procuram ausências e/ou até mesmo duplicações na informação genética. Muitas vezes essas falhas não são necessariamente prejudiciais, porém podem aumentar o risco de autismo quando manifestadas de certa forma. A partir do exame de DNA sobre a variação do número de cópias, ou análise microscópica de inserções ou deleções, os cientistas acreditam estar mais perto da fonte do problema.

Esta primeira fase do Projeto consiste na caracterização do genoma, utilizando diferentes técnicas para analisar o DNA das famílias, entre elas o SNP array e marcadores do tipo microssatélites. O SNP array é um tipo de microarray de DNA na qual é usado para detectar polimorfismos dentro de uma população. Um SNP é a principal variação no genoma - existem cerca de 5-10 milhões de SNPs no genoma humano. Os SNPs são altamente conservados através da evolução e dentro de uma população e desta forma um mapa de SNPs serve como um excelente mapa genético para as pesquisas. Por conseguinte, a técnica de microssatélites, SSR, baseia-se no uso de dois pares de primers e da reação de PCR para detectar variações em locos de seqüências repetitivas. Seqüências repetitivas simples (microssatélites) são seqüências de nucleotídeos (um, dois, três ou quatro nucleotídeos) que se repetem inúmeras vezes lado a lado na fita de DNA. O conteúdo informativo de um loco SSR é bastante alto justamente por se tratar de seqüências de alta taxa evolutiva. SSR apresenta-se como uma ferramenta extremamente eficiente na identificação e diferenciação de indivíduos.

Estes pesquisadores esperam analisar um total de 1500 amostras criando um mapa genético o mais completo possível, e com todos os intervalos críticos. O foco será identificar a exata variação nucleotídica entre os genes que levam a essa pré-disposição para o autismo. O Projeto pretende responder questões sobre os mecanismos patofisiológicos do autismo. “Esta é a maior e mais ambiciosa tentativa de localizar os genes que conferem a vulnerabilidade ao autismo”, disse o diretor da NIH, Elias A. Zerhouni. “Este projeto revelará pistas que terão influência nas pesquisas sobre o autismo nos próximos anos”, concluiu Zerhouni. O porta-voz da Sociedade Nacional do Autismo do Reino Unido, Benet Middleton, frisou que “podemos estar muito felizes com estes resultados, mas é prematuro dizer que soluções imediatas em diagnósticos existirão já no próximo ano”. A segunda fase do projeto seguirá as diretrizes traçadas pelos resultados finais do primeiro, segundo comentou o Dr. Bernie Devlin.
  
11/04/2007
Marcos Siqueira - Equipe Biotec AHG
 Uma equipe de cientistas do Wellcome Trust Centre for Human Genetics, pertencente à Universidade de Oxford, Inglaterra, por meio de um estudo, mostrou a existência de uma ligação genética funcional entre diferentes desordens prejudiciais ao desenvolvimento da linguagem. O resultado dessa pesquisa foi publicado na edição deste mês do New England Journal of Medicine.
O artigo revela a descrição do isolamento de um novo regulador-alvo, o gene FOXP2 ("forkhead box P2”), que possui funções neurais. Este gene mostrou evidências de associação a deficiências relacionadas à linguagem – o que ficou claro ao observar danos nesse tipo de função em um grande número de famílias. Estudos realizados com mutações já conhecidas em seres humanos e em camundongos mostraram fortes evidências de que o FOXP2 regula a função de genes envolvidos no desenvolvimento de diversos tipos de tecidos, como o cerebral.    Os pesquisadores sabem que a ocorrência de mutações raras no gene FOXP2 tem como efeito uma desordem na fala e na linguagem. Estima-se que aproximadamente 2% dos indivíduos que possuem uma dispraxia verbal carregam uma mutação pontual nesse gene. Outra informação importante, da qual os pesquisadores têm conhecimento, é a de que uma mutação no FOXP2 não constitui necessariamente um fator de risco para a ocorrência de danos na linguagem.

A hipótese sustentada pelos cientistas é a de que rotas neurais distantes do FOXP2 influenciam fenótipos mais comuns, como os danos específicos na linguagem. Para testar essa hipótese, regiões genômicas ligadas ao FOXP2 foram rastreadas, através da técnica de imunoprecipitação da cromatina. Os pesquisadores conseguiram investigar, com mais precisão, um gene específico que apresentava maiores chances de influenciar na linguagem. A partir daí, foram testadas as associações entre os polimorfismos de nucleotídeos simples (single-nucleotide polymorphisms, SNPs), no gene FOXP2, e as deficiências na linguagem em 184 famílias.

Os resultados obtidos mostraram uma ligação entre o FOXP2 e o gene contactin associated protein-like 2 (CNTNAP2, sigla em inglês). O CNTNAP2 codifica uma proteína da família neurexin, que atua como molécula de adesão celular e como receptora de diferentes tipos de substâncias, no sistema nervoso de vertebrados. Esse gene está associado a uma desordem ligada ao espectro autismo (autismo), porém com uma quantidade muito pequena de casos ocorridos. Além dessa doença, esse gene pode estar vinculado à outra enfermidade, conhecida como dano de linguagem específica (specific language impairment, SLI).     Os pesquisadores realizaram a análise dos SNPs do CNTNAP2, em crianças que desenvolveram um dano específico de linguagem. O que despertou a atenção dos pesquisadores foi o fato de uma região desse gene coincidir com uma área associada ao atraso no desenvolvimento da linguagem, em crianças com autismo. Esse transtorno caracteriza-se por apresentar alterações na qualidade da comunicação, na interação do indivíduo com a sociedade e na capacidade de usar a imaginação, ocorrendo antes dos 3 anos de idade. O autismo pode ser chamado de espectro autista.
A partir dos resultados obtidos, foi possível, aos pesquisadores, concluir que as rotas de ligação entre os genes FOXP2 e CNTNAP2 oferecem um mecanismo que vincula duas síndromes clinicamente diferentes, relacionadas a problemas na linguagem.
13/11/2008
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG

Determinados tipos de inflamações, presentes nos tecidos cerebrais, podem estar intimamente ligadas ao autismo, de acordo com estudo realizado recentemente por pesquisadores da Universidade John Hopkins, na Califórnia (EUA).

A pesquisa  mostra que o cérebro de algumas pessoas autistas possui claros sinais de inflamação, sugerindo uma relação entre a doença e a ativação do sistema imune do indivíduo. Não se sabe, no entanto, se estas inflamações poderiam ser a causa ou apenas um efeito decorrente das alterações no cérebro dos autistas.

“Os estudos reforçam a teoria de que a resposta imune no cérebro está envolvida com autismo, mas ainda não é claro se a inflamação é uma conseqüência da doença ou uma causa dela, ou ambos”, diz o Dr. Carlos Pardo-Villamizar, um dos autores do estudo. Mesmo assim, a pesquisa deverá servir como referência para o desenvolvimento de novos tratamentos, afirmou o pesquisador.     Os cientistas já haviam encontrado indícios de que o sistema imune estava ligado à doenças, mas nada que pudesse comprovar a teoria. “Desta vez, ao invés de observarmos o sistema imune como um todo, nos focamos nas respostas imunes do sistema nervoso, um conjunto menor e relativamente fechado”, disse Villamizar.    Resultados    “As descobertas sugerem que a inflamação é localizada em regiões específicas da cabeça, e não causada por anormalidades do sistema imunológico fora do cérebro”, explicou a Dra. Diana L. Vargas, líder da equipe de pesquisas. Agora, a médica e seus colegas procuram estudar como a herança genética de pacientes e famílias pode influenciar as reações no cérebro dos autistas.

Na pesquisa, os médicos examinaram tecidos de diferentes regiões do cérebro em onze pessoas que possuíam autismo -mortas em acidentes, com idades entre cinco e 44 anos. Eles também mediram os níveis de duas proteínas características do sistema imune -as chemoquinas e as citoquinas- em seis pacientes vivos, portadores de autismo, com idades entre cinco e doze anos.

Comparados com o cérebro de pessoas normais, os cérebros dos autistas apresentavam processos inflamatórios em diversas regiões, produzidos por células conhecidas como microgliais e astrogliais. Estas células, que fazem parte do sistema nervoso, auxiliam na fixação dos neurônios e na retirada de detritos resultantes de inflamações, lesões ou doenças.

Além disso, os pesquisadores descobriram que os níveis das proteínas eram muito maiores nos autistas do que em pessoas comuns. As citoquinas e chemoquinas são encontradas no Líquor Cérebroespinhal – a substância que recobre e protege o cérebro e medula espinhal.

A doença é causada por uma desordem na formação do cérebro, ainda na infância. De acordo com a Associação Americana de Neurologia, o mal afeta entre duas e cinco crianças a cada mil nascidas, e possui quatro vezes mais chances de ocorrer em meninos do que em meninas.     Crianças com autismo podem possuir problemas de relacionamento social e comunicação, além de geralmente realizarem movimentos repetitivos e estabelecerem ligações incomuns a determinados objetos e rotinas.  

17/11/2004
Guilherme Mota - Equipe Biotec AHG
Uma equipa multidisciplinar de investigadores portugueses vai participar na segunda fase de um projecto internacional para identificar os genes responsáveis pelo autismo, anunciou hoje o Instituto Nacional de Saúde (INSA) Ricardo Jorge.



Além de investigadores desta instituição, a equipa portuguesa integra ainda elementos do Hospital Pediátrico de Coimbra e do Instituto Gulbenkian de Ciência, sendo constituída também por pediatras, psicólogos e educadores, segundo um comunicado divulgado pelo INSA.

A primeira fase do projecto, que criou o maior banco genético mundial e realizou uma análise genómica para mapear os genes de susceptibilidade para o autismo envolveu 120 cientistas, de mais de 50 instituições em 19 países.

No início de Março arranca a segunda fase do projecto, em que participa a equipa portuguesa, e tem como objectivo examinar todo o genoma para detectar associações de novos marcadores genéticos com o autismo e variações no número de cópias existentes ao longo dos cromossomas.

De acordo com o comunicado, os resultados obtidos vão permitir desenvolver novos projectos, como a sequenciação de ADN (ácido desoxirribonucleico) em larga escala "para identificar as alterações genéticas que levam a um aumento de susceptibilidade para o autismo".
Investimento de 11 milhões de euros

Esta segunda fase do projecto vai desenrolar-se por três anos e representa um investimento financeiro de 11,2 milhões de euros, suportado por parceiros internacionais públicos e privados, que "não tem precedentes na área da investigação do autismo".

O autismo é uma doença do foro neurológico que se caracteriza por dificuldades de interacção social e comunicação, associadas a comportamentos repetitivos e estereotipados, cuja origem é desconhecida na maioria dos casos.

A doença possui diversos graus, que vão desde a deficiência mental severa até formas leves, nas quais os doentes têm capacidades cognitivas normais.

A equipa multidisciplinar portuguesa que integra o Projecto do Genoma do Autismo foi galardoada em 2005 com o Prémio Pfizer de Investigação Clínica por um estudo que identifica a prevalência do autismo em crianças em idade escolar, concluindo que existe uma associação entre o autismo e múltiplos genes.

A investigação premiada concluiu que a prevalência global estimada das Perturbações do Espectro do Autismo (PEA) nas crianças em idade escolar é 0,92 por cada mil crianças em Portugal Continental e de 1,56 por cada mil alunos nos Açores, com predomínio no sexo masculino.

O projecto do Genoma do Autismo é promovido pela organização sem fins-lucrativos Autism Speakers e um consórcio internacional de investigadores, famílias e agências governamentais.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

NOTÍCIA - GENOMA DE PÁSSARO TRAZ PISTAS PARA A FALA HUMANA

 

O estudo, a ser publicado na edição de amanhã da revista Nature, envolve um consórcio de mais de 20 universidades nos Estados Unidos, Europa e Oriente Médio.  A pesquisa descobriu mais de 800 genes envolvidos no processo de vocalização e canto do mandarim, muitos deles que se ativam e desativam conforme o que aprendem seu canto e que fazem parte do chamado DNA-lixo, genes aparentemente sem função definida e que agora mostram fazer parte de complexos processos com outros genes.
“Agora podemos analisar não só os genes envolvidos no aprendizado da fala, e sim em como eles se regulam,” diz um dos autores, Richard K. Wilson, diretor de centro de genoma da Washington University. “Existem camadas de complexidade que só agora começamos a enxergar. Este genoma vai nos dar pistas importantes de como a vocalização funciona a níveis moleculares, tanto em humanos como em pássaros”.
A primeira ave a ter seu genoma sequenciado foi a galinha, em 2004. Embora ambas as espécies tenham muito em comum (como o tamanho de seu DNA, um bilhão de pares de bases, cerca de um terço do DNA humano), os pesquisadores descobriram que no diamante mandarim o código genético associado com canto e vocalização sofreu uma evolução mais acelerada e as duas espécies se separam há cerca de cem milhões de anos.

sábado, 27 de março de 2010

NOTÍCIA 25-03 - IDENTIFICADOS DOIS GENES ASSOCIADOS AO AUTISMO

ESTUDO INTERNACIONAL FOI REALIZADO EM CENTENAS DE FAMÍLIAS EUROPÉIAS


Foram identificados dois genes associados com o distúrbio o espectro autista (ASD − autistic apectrum disorders, nas siglas em inglês), num novo estudo realizado com 661 famílias.

Os investigadores, que publicaram o estudo na recente revista BioMed Central’s Molecular Autism, descobriram variações nos genes de duas proteínas cerebrais, a LRRN3 e a LRRTM3, que estão associados significativamente à susceptibilidade de ASD.

Anthony Monaco, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, trabalhou com uma equipa internacional para estudar os genes em famílias do Reino Unido, Holanda, Itália e Alemanha. O investigador garantiu que “para o nosso conhecimento, esta é uma das mais complexas análises sobre a associação entre estes genes cerebrais e a relação com o risco de ASD”.

As proteínas codificadas por estes dois genes têm implicações no desenvolvimento do cérebro, prejudicando muitas vezes os indivíduos autistas. A LRRN3 tem um papel importante no desenvolvimento e manutenção do sistema nervoso enquanto a LRRTM3 faz parte do conjunto de proteínas usadas para organizar as conexões sinápticas.

Segundo Monaco, “este é um estudo centrado nos genes e na tentativa de identificar as variantes comuns na população do Reino Unido e em outras populações europeias. Os estudos futuros destes genes e da sua função vão contribuir para o desenvolvimento de informações sobre a patologia do ASD”.

Polymorphisms in leucine-rich repeat genes are associated with autism spectrum disorder susceptibility in populations of European ancestry

 Background
Autism spectrum disorders (ASDs) are a group of highly heritable neurodevelopmental disorders which are characteristically comprised of impairments in social interaction, communication and restricted interests/behaviours. Several cell adhesion transmembrane leucine-rich repeat (LRR) proteins are highly expressed in the nervous system and are thought to be key regulators of its development. Here we present an association study analysing the roles of four promising candidate genes - LRRTM1 (2p), LRRTM3 (10q), LRRN1 (3p) and LRRN3 (7q) - in order to identify common genetic risk factors underlying ASDs.

Methods

In order to gain a better understanding of how the genetic variation within these four gene regions may influence susceptibility to ASDs, a family-based association study was undertaken in 661 families of European ancestry selected from four different ASD cohorts. In addition, a case-control study was undertaken across the four LRR genes, using logistic regression in probands with ASD of each population against 295 ECACC controls.

Results

Significant results were found for LRRN3 and LRRTM3 (P< 0.005), using both single locus and haplotype approaches. These results were further supported by a case-control analysis, which also highlighted additional SNPs in LRRTM3.

Conclusions

Overall, our findings implicate the neuronal leucine-rich genes LRRN3 and LRRTM3 in ASD susceptibility.
 

quarta-feira, 24 de março de 2010

DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO

Na noite de 1 de Abril o prédio Empire State em NY estará acesso com luzes azuis em conscientização sobre o dia do Autismo em 2 de Abril.

Estão surgindo e repassando a campanha no resto do mundo para que todas as pessoas possam acender uma luz azul em suas casas.Outros prédios por todo o país e o resto do mundo estará acendendo luzes azuis.



Coisas que vc pode fazer para ajudar na conscientização do autismo:

1 - Usar o pin azul com o desenho de uma peça de quebra cabeça durante todo o mês de abril e qdo as pessoas perguntarem vc, vc pode falar sobre o autismo e o pq vc esta vestindo.

2- Mudar as fotos do orkut e perfil no twitter ou facebook com a peça azul do quebra ou com o logo da campanha light it up: Blue e repassar para 10 amigos.

3- Digitar todos os seus emails em AZUL e colocar o logo Light It Up Blue na assinatura durante todo o mês de Abril.

4- No dia 2 de Abril vestir uma peça de roupa azul, camiseta ou calça e pedir pra seus amigos, familiares ou colegas de trabalho pra vestir tbm e tirar fotos e repassá-las, pra gente aqui no grupo tbm !! Se possiível colocá-las nas galerias do Flickr,orkut,twitter,facebook.

5- Cozinhar um bolo com o desenho da peça de quebra-cabeça Azul, preferencia todo em azul e levar pra escola, pro trabalho e dividir com seus amigos explicando o pq.

6- Igrejas, Congregações, avisar aos responsáveis para que falem do dia em seus Cultos, Missas e Celebrações, etc.
 NO BRASIL:

Eventos da APADEM:

PROGRAMAÇÃO

Segunda- dia 29/03 – 19:00Tema do dia: Irmãos de Autistas
Abertura: Apresentação de Maria Clara Portela (teclado)
Exibição do filme Black Balloon –
Comentários Erica V. Lacerda (Fonoaudióloga)
Local: Auditório SME (Secretaria Municipal de Educação/VR)
Rua Santa Helena, nº.22 – Niterói- Volta Redonda

Terça –dia 30/03 – 14:00Tema do dia: Divulgando o Autismo
Caminhada, Panfletagem e Divulgação na Mídia
Concentração: Praça Brasil – Vila Santa Cecília

Quarta –dia 31/03 – 18:00Tema do dia: A Arte Autista
Exposição de telas de pessoas com Autismo
Artistas: SEMEIA, Escola Dayse Mansur, Escolas Inclusivas, entre outros, de todo o Brasil.
Local: Auditório da SME

Sexta- dia 09/04- 14:00Tema do dia: A Nutrição dos Autistas
Mini palestra, mini oficina, degustação e venda de produtos sem glúten e sem caseína
Nutricionista responsável: Lívia Eller
Local: Sede da APADEM
Rua Beira-rio ,413- Voldac- VR

Sábado- dia 10/04- 18:00Tema do dia: O Autismo
Palestra: Autismo e a Importância do Diagnóstico Precoce
Palestrante: Mônica Accioly (Rio de Janeiro). Fonoaudióloga, Membro fundador e Coordenadora Técnica da Associação Mão Amiga/RJ
Homenagem: Entrega da placa “Prefeito Amigo dos Autistas”
Ao Exmo Sr. Prefeito Municipal Antonio Francisco Neto.
Local: Auditório da SME

Maiores informações:
APADEM - Tel 24 3337 3683-

A MOTHER’S COURAGE – FILME ESTRÉIA NO DIA INTERNACIONAL DO AUTISMO HBO

TRADUÇÃO: AMANDA BUENO.
O DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO (World Autism Awareness Day) é dia 2 de abril, o que torna essa data apropriada para o lançamento do novo documentário da HBO: "'A Mother's Courage: Talking Back to Autism'".
O filme/documentário mostra a jornada de uma mãe na procura de maneiras de entender a mente do filho autista. O filme é narrado pela vencedora do Oscar ® Kate Winslet e dirigido por Fridrik Thor Fridriksson (o indicado ao Oscar ® "Children of Nature").
"A Mother's Courage: Talking Back to Autism" é a história real  de Margret, cujo filho de 10 anos é severamente autista. Tendo uma insaciável sede de conhecimento sobre o autismo, Margret tentou vários tratamentos para ajudar seu filho.
 Margret viaja de sua casa na Islândia para os Estados Unidos e Europa, para se reunir com cientistas e especialistas em autismo. Ela também entra em contato com outras famílias de autistas.
Margret se preocupa com o fato de que seu filho possa nunca ser capaz de expressar-se ou de ser auto-suficiente, Conforme viaja Margret aprende como os cérebros das crianças autistas são diferentes dos cérebros das crianças "normais". Aprende sobre novos tratamentos que podem oferecer esperança às crianças autistas.
Conforme Margret se relaciona com famílias de crianças autistas, ela descobre que não está sozinha em sua luta. As famílias compartilham histórias sobre diferentes experiências médicas, intermináveis visitas ao médico, tratamentos e complicações. Muitas das famílias compartilham informações sobre novas terapias promissoras, dando-a um sentimento de esperança.
Após a volta para casa, Margret diz: "Antes, nós costumávamos falar sobre Keli na frente dele, mas agora vamos falar com ele."Com uma nova esperança para o futuro, ela acrescenta: "Agora eu posso começar a conhecer o meu próprio filho."
Entre os especialistas e envolvidos que Margret encontrou estão:
Dr. David G. Amaral, Dr. Simon Baron-Cohen, Dr. Geraldine Dawson, Dr. Temple Grandin, Joseph E. Morrow e Soma Mukhopadhyay, Margret também se reúne com Portia Iverson e Shestack Jonathan, pais de uma criança autista e fundadores da Cure Autism Now.

EVENTO: SINAIS PRECOCES DE TRANSTORNOS MENTAIS NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA


* DIA 26 DE MARÇO DE 2010


SINAIS PRECOCES DE TRANSTORNOS MENTAIS NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

Palestrante: PROF. DR. FRANCISCO BAPTISTA ASSUMPÇÃO JR

HORÁRIO:
18:30Hs as 19:30Hs RODA DE CONVERSA (atividade extra para associados da ABENEPI-PR)

20:00Hs as 21:30Hs Palestra - SINAIS PRECOCES DE TRANSTORNOS MENTAIS NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
Obs: sem taxa de inscrição

LOCAL: CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO PARANÁ
Rua Victório Viezzer, 84 - Vista Alegre CEP: 80810-340 - Curitiba-PR
Auditório localizado no andar S1


Informações e inscrições: 041-3039-8020 ou secretaria@abenepipr.com.br
www.abenepipr.com.br

ARTIGO NA ÍNTEGRA - INDICAÇÃO


Indicação de artigo. Link para artigo na íntegra em formato pdf. O autor estará presente em Curitiba para a ministrar a palestra: SINAIS PRECOCES DE TRANSTORNOS MENTAIS NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA.
Dia 26/03/10.

Alexsandra V. EliasI; Francisco B. Assumpção JrII
IPsicóloga, Mestre em Ciências Médicas pela Universidade Estadual de Campinas (FCM-UMICAMP), Campinas SP, Brasil
IIPsiquiatra, Professor Livre Docente do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), São Paulo SP, Brasil 

RESUMO
OBJETIVO: Avaliar a qualidade de vida (QV) de crianças com transtornos invasivos do desenvolvimento.
MÉTODO: 20 meninos autistas, entre 4 e 12 anos, submetidos à escala de traços autísticos-ATA e a Vineland adaptive behavior scales, necessitando obter nesta, nível de desenvolvimento adaptativo igual ou maior que 70. Os dados sobre a QV foram obtidos pela Escala de Qualidade de Vida - AUQEI e comparados a partir da aplicação da Vineland e da AUQEI em 20 crianças normais, pareadas quanto a sexo e idade.
RESULTADOS: Os índices da Vineland sugerem que crianças normais apresentam melhor desempenho adaptativo do que crianças autistas (p=0,0196). Nos dados sobre QV, verificou-se que os índices gerais são iguais para ambos os grupos, indicando QV positiva (p=0,744), entretanto no subdomínio autonomia, crianças autistas apresentaram índices mais elevados (p=0,0048).
CONCLUSÕES: Crianças autistas apresentam índices QV iguais aos índices de crianças normais.
Palavras-chave: qualidade de vida, infância, autismo.

 Arq. Neuro-Psiquiatr. vol.64 no.2a São Paulo June 2006

terça-feira, 23 de março de 2010

ENTIDADES REALIZAM MOVIMENTO A FAVOR DOS AUTISTAS

 

O Grupo de Estudos e Apoio a Profissionais e Pais de Autistas (Geappa) e o Movimento Luta e Trabalho pelos Direitos dos Autistas (MLTDA) realizam no dia 1º de abril, evento em favor dos direitos dos autistas com uma parada que acontece a partir das 8h, na Praça Antônio João, e a partir das 19h no Shopping Avenida Center, em Dourados.


Entre os objetivos dos grupos está o de conscientizar a população e buscar o apoio na luta pelos os direitos dos autistas e reivindicar aos órgãos públicos que tais direitos sejam respeitados e atendidos.
 Autismo 
É uma disfunção neurológica que não tem cura e o melhor tratamento é a estimulação em todas as áreas. Sabe-se que ele afeta o desenvolvimento relacionado à comunicação, interação social e imaginação e que, na maioria das vezes, dificulta o exercício da vida autônoma, dentro dos padrões ditados pela “normalidade”, daí a necessidade de que a criança seja estimulada e atendida o mais cedo possível.

Pesquisas recentes revelam que a proporção da incidência do autismo é de 1 em cada 175 nascimentos. Apesar de ser uma das síndromes que mais cresce na atualidade, em nossa cidade e em nossa região, não há um centro de atendimento especializado para tratamento dessas crianças.
http://www.msnoticias.com.br/?p=ler&id=35992

Nota da Amanda: Quando o texto fala da incidência de autismo devemos considerá-la como incidência de desordens pertencentes ao espectro do autismo. Atenção!!!

segunda-feira, 22 de março de 2010

NOTÍCIA - MINISTRO JOAQUIM BARBOSA DETERMINA IMEDIATO RESTABELECIMENTO DE PENSÃO POR MORTE PAGA A RAPAZ AUTISTA

MINISTRO JOAQUIM BARBOSA DETERMINA IMEDIATO RESTABELECIMENTO DE  PENSÃO POR MORTE PAGA A RAPAZ AUTISTA

Supremo Tribunal Federal 

O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que seja restabelecido imediatamente o pagamento de pensão alimentícia a um jovem absolutamente incapaz, em razão de ser portador de doença mental (autismo). Ele recebia pensão alimentícia após a morte do avô, servidor público federal, em julho de 2002, de quem era dependente. O Tribunal de Contas da União (TCU) julgou ilegal o pagamento do beneficio por considerar não comprovada a dependência econômica do menor em relação ao avô.
O ministro concedeu liminar no Mandado de Segurança (MS 28540) impetrado pelo pai do rapaz, Luiz Walter Ayres de Albuquerque, que é também seu curador. Citando decisão semelhante do ministro Celso de Mello (no MS 28187), Barbosa afirmou que o recebimento da pensão por tão longo período de tempo fez surgir no beneficiário a justa expectativa e também a confiança de que os atos estatais praticados (pagamentos mensais do benefício) eram regulares, não se justificando a ruptura abrupta da situação de estabilidade.
“Portanto, a abrupta suspensão de benefício de caráter alimentar, após decurso de longo período de tempo, abala a segurança jurídica e o princípio da boa-fé objetiva. Ademais, o periculum in mora é evidente, tendo em vista o caráter alimentar do benefício e, no caso dos autos, a efetiva necessidade de cuidados médicos especiais decorrentes da enfermidade de que padece o impetrante”, afirmou Barbosa em sua decisão.
Reservando-se o direito a uma análise mais detida do caso quando do julgamento do mérito do mandado de segurança, o ministro Joaquim Barbosa deferiu liminar para suspender a decisão do TCU até o julgamento final do MS. Nas informações prestadas ao relator do caso, o TCU alegou que o pedido de guarda judicial do rapaz pelo avô teve “o nítido propósito de transformar o benefício previdenciário em herança”, visto que o avô já contava com idade avançada (73 anos) quando a ação de guarda foi ajuizada.
VP/LF

NOTÍCIA - DESCOBERTA QUE ABRE CAMINHO PARA TRATAR AUTISMO


Cientistas do Carnegie Mellon conseguiram perceber como cérebro codifica substantivos
2010-03-19

Os neurocientistas Marcel Just e Vladimir Cherkassky e os cientistas informáticos Tom Mitchell e Sandesh Aryal, da Universidade de Carnegie Mellon, parceira de nove instituições do Ensino Superior de Portugal, conseguiram determinar como é que o cérebro organiza representações de substantivos, combinando imagens cerebrais e técnicas de aprendizagem mecânica. O estudo foi publicado na revista científica «PLoS One».

Esta novidade surge como uma espécie de Pedra de Roseta neural, e um importante avanço para o tratamento de doenças do foro psiquiátrico e neurológico, ao permitir compreender como é que o cérebro codifica os substantivos.

“Descobrimos como é que o dicionário cerebral está organizado”, explica Marcel Just, professor de Psicologia e director do Center for Cognitive Brain Imaging. “Não é apenas uma ordem alfabética ou segundo cores e tamanhos. Fá-lo através de três características básicas usadas pelo cérebro para definir substantivos comuns como ‘apartamento’, ‘martelo’ e ‘cenoura’”.

Este estudo permitiu, pela primeira vez, identificar pensamentos estimulados por palavras isoladas com precisão, através de imagens cerebrais, ao contrário de estudos anteriores que recorriam a estímulos visuais ou combinados com palavras. A equipa foi também capaz de prever onde se daria a activação mediante um substantivo apresentado aos participantes. A comparação de imagens sobre os resultados esperados e obtidos mostram que as teorias geram previsões bastante precisas.

Nas doenças psiquiátricas e neurológicas, os significados de certos conceitos estão, por vezes, distorcidos. Estas novas técnicas tornam possível a medição dessas distorções e apontar um caminho para as contrariar. Por exemplo, uma pessoa com agorafobia, medo de espaços abertos, pode ter uma codificação exagerada da dimensão abrigo. Uma pessoa com autismo pode ter uma codificação mais fraca em contacto social.

Três códigos, três fundamentos

Os três códigos ou características relacionam-se com três fundamentos: como é que nos relacionamos fisicamente com o objecto (como o seguramos, por exemplo); como é que está relacionado com o acto de comer; ou com a ideia de abrigo.

Os três factores, cada um codificado entre três a cinco diferentes áreas do cérebro, foram descobertos através de um algoritmo, que procurou pontos comuns entre zonas cerebrais dos participantes que respondiam a 60 substantivos que descrevem objectos físicos. Por exemplo, a palavra “apartamento” provocou alta activação nas cinco áreas que codificam palavras relacionadas com “abrigo”.

A investigação demonstrou também que o significado dos substantivos é codificado de forma similar no cérebro dos vários participantes. “Este resultado demonstra que, quando duas pessoas pensam sobre a palavra ‘martelo’ ou ‘casa’, os padrões de activação cerebral são bastante similares”, confirma Tom Mitchell, responsável pelo Machine Learning Department na School of Computer Science.

Moldar o cérebro
Jaime Cardoso, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, está desde Janeiro neste departamento da Universidade de Carnegie Mellon – no âmbito do programa de intercâmbio de professores –, a colaborar na área de investigação em aprendizagem automática (machine learning), visão computacional e em sistemas de apoio à decisão que beneficiem as duas áreas anteriores.

Trata-se de uma iniciativa que se traduz numa oportunidade única para os académicos e para as instituições, pela imersão cultural dos docentes e pela promoção de mudanças positivas através da adopção das melhores práticas na educação, na investigação e na inovação.

Esta descoberta tem ainda implicações no desenvolvimento e nos testes a nível neural: “Nós ensinamos a mente, mas estamos a moldar o cérebro, e agora podemos testar o cérebro sobre o quão bem aprendeu um conceito”, conclui Marcel Just.

quarta-feira, 17 de março de 2010

RASTRO DE NOTÍCIAS FALSAS QUASE NUNCA SE APAGA

Rasto de notícias falsas quase nunca se apaga
Efeitos da divulgação de fatos inventados são difíceis de parar e estudos mostram que até alvos sofisticados são manipuláveis.
....
Em 1998, Andrew Wakefield e mais 12 co-autores acusaram, no jornal The Lancet, uma vacina infantil de provocar autismo. Como relata a revista Scientific American (SciAm) no artigo "Factor de impacto: pode uma retracção científica mudar a opinião pública?", o caso é tanto mais estranho quanto desde aí foram feitas nove correcções. O artigo original teve um impacto na comunidade autista e gerou "um declínio nos níveis de vacinações das crianças".
Em Fevereiro, o The Lancet retractou-se porque o artigo tinha incorrecções mas, num conjunto de entrevistas feitas no ano passado e publicadas já no início de Março na revista Pediatrics, quase 25% dos 1552 pais inquiridos continuavam a insistir que as vacinas podiam provocar autismo. "É muito difícil 'desassustar' as pessoas depois serem assustadas", afirmava Paul Offit, director do Vaccine Education Center no The Children's Hospital de Filadélfia. E "pode haver mais casos nos quais a opinião pública perpetua [o erro] muito depois de desmentido".
A falsa ameaça de uma invasão russa à Geórgia, transmitida no sábado num canal de televisão deste país, gerou um conflito diplomático e político. O aviso de que se tratava de uma ficção foi emitido antes, mas não durante a emissão na Imedi TV.
Com o conflito com a Rússia em 2008 ainda presente, muitos georgianos que não viram o aviso acreditaram num ataque verdadeiro. Se a verdade foi reposta, o efeito da mentira mantém-se e vários estudos demonstram que as correcções têm menor efeito do que as notícias falsas.
O número de revistas e de correcções de artigos científicos aumentou. Segundo a SciAm, apenas cinco de 690 mil artigos científicos foram corrigidos em 1990 mas aumentaram para 95 em 1,4 milhões em 2008.
Também a Internet ajuda a promover erros, científicos ou não, e "notícias" relatadas de forma errónea ou como piada acabam disseminadas como verdadeiras. Em 2004, a Internet Satirical Newspaper Association contava mais de 200 membros, cujo objectivo era fabricar ou divulgar notícias inexistentes - à semelhança do que os jornais sérios fazem a 1 de Abril.
O efeito das notícias falsas revela que mesmo os "leitores mais sofisticados" acabam convencidos, segundo um estudo europeu revelado pela revista Miller-McCune, e qualquer um pode "sucumbir à manipulação mediática e alterar as suas posições políticas quando é bombardeado longamente com notícias tendenciosas".
O trabalho Time Bomb? The Dynamic Effect of News and Symbols on the Political Identity of European Citizens, publicado por Michael Bruter, da London School of Economics and Political Science, avaliou 1200 pessoas relativamente às suas posições sobre a União Europeia. Durante dois anos, Bruter enviou uma com notícias tendenciosas - retiradas de jornais e a favor ou contra assuntos específicos - para 200 pessoas em Portugal, Alemanha, Bélgica, França, Reino Unido e Suécia. Os resultados "sugerem que até audiências sofisticadas são susceptíveis à manipulação" e, assim, "a maior lição para os media é que tenham responsabilidade" no que emitem.

NOTÍCIA - MÉDICO DO BUTANTAN DESMENTEM BOATOS SOBRE VACINA CONTRA NOVA GRIPE

MÉDICO DO BUTANTAN DESMENTEM BOATOS SOBRE VACINA CONTRA NOVA GRIPE

E-mails que se espalharam na internet dizem que imunizante é perigoso.
Efeitos colaterais são iguais à vacina contra gripe comum, diz especialista.


Boatos que têm se espalhado pela internet estão questionando a eficácia – e até o objetivo – da campanha de vacinação contra a gripe A (H1N1). Para esclarecer dúvidas que chegaram por e-mail por inúmeros telespectadores, o Jornal Nacional ouviu o diretor de ensaios clínicos do Instituto Butantan, que estudou a vacina importada.

Veja o site do Jornal Nacional  e assista a reportagem

Entre as mensagens que circulam pela rede de computadores está uma dizendo que a vacina contém mercúrio e óleo de esqualeno, que seriam tóxicos.


“A quantidade de mercúrio que tem nessa vacina é muito pequena e considerada não prejudicial à saúde das pessoas”, afirma Alexander Roberto Precioso, do Butantã. Segundo o médico, o mesmo vale para a substância esqualeno. 

Um outro e-mail associa o mercúrio a incidência de autismo, um distúrbio mental, entre crianças.  “Não é possível afirmar neste momento que o mercúrio é responsável pela ocorrência de autismo”, afirma o médico do Butantan.

Em relação aos efeitos colaterais, o médico esclarece que eles são iguais aos da vacina da gripe comum: febre, dor no corpo e calafrios, mas a maioria das pessoas não tem nenhuma reação.


A segunda etapa de vacinação começa em 22 de março e vai até 22 de abril. Nesse período, devem receber a vacina apenas as grávidas, pessoas com doenças crônicas e crianças de seis meses a um ano e onze meses de idade.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


CUIDADO!!!!! EMAILS E NOTÍCIAS SOBRE NÃO TOMAR A VACINA CHEGAM A TODOS OS MOMENTOS.


Fiquem atentos.





NOTÍCIA 15/03/10 - AUTISTAS QUEREM CENTRO DE REFERÊNCIAS

AUTISTAS QUEREM CENTRO DE REFERÊNCIA
Mato Grosso do Sul, Segunda-Feira, 15 de Março de 2010 - 14:26
 
O deputado federal Geraldo Resende (PMDB) se reuniu na manhã de sábado (13) com um grupo de pais de crianças autistas e com membros do Grupo de Estudo e Apoio a Profissionais e Pais de Autistas (GEAPPA).

O objetivo do encontro foi definir o apoio do deputado, que é presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Pessoas com Deficiência, na criação de um Centro de Referência em Estudo e Atendimento de Crianças Autistas e Demais Transtornos do Desenvolvimento na região da Grande Dourados.

Segundo a coordenadora do GEAPPA, a psicóloga Morgana Agostini Martins, o objetivo do Centro seria o de oferecer atendimento aos pais no contra-turno escolar, promovendo o desenvolvimento da criança. “Podemos dizer que se hoje existisse um centro especializado como este que estamos propondo ao deputado, atenderíamos mais de duas mil crianças por mês em diversos tipos de especialidades”, afirma.

O Centro de Referência contaria com a participação efetiva de profissionais especializados nas mais diversas áreas como: neurologia, psiquiatria, psicologia, teoria ocupacional, fisioterapia, fonoaudiologia, pedagogia, educador físico, dentista e nutricionista. O local serviria também como projeto de extensão escolar universitária, para formação de professores e de conscientização da população em geral.

O deputado Geraldo Resende declarou apoio integral ao projeto e se comprometeu a buscar recursos para construção do prédio. “Eu me sensibilizo com essa causa. Como agente político, sou totalmente favorável, mesmo porque a Frente Parlamentar que presido engloba esse assunto e temáticas sobre deficiências. O sonho desses pais será o meu sonho também e por isso podem contar comigo”, disse.

Ao final da reunião com o deputado Geraldo Resende, o Grupo se comprometeu em se organizar, elaborar um projeto, conseguir a área para construção do Centro a fim de que o deputado possa trabalhar na viabilização dos recursos necessários para construção.

O GEAPPA fará um evento de conscientização no dia 1 de abril, às 8h, nas intermediações da Praça Antônio João; e às 18h o shopping de Dourados receberá o Grupo, que pretende conscientizar a comunidade sobre a importância do assunto, onde o deputado Geraldo Resende também estará presente. O dia 02 de abril é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo.

terça-feira, 16 de março de 2010

NOTÍCIA - 16/03/2010 - NO RASTRO GENÉTICO DO AUTISMO

NO RASTRO GENÉTICO DO AUTISMO

Testes de diagnóstico mais fiáveis do que outros

As intervenções terapêuticas com crianças que demonstrem ter Transtorno do Espectro Autista (TEA) devem começar desde cedo. Existem vários testes cuja finalidade é detectar anomalias no DNA que possam causar problemas para um diagnóstico precoce. Um trabalho publicado na revista «Pediatrics» defende a generalização do uso de um deles.

Na maioria dos casos, os sintomas aparecem antes dos três anos, mas podem igualmente ser diagnosticados muito depois dessa idade. Portanto, pessoas que tenham um filho ou outro familiar afectado têm a probabilidade de virem a ter descendentes com a doença e a resposta está, por isso, nos genes.

Hoje, sabe-se que os factores genéticos que aumentem o risco de desenvolver TEA são variados e isso dificulta a detecção precoce. Os guias de diagnóstico genético recomendam o uso de testes como: Cariótipo dos cromossomas, que permite identificar grandes alterações; e o teste da síndrome do X frágil (também conhecida como síndrome de Martin & Bell), já que em 30 por cento destes têm autismo; mas o potencial destes é bastante limitado.

O estudo então publicado por investigadores do Hospital Infantil e do Consórcio do Autismo de Boston (EUA) sublinham a Análise Cromossómica por Microarray (CMA), por considerarem ter uma taxa de detecção de anomalias genéticas três vezes superior aos seus antecessores.

Os autores testaram as três provas genéticas em 933 pacientes, entre os 13 meses e 22 anos. O cariótipo detectou anomalias em 2,3 por cento, o segundo teste apenas em 0,46 por cento e o CMA em 7,3 por cento dos participantes., para a análise do genoma completo (caso se limitasse a examinar determinadas regiões, potencial descendência).
Ferramenta importante

“O CMA detecta claramente mais alterações do que os outros testes genéticos considerados de standard clínico", explicou David Miller, do Departamento de Genética do Hospital Infantil de Boston. Miller espera que, agora, as companhias de seguros cubram os testes, dada a sua capacidade para detectar anomalias genéticas no DNA.

Os investigadores consideram que o CMA será uma ferramenta importante no futuro, e não só para o diagnóstico do TEA, mas também para estabelecer as causas genéticas e tentar clarificar a origem. A análise poderá avaliar e confirmar a presença do transtorno proporcionando um diagnóstico para intervenção precoce e posteriormente contribuir para uma evolução significativa dos pacientes.

segunda-feira, 15 de março de 2010

NÃO CHOREM POR NÓS - JIM SINCLAIR

NÃO CHOREM POR NÓS

Por Jim Sinclair, um "Autista Asperger"

Jim Sinclair*


Este artigo foi publicado na revista da Rede Internacional de Autismo (Autism Network Internetional), Nossa Voz, volume 1, No 3, 1993. É uma mostra do discurso de Jim, que é um autista asperger, na Conferência Internacional de Autismo em Toronto e foi dirigido principalmente aos pais.
Os pais geralmente contam que reconhecer que seu filho é autista foi a coisa mais traumática que já lhes aconteceu. As pessoas não autistas vêem o Autismo como uma grande tragédia, e os pais experimentam um contínuo desapontamento e luto em todos os estágios do ciclo de vida da família e da criança.
Mas este pesar não diz respeito diretamente ao autismo da criança. É um luto pela perda da criança normal que os pais esperavam e desejavam ter, as expectativas e atitudes dos pais e as discrepâncias entre o que os pais esperam das crianças numa idade particular e o desenvolvimento atual de seu próprio filho causam mais estresse e angústia que as complexidades práticas da convivência com uma pessoa autista.
Uma certa quantidade de dor é normal, até os pais se ajustarem ao fato de que o resultado e o relacionamento que eles estavam esperando não vai se materializar. Mas esta dor pela criança normal fantasiada precisa ser separada da percepção da criança que eles realmente têm: a criança autista que precisa de adultos cuidadosos, pode obter um relacionamento muito significativo com essas pessoas que cuidam dela, se lhes for dada a oportunidade. Atentar continuamente para o autismo da criança como a origem da dor é prejudicial tanto para os pais como para a criança e impede o desenvolvimento de uma aceitação e de um relacionamento autêntico entre eles. Em consideração a eles próprios ou à suas crianças, eu conclamo os pais a fazerem mudanças radicais nas suas opiniões sobre o que o autismo significa.
Eu convido vocês a olharem para o nosso Autista e olharem para o seu luto sob a nossa perspectiva.

O autismo não é um apêndice
O autismo não é algo que uma pessoa tenha, ou uma concha na qual ela esteja presa. Não há nenhuma criança normal escondida por trás do autismo. O autismo é um jeito de ser, é pervasivo, colore toda experiência, toda sensação, percepção, pensamento, emoção e encontro, todos os aspectos da existência. Não é possível separar o autismo da pessoa. E se o fosse, a pessoa que você deixaria não seria a mesma com a qual você começou.
Isto é importante, então tire um momento para considerar que o autismo é um jeito de ser. Não é possível separar a pessoa do autismo.
Por conseguinte, quando os pais dizem:
"Gostaria que meu filho não tivesse Autismo"
O que eles realmente estão dizendo é:
"Gostaria que meu filho autista não existisse, e eu tivesse uma criança diferente em seu lugar"
Leia isto novamente. Isto é o que ouvimos quando vocês lamentam por nossa existência. É o que percebemos quando vocês nos falam de suas mais tenras esperanças e sonhos para nós: que seu maior desejo é que, um dia, nós deixemos de ser, e que surjam os estranhos que vocês possam amar surjam de dentro de nós.

Autismo não é uma parede impenetrável
Você tenta falar com seu filho autista e ele não responde. Ele não te vê. Você não consegue alcançá-lo. Não há adentramento. É a coisa mais difícil de lidar, não é? A única coisa é que isso não é verdade.
Veja novamente: você tenta falar como pai de uma criança, usando seu próprio entendimento de uma criança normal, seus próprios sentimentos sobre relacionamentos. E a criança não responde de forma que você possa reconhecer como sendo parte desse sistema.
Isso não significa que a criança esteja totalmente incapacitada para se relacionar. Só significa que você está assumindo um sistema compartilhado, um entendimento compartilhado de sinais e significações do qual a criança em questão não participa.
É como se você tentasse ter uma conversa íntima com uma pessoa que não tem compreensão de sua linguagem. É óbvio que a pessoa cuja linguagem não vai entender o que você está falando; não vai responder da forma que você espera; e pode mesmo achar confusa e desprazeirosa toda a interação.
Dá mais trabalho se comunicar com uma pessoa cuja linguagem não é a nossa. E o autismo vai mais fundo do que a linguagem e a cultura. Os autistas são estrangeiros em quaisquer sociedades. Você vai ter que abrir mão de toda a sua apropriação de significados compartilhados. Você vai ter que aprender a voltar a níveis mais básicos, sobre os quais provavelmente você nunca tenha pensado, vai ter que abandonar a certeza de estar em seu próprio território familiar de conhecimento, do qual você está a serviço e deixar seu filho lhe ensinar um pouco de sua linguagem, guiá-lo um pouco para dentro de seu mundo .
Mesmo que você tenha sucesso, ainda não será um relacionamento normal entre pai e filho. Sua criança autista pode aprender a falar, pode ir para séries regulares na escola, pode ir à universidade, dirigir um carro, viver independentemente, ter uma carreira - mas nunca vai conversar com você como outras crianças conversam com seus pais. Ou, sua criança autista pode nunca falar, pode passar de uma sala de educação para programas de oficina protegida, ou residências especiais, podem precisar por toda a vida de cuidado e supervisão de tempo integral - mas essa tarefa não está completamente fora do seu alcance. As formas que relatamos aqui são diferentes. Levam para coisas que suas expectativas dizem que são normais, e você vai encontrar frustração, desapontamento, ressentimento, talvez até raiva e ódio. Aproxime-se respeitavelmente, sem preconceitos e com abertura para aprender novas coisas, e você vais encontrar um mundo que nunca poderia ter imaginado .
Sim, isto dá mais trabalho que falar com uma pessoa não autista. Mas pode ser feito - a não ser que as pessoas não autistas estejam muito mais limitadas que nós em sua capacidade de se relacionar. Levamos a vida inteira fazendo isso. Cada um de nós que aprende a falar com vocês, cada um de nós que funciona bem na sua sociedade, cada um de nós que consegue alcançar e fazer um contato com vocês está operando em um território estranho, fazendo contato com seres alienígenas. Passamos a nossa vida inteira fazendo isso. E então, vocês vêm nos dizer que não podemos falar.

Autismo não é morte
Certo, o autismo não é o que muitos pais esperam e se preparam quando antecipam a chegada de uma criança. O que esperam é que uma criança vai parecer com eles, vai pertencer ao seu mundo e falar com eles sem um treinamento intensivo para um contato alienígena. Até se a criança tem alguns distúrbios diferentes do autismo, os pais esperam estarem aptos a falarem com ela de modo que pareça normal para eles, e na maioria dos casos, mesmo considerando a variedade de distúrbios, é possível formar um tipo de laço que os pais têm estado almejando.
O que acontece é que se esperava uma coisa que era extremamente importante e desejada com grande contentamento e excitação, e talvez, gradualmente, talvez abruptamente, teve-se de reconhecer que a coisa almejada não aconteceu. Nem vai acontecer. Não importa quantas crianças normais você tenha, nada vai mudar o fato de que agora, a criança que você esperava, desejada, planejada e sonhada não chegou.
É parecido com a experiência parental de ter, por pouco tempo, uma criança recém-nascida e esta morrer logo na infância. Não se trata de autismo, mas de expectativas cortadas. Sugiro que o melhor lugar para direcionar estes assuntos não seja as organizações voltadas para o autismo, mas no aconselhamento das aflições parentais e grupos de apoio. Nesses espaços eles aprendem a dar termo à sua perda - não esquecê-la, mas deixá-la no passado onde o luto não bate mais no seu rosto a todo momento da vida. Aprendem a aceitar que sua criança se foi para sempre e que não voltará mais. O mais importante é que aprendam a não trazer seu luto para as crianças que vivem. Isto é de importância fundamental quando estas crianças chegam ao mesmo tempo que a outra está sendo lamentada pela sua morte.
Não se perde uma criança para o autismo. Perde-se uma criança porque a que se esperou nunca chegou a existir. Isso não é culpa da criança autista que, realmente, existe e não deve ser o nosso fardo. Nós precisamos e merecemos famílias que possam nos ver e valorizar por nós mesmos, e não famílias que têm uma visão obscurecida sobre nós por fantasmas de uma criança que nunca viveu. Chore por seus próprios sonhos perdidos se você precisa. Mas não chore por nós. Estamos vivos. Somos reais. Estamos aqui esperando por você.
É o que acho sobre como as sociedades sobre autismo devem ser: sem lamentações sobre o que nunca houve, mas deve haver explorações sobre o que é. Precisamos de você. Precisamos de sua ajuda e entendimento. Seu mundo não está muito aberto para nós e não conseguiremos se não tivermos um forte apoio. Sim, o que vem com o autismo é uma tragédia: não pelo que somos, mas pelas coisas que acontecem conosco. Fique triste com isso se quiser ficar triste com alguma coisa! Melhor que ficar triste com isso é ficar louco com isso - e então faça alguma coisa. A tragédia não é porque estamos aqui, mas porque o seu mundo não tem lugar para com que nós existamos. Como pode ser de outra forma se nossos próprios pais ainda se lamentam por nos terem trazido para este mundo?
Olhe, alguma vez, para o seu filho autista e tire um momento para dizer para si mesmo quem aquela criança não é. Pense: "Essa não é a criança que esperei e planejei. Não é aquela criança que esperei por todos aqueles anos de pregnância e todas aquelas horas de sofrimentos. Não é aquela que fiz todos aqueles planos e dividi todas aquelas experiências. Aquela criança nunca veio. Não é esta criança". Então vá fazer do seu luto não importa o que - e comece a aprender a deixar as coisas acontecerem.
Depois que você começar a deixar as coisas acontecerem, volte e olhe para o seu filho autista novamente: "Esta criança não é a que eu esperava e planejava. É uma criança alienígena que caiu em minha vida por acidente. Não sei o que é essa criança ou o que vai ser. Mas sei que é uma criança naufragada num mundo estranho, sem pais com formas próprias de cuidado. Precisa de alguém com cuidados para isso, para ensinar, para interpretar e para defender. E devido a essa criança alienígena cair na minha vida, esse trabalho é meu, se eu quiser" .
Se esta busca te excita, então nos acompanhe, na resistência e na determinação, na esperança e na alegria. A aventura de uma vida está toda diante de você.

NOTÍCIA - 13-03-10 - CORTE DOS EUA REJEITA LIGAÇÃO ENTRE VACINA E AUTISMO

CORTE DOS EUA REJEITA LIGAÇÃO ENTRE VACINA E AUTISMO

  WASHINGTON (Reuters) - Vacinas que contêm um preservativo à base de mercúrio chamado thimerosal não podem causar autismo por si mesmas, determinou na sexta-feira uma corte especial dos Estados Unidos, em uma decisão que representou novo revés para pais que buscam atribuir a vacinas a culpa pela doença de seus filhos.
A Corte Federal Especial de Queixas estabeleceu que as vacinas não poderiam ter causado o autismo do menino William Mead, do estado do Oregon, encerrando assim o pedido de reembolso por parte de sua família.
"Os Meads acreditam que as vacinas com thimerosal causaram o autismo regressivo de William. Como explicado abaixo, concluiu-se que os Meads não apresentaram uma teoria sólida cientificamente", escreveu em seu parecer o perito especial George Hastings, que já atuou como especialista em restituição de impostos no Departamento de Justiça norte-americano.
Em fevereiro de 2009, o tribunal proferiu sentença contrária a três famílias que atribuíam a vacinas a causa do autismo de seus filhos, alegando terem sido "enganadas por médicos que são culpados, no meu ponto de vista, de erro grosseiro na avaliação médica".
As famílias pediam pagamento por meio do Programa Nacional de Compensação por Danos de Vacinas, um sistema que não requer verificação de culpa e conta com um fundo de 2,5 bilhões de dólares, originário de um imposto de 75 centavos de dólar sobre cada dose de vacina.
Em vez de juízes, três "peritos especiais" acompanharam os três casos-testes que representavam milhares de outras pessoas com a mesma causa.
As famílias perguntavam se a combinação de vacinas para sarampo, caxumba e rubeola (a Tríplice Viral ou SRC) e um preservativo que contém mercúrio, chamado thimerosal, havia provocado os sintomas nas crianças.
Mais de 5.300 ações foram apresentadas por pais que acreditam ter sido a vacinação a causa do autismo em seus filhos. O sistema do programa de compensação foi criado para proteger fabricantes de vacinas de processos que tornaram o negócio das vacinas inviável para muitas empresas.
O autismo é uma condição misteriosa que afeta 1 em cada 110 crianças nos EUA. As consequências variam de uma moderada síndrome de Asperger até retardo mental severo e incapacidade de convívio social. Não há cura ou tratamento.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails