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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mãe de duas crianças com autismo tem dificuldade para encontrar escola para os filhos

Alessandra Gudolle encontra dificuldade para matricular a menina
de seis anos e o menino de três - Adriana Franciosi

Encontrar uma escola para seus dois filhos — uma menina de seis anos e um menino de três — se transformou em drama para uma mãe em Porto Alegre. Portadoras de um grau leve de autismo, as crianças já foram rejeitadas em duas escolas particulares próximas de sua casa. Agora, a mãe pensa em se mudar para perto de um colégio que aceite o casal de irmãos. Motivado por casos como esse, o Ministério Público Estadual (MPE) tem um inquérito civil sobre inclusão escolar em andamento na Capital.

A mãe das crianças, Alessandra Araújo Gudolle, conta que a menina atualmente cursa a 1ª série do Ensino Fundamental no colégio Pastor Dohms, no bairro Cavalhada, onde mora. Porém, como a escola vai se transferir para outra região da cidade, Alessandra se viu obrigada a procurar um novo estabelecimento para Júlia fazer a 2ª série, e o irmão menor, Eduardo, ingressar na pré-escola. Até agora, não teve sucesso.

Na primeira tentativa, no colégio Santa Tereza de Jesus, no bairro Cavalhada, diz ter ouvido da direção que o estabelecimento “não faz inclusão”. Argumentou que os sintomas dos dois filhos são amenos e se manifestam como uma espécie de timidez mais intensa, sem necessidade de equipe especial de atendimento ou de adaptações físicas da escola. Nem mesmo foram recebidos para uma visita às dependências.

A família se encheu de esperança após uma visita a outro estabelecimento próximo, o Maria Imaculada, localizado no bairro Praia de Belas. Fizeram uma primeira visita ao local, onde já estuda cerca de uma dezena de alunos portadores de deficiências físicas ou mentais. Porém, um dia depois, Alessandra foi chamada e informada de que não poderia fazer a matrícula. A dupla rejeição abalou a pequena estudante. Como sua escola vai mudar de endereço, praticamente todos os colegas já anunciam entre si onde vão estudar ano que vem — menos Júlia.

— Eu digo para a minha filha que os colégios não têm vaga para ela. Mas todos os outros colegas já comentam sobre a escola onde vão estudar no ano que vem. Ela chora e tem dificuldade para dormir à noite — revela Alessandra.

Especialista destaca o estudo em escola regular

A pedagoga Adriana Latosinski Kuperstein, especializada em autismo, afirma que a inclusão escolar é fundamental para o desenvolvimento das habilidades.

— Estudar em uma escola regular melhora o prognóstico. Além disso, o tratamento precoce tende a amenizar os sintomas a ponto de que, em muitos casos, só os familiares e especialistas conseguem detectar o autismo — comenta Adriana.

Como o médico da família não recomenda grandes deslocamentos para os irmãos no caminho para a escola, a mãe agora cogita se mudar a fim de que a menina continue estudando no Pastor Dohms ou em outra escola que a aceite.

— Muitas pessoas acham que autista é aquela pessoa que bate a cabeça e grita. Mas isso é um estereótipo. Minha filha tem avaliações excelentes na 1ª série — afirma Alessandra.

Inclusão de deficientes é apenas parcial

A legislação estabelece que a política educacional brasileira deve privilegiar a inclusão de portadores de deficiência no sistema regular de ensino. Porém, a falta de uma determinação mais explícita sobre a obrigatoriedade de matrículas faz com que a inclusão escolar seja apenas parcial.

Por meio de um inquérito civil, o Ministério Público Estadual acompanha há cerca de dois anos relatos semelhantes aos de Alessandra. Foi estabelecida uma comissão com as secretarias da educação do Estado e de Porto Alegre, entidades de defesa dos direitos de portadores de deficiência e do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado do Estado (Sinepe).

— Estamos em uma fase de transição, em que as escolas públicas e privadas ainda não conseguem atender a toda diversidade de situações. Por isso, a solução razoável foi montar um cadastro com que tipo de deficiência cada estabelecimento pode lidar. Espero receber o resultado final em breve — diz a promotora da Infância e da Juventude Synara Buttelli.

Synara afirma que, apesar de a legislação pregar a inclusão, é preciso ter compreensão quando a deficiência do aluno exigir uma estrutura física ou de pessoal inexistente. Nesse caso, segundo ela, fica difícil cobrar a matrícula. Porém, quando a deficiência é considerada leve, em tese não haveria razão para negar o acesso:

— Do ponto de vista legal, existe, sim, o direito de a criança ser incluída no ensino regular. Infelizmente, isso não ocorre de uma hora para outra.

O presidente do Sinepe, Osvino Toillier, afirma que há mais de um ano não há relatos de recusa de matrícula.

— Entendemos que a escola particular deve ser inclusiva, mas não há como todas elas atenderem a todos os tipos de deficiência — ressalva.
Marcelo Gonzatto | marcelo.gonzatto@zerohora.com.br
*Colaborou Priscila de Martini
Contrapontos
O que diz Rosane de Almeida, coordenadora pedagógica da 1ª etapa do colégio Maria Imaculada
“A escola trabalha com vários casos de inclusão, desde o maternal até o Ensino Médio. O que ocorreu é que, neste momento, chegamos ao nosso limite para que a gente possa fazer um atendimento qualificado. Devido à questão do nosso número de profissionais, não temos, no momento, como aceitar novos casos. Queremos ampliar, mas precisamos fazer isso com respeito e responsabilidade, principalmente em relação às crianças que já atendemos.”
O que diz a direção do colégio Santa Teresa de Jesus
Zero Hora deixou três recados com a direção do estabelecimento, ontem à tarde, mas não obteve retorno.
 
O autismo
O QUE É
- O autismo é um transtorno de desenvolvimento definido por alterações que costumam se manifestar antes dos três anos e se caracteriza por comprometimentos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.
COMO LIDAR COM A SITUAÇÃO A ESCOLA
- É importante abandonar estereótipos sobre o autista como aquela pessoa que grita e se balança o tempo todo. A doença tem vários graus e, quando tratada desde cedo, aumenta significativamente a capacidade do portador. Recomenda-se que, sempre que possível, um estudante com transtorno de autismo estude em uma sala de aula comum. Basta que os professores saibam do problema, estejam atentos a necessidades da criança e mantenham contato em reuniões periódicas com o médico e os demais profissionais que acompanham o aluno, como psicólogo ou fonoaudiólogo.
A FAMÍLIA
- Embora seja possível entrar com uma ação judicial para garantir o acesso à educação, seja em rede pública ou particular, é recomendado procurar um estabelecimento que faça questão de aceitar a criança com transtorno autista e trabalhar com ela – o que tende a criar um ambiente mais favorável para ela. Escolas com menor número de alunos também são preferíveis aos grandes estabelecimentos, por permitirem, em tese, uma atenção mais individualizada.
A QUESTÃO LEGAL
- O artigo 208 da Constituição Federal assegura ao deficiente o direito de frequentar a rede regular de ensino, seja ela pública ou particular
- A Lei de Diretrizes e Bases da Educação e a lei de inclusão escolar estabelecem uma política nacional que privilegia a matrícula de portadores de necessidades especiais, físicas ou mentais, em escolas regulares. Porém, não resultam em uma obrigatoriedade explícita para os colégios particulares
- Conforme a promotora da Infância e da Juventude do Ministério Público Estadual Synara Buttelli, nem sempre é possível exigir a matrícula do colégio, principalmente quando exige algum tipo de estrutura física ou de pessoal de que o estabelecimento não disponha



terça-feira, 2 de março de 2010

DICAS DE COMO ENSINAR CRIANÇAS E ADULTOS COM AUTISMO

DICAS DE COMO ENSINAR CRIANÇAS E ADULTOS COM AUTISMO
Dicas valiosíssimas para professores de crianças e adultos autistas. Estas dicas formam escritas pela autista mundialmente famosa:
Temple Grandin, Ph.D.
Assistant Professor
Colorado State University
Fort Collins, Co 80523, USA
(Revised: June 2000)

Tradução: Dra. Irene Cristina Lavacchini Ramunno
Revisão: Profª Diva Calles



Bons professores me ajudaram a superar meus limites e vencer o autismo. Com dois anos e meio, fui colocada em uma pré-escola com professores experientes. Desde os meus primeiros anos fui ensinada a ter boas maneiras e a me comportar numa mesa de refeições. Crianças autistas precisam de uma rotina estruturada e de professores que saibam ser firmes, mas gentis.

Dos dois anos e quatro meses a cinco anos, meu dia era totalmente estruturado e eu não tinha permissão para romper este esquema rígido. Eu tinha sessões individuais de fonoaudiologia cinco vezes por semana. Minha mãe contratou uma babá que passava de três a quatro horas por dia brincando e jogando comigo e minha irmã. Ela nos ensinou a praticar, durante as brincadeiras, o ato de ceder a vez ao outro (“turn taking”).

Quando fazíamos um boneco de neve, ela me deixava cuidar da parte de baixo e minha irmã se encarregava da outra. No horário das refeições, todos comíamos juntos e eu não tinha permissão para nenhuma atitude inadequada (do any “stems”). Apenas no período de uma hora de descanso após o almoço, eu era autorizada a voltar ao comportamento autista. A combinação entre pré-escola, fonoaudiologia, atividades lúdicas, refeições com “bons modos” somava mais de quarenta horas por semana, nas quais meu cérebro era mantido conectado ao trabalho.
Muitos portadores de autismo são pensadores visuais. Eu penso através de imagens. Não penso através de linguagem. Todos os meus pensamentos são como videotapes passando em minha imaginação. Minha primeira linguagem são figuras; a segunda são palavras. Substantivos foram as palavras mais fáceis de aprender, pois, na minha mente, eu as podia relacionar a uma figura. Para aprender expressões como “para cima” ou “para baixo”, a professora precisa demonstrá-las à criança. Por exemplo: pega um avião de brinquedo e diz “para cima” enquanto faz o movimento de decolagem e “para baixo”, enquanto faz o movimento de aterrissagem.
Evite instruções verbais longas. Autistas têm dificuldade em lembrar seqüências. Se a criança souber ler, escreva as instruções em um papel. Eu não consigo guardar seqüências. Se eu pedir informações de percursos em um posto de gasolina, só consigo lembrar três etapas da explicação; se a instrução é maior, preciso escrevê-la. Eu também tenho dificuldade para lembrar números de telefones porque eu não consigo montar uma figura em minha cabeça.
Muitas crianças autistas são boas em desenho, arte e programação de computadores. Estes talentos deveriam ser encorajados. Acho que deveria haver muito mais ênfase no desenvolvimento dos talentos destas crianças.
Muitas crianças autistas se fixam num assunto como trens e mapas. A melhor maneira de lidar com estas fixações é usá-las para motivar os trabalhos da escola. Se a criança gosta de trens, use-os para ensinar a ler e para ensinar matemática. Leia um livro sobre trens e faça exercícios de matemática usando trens. Por exemplo: calcule quanto tempo um trem leva para ir de Nova Iorque a Washington.
Use métodos visuais concretos para ensinar conceitos numéricos. Meus pais me deram um brinquedo que me ensinou os números. Consistia de um kit de blocos com diferentes comprimentos e cores para cada número de 1 a 10. Com ele aprendi a somar e subtrair. Para aprender frações, minha professora tinha uma maçã de madeira cortada em quatro partes e uma pêra de madeira cortada ao meio. Com este material, aprendi os conceitos de um quarto e meio.
Eu tinha a pior caligrafia da minha classe. Muitos autistas têm problema de motricidade manual. Caligrafia caprichada é difícil na maioria das vezes e isto pode frustrar muito a criança. Para reduzir esta frustração e ajudar a criança a gostar de escrever, deixe-a digitar no computador. Digitação é geralmente mais fácil.
Algumas crianças aprenderão a ler mais facilmente com o uso de fonemas e outros aprenderão melhor decorando palavras. Eu aprendi com fonemas. Minha mãe me ensinou regras fonéticas e me fazia emitir os sons relacionados às palavras. Crianças com muita ecolalia geralmente aprenderão melhor se forem usados cartões e livros com figuras, para que as palavras sejam associadas a figuras. É importante que se tenha a figura e a palavra impressa no mesmo lado do cartão. Para ensinar substantivos a criança precisa escutar você falar a palavra, ver a figura e a palavra escrita simultaneamente. Por exemplo, para ensinar um verbo: segure um cartão que diz “pular” e você fala “pular” enquanto executa o ato de pular.
Quando eu era criança, doíam nos meus ouvidos os sons altos, como o sino da escola, ou ainda, o barulho do “motorzinho” do dentista alcançando um nervo. Crianças autistas precisam ser protegidas de sons que machucam seus ouvidos. Os sons que causam mais problema são os sinos de escola, sistemas de amplificação eletrônica em áreas públicas, zumbidos de ginásios e os sons de cadeiras raspando no chão. Em muitos casos, as crianças terão maior tolerância aos ruídos se estes forem ligeiramente abafados por panos ou fita adesiva. O barulho de raspar cadeiras pode ser amenizado com o uso de protetores nos pés das cadeiras ou de carpetes. 

Uma criança pode temer uma determinada sala por ter medo de ser atingida pelo ruído da microfonia ocasionada pelo sistema de amplificação eletrônica. O medo de um determinado som pode resultar num comportamento inadequado da criança. Cobrir os ouvidos indica que algum som a está perturbando.
Alguns autistas se incomodam com distrações visuais ou luzes fluorescentes. Eles podem ver o pulsar de 60 ciclos de eletricidade. Para evitar este problema, coloque a carteira / mesa da criança perto da janela e evite a luz fluorescente. Se não puder evitá-la, use lâmpadas novas que pulsam menos.
Alguns autistas hiperativos, que se inquietam a toda hora, ficariam mais calmos se lhes fossem dados para vestir uniformes acolchoados, com certo peso. A sensação de pressão do vestuário ajuda a acalmar o sistema nervoso. Para melhores resultados, a vestimenta deveria ser usada por 20 minutos e então retirada por alguns minutos para prevenir que o sistema nervoso se acostume com ela.
Alguns autistas responderão melhor e terão um melhor contato visual e fala se a professora interagir com eles enquanto estão num balanço ou rolando em uma esteira. O estímulo sensorial do balanço ou a pressão da esteira algumas vezes ajuda a melhorar a fala. O balanço deveria sempre ser uma brincadeira divertida e nunca forçada.
Algumas crianças e adultos podem cantar melhor do que falar. Eles podem responder melhor se as palavras e frases forem cantadas para eles. Algumas crianças com extrema sensibilidade a som, responderão melhor se a professora sussurrar para eles.
Algumas crianças e adultos não-verbais não conseguem, ao mesmo tempo, processar estímulo verbal e visual. Eles são “mono-canal” e não podem ver e ouvir simultaneamente. Não se deve pedir isso a eles. É preciso dar-lhes ou uma tarefa visual ou uma tarefa auditiva. Seus sistemas nervosos imaturos não conseguem processar os estímulos visuais e auditivos concomitantemente.
Em crianças mais velhas e adultos não-verbais, o toque geralmente dá maior sensação de segurança, geralmente mais fácil para eles terem maior percepção, para sentirem. Pode ser ensinado o significado das letras, permitindo que as crianças toquem letras de plástico. Eles podem aprender a rotina diária, sentindo alguns objetos, minutos antes da atividade ser executada. Por exemplo: quinze minutos antes do almoço, dê uma colher para eles segurarem. Deixem que eles segurem um carrinho de brinquedo poucos minutos antes de sair de carro.
Alguns adultos e crianças autistas aprenderiam melhor se o teclado do computador fosse colocado próximo à tela para que pudessem ver simultaneamente o teclado e a tela. Alguns indivíduos têm dificuldade em lembrar se eles têm que olhar para cima após teclar.
Crianças não-verbais terão mais facilidade em associar palavras às figuras se visualizarem a palavra escrita e a figura em um cartão. Alguns não entendem desenhos e, por isto, é recomendável trabalhar-se primeiramente com objetos reais e fotos.
Alguns indivíduos autistas não sabem que a fala é usada para comunicação. O aprendizado da linguagem seria facilitado se exercícios de linguagem promovessem a comunicação. Se o indivíduo pedir uma xícara, dê a xícara a ele. Se pedir um prato quando quer uma xícara, dê o prato a ele. O indivíduo precisa aprender que, quando ele emite palavras, coisas concretas acontecem. É mais fácil para o autista entender que as palavras estão erradas se elas resultarem em objetos incorretos.
Muitos autistas têm dificuldade em usar o mouse do computador. Tente um mouse com dispositivo do tipo “tracking ball” com botões separados para cliques. Autistas com problemas de motricidade manual acham muito difícil segurar o mouse enquanto clicam.
Crianças com dificuldade em entender a fala têm trabalho em diferenciar os sons de consoantes de som forte como “D” em “dog” ou “L” em “log”. Fui ensinada a ouvir estes sons através de enunciados fortes e prolongados dos sons das vogais.
Vários pais me disseram que o uso de legendas na televisão ajudou seus filhos a aprender a ler. A criança era capaz de ler as legendas nas fitas e combinar as palavras escritas com as faladas. Seria útil gravar o programa favorito com legendas em fitas, pois esta pode ser vista, revista e pausada.
Alguns indivíduos autistas não entendem que o mouse movimenta a seta na tela. Eles poderiam aprender melhor se fosse colado um desenho da seta, idêntico ao da tela, em cima do mouse.
Crianças e adultos autistas podem ver o “piscar” (a emissão de sinais) da tela do computador. Eles podem enxergar melhor em laptops e telas planas que “piscam” menos.
Autistas que têm medo de escadas rolantes geralmente têm problemas de processamento visual. Eles têm medo porque não conseguem determinar quando devem entrar e sair da escada. Estes indivíduos também podem não tolerar luzes fluorescentes. Podem ser úteis para eles óculos com filtros coloridos (the irlen colored glasses) (reduzindo a luminosidade que pode machucar os olhos de autistas).
Indivíduos com processamento visual deficiente com freqüência acham mais fácil ler letras impressas na cor preta sobre papel colorido, para diminuir o contraste. Tente papel bege claro, azul claro, cinza ou verde claro. Experimente com cores diferentes. Evite amarelo brilhante que pode incomodar os olhos dos autistas. Também neste caso, podem facilitar a leitura estes mesmos óculos com filtros coloridos.
 
Junho de 2000
Centro de Estudo de Autismo
Aos dois anos, a Dra Temple Grandin foi diagnosticada com autismo. Temple é autora de duas autobiografias: Emergency: Labeled Autistic, Arena Press (1986) (Emergência: Rotulada como Autista) e Thinking in Pictures, Double Day (1995) (Pensando por meio de Figuras). É Professora Associada na Universidade de Colorado, porta-voz internacional sobre Autismo e sobre tratamento humanizado para animais. Proprietária da “Grandin Livestock Systems”, Temple é mundialmente conhecida como designer de instalações para o manejo de gado e outros animais domésticos1.
1 Tipo de curral para vacinação ou para carregar o gado nos caminhões que se assemelha a um caracol, no qual o gado vai andando, sempre em frente, mas em círculo. Assim, sente-se protegido pelas cercas de cada lado, anda tranqüilamente e, quando menos se espera, está no caminhão, sem estresse, de forma mais humanizada.

Esta postagem foi retirada do ótimo blog TAI.

Um grande abraço a todos!!!

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