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domingo, 25 de março de 2012

Assembleia discute conscientização mundial do autismo em abril

13/03/2012 15:07

Assembleia discute conscientização mundial do autismo em abril

Foto: Sandro Nascimento/Alep
Presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), e o deputado Péricles de Mello (PT), recebem lideranças e profissionais que trabalham no diagnóstico e tratamento de casos de autismo.
Presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), e o deputado Péricles de Mello (PT), recebem lideranças e profissionais que trabalham no diagnóstico e tratamento de casos de autismo.
O Poder Legislativo integra as ações que marcam a data de conscientização mundial do autismo, no dia 2 de abril. Uma série de atividades envolvendo médicos, educadores, psicólogos e pais de crianças com autismo deverá ser promovida com o apoio da Assembleia Legislativa no próximo mês. Nesta terça-feira (13), o presidente da Casa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), recebeu lideranças e profissionais que trabalham no diagnóstico e tratamento de casos de autismo, e abriu o Grande Expediente da sessão plenária para as entidades representativas falarem sobre a doença.

“Vamos deixar o Plenário à disposição no dia 2 de abril, que é o dia de conscientização mundial do autismo, para que se possa debater um assunto de extrema importância social, que muitas vezes é deixado de lado. O Poder Legislativo estará sempre aberto e dará total apoio para ações como esta e outras que sejam de informar, educar e conscientizar a população”, afirmou Rossoni.

De acordo com a médica do Centro de Neuropediatria do Hospital das Clínicas (Cenep) de Curitiba, Mariane Wehmut, a Assembleia se mostrou parceira da iniciativa, que visa a conscientização da sociedade, por um lado, e também a definição de diretrizes públicas para a pessoa com autismo, de outro. “Estamos elaborando um projeto para que no Paraná se crie uma política pública para a pessoa autista. E a Assembleia já está se mostrando nossa parceira, o presidente já atendeu os nossos pleitos e agora vamos encaminhar uma proposta neste sentido”, afirmou.

Discussão – Uma audiência pública para debater o autismo também já está marcada para o dia 25 de abril. O deputado Péricles de Melo (PT), que acompanhou as visitantes durante a conversa com o presidente Rossoni, ressaltou a importância de uma legislação específica para amparar as pessoas com a doença e seus familiares. “Fomos procurados por várias entidades e vamos apresentar um projeto de lei neste sentido, criando políticas públicas para os autistas. Teremos ainda uma audiência e será o momento de discutirmos e aprofundarmos ainda mais o assunto”, avaliou o parlamentar.

Segundo lembrou a psicóloga do Ambulatório de Autismo do Hospital das Clínicas, Amanda Bueno, o diagnóstico da criança com autismo é clínico. “Os sintomas mais comuns são de dificuldade de comunicação e interação social. É possível verificar clinicamente a condição da criança com autismo, a partir dos três anos de idade. Há situações em que uma criança, por exemplo, consegue cantar, mas não sabe dizer que sente dor. Por isso é fundamental a atenção dos pais nesse sentido”, lembra.

Campanhas – Já no dia 31 de março acontecem alguns eventos de conscientização em Curitiba, com campanhas educativas, além do Rally da Inclusão, atividade esportiva que será realizada no Parque Barigui. A própria plataforma de Comunicação da Assembleia Legislativa, envolvendo a TV e a Rádio Sinal, também começa a veicular informações sobre a doença. O prédio do Legislativo deverá ainda ser iluminado de azul, cor que simboliza a data de conscientização mundial do autismo.
Fonte: Assessoria de Imprensa             (41) 3350-4188       / 4049
Jornalista: Rodrigo Rossi

CURITIBA - EVENTO DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO

No dia 31 de março acontecerá em Curitiba um grande evento para Conscientização do Autismo.
Será no estacionamento do Parque Barigui!
Teremos Rally da Inclusão, apresentação do cantor Saulo Laucas, brincadeiras para crianças e muito mais!!
Vista-se de azul e ilumine Curitiba conosco!!!!!
Este evento é inciativa do Ambulatório de Autismo do CENEP- Centro de Neuropediatria do HC e Prefeitura Municipal de Curitiba


No dia 02 de abril, às 14h30, estaremos presentes na Assembléia Legislativa do Paraná para apresentar o Projeto de Lei para TEA para o Estado do Paraná.
Contamos com sua presença! Precisamos nos fazer presentes! Vista-se de azul e venha compartilhar esse momento tão importante! Assembleia Legislativa do Paraná - Praça Nossa Senhora de Salete s/n - Curitiba / PR CEP: 80530-911 - Telefone: (41) 3350-400


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quarta-feira, 14 de março de 2012

A história de Saulo, tenor autista e cego

A história de Saulo inicia aos 2.50 min.

Jovem autista canta perfeitamente e está prestes a gravar um CD

O inglês Kyle Coleman, 25 anos, conseguia falar apenas três palavras quando foi descoberto em uma aula de musicoterapia em 2009



Diagnosticado com autismo aos 3 anos, o garoto inglês Kyle Coleman conseguia falar apenas três palavras. Em 2009, por acaso, sua mãe Caroline levou seu filho a uma aula de musicoterapia. 

Diante do entusiasmo, a musicoterapeuta Carine Kelley passou a ir à casa do garoto duas vezes por semana. Ela descobriu que a música é uma forma instintiva de Kyle expressar suas emoções. 

“Ficou claro imediatamente que ele tinha uma afinidade natural com elementos musicais e poderia recriar suas canções favoritas no teclado sem o conhecimento prévio”, disse a especialista. 

LEIA TAMBÉM: As conquistas de uma criança autista
Quando o garoto, que não falava até os 20 anos, canta, sua expressão ganha vida e ele se sente confiante. Ao perceber que seu filho tinha um dom, sua mãe levou-o a um estúdio de gravação para ver como ele se comportava. Sem se incomodar com a nova experiência, Kyle gravou sua canção favorita. 

O proprietário do estúdio ficou tão impressionado com a capacidade dele que sugeriu a Caroline a gravação do CD como uma forma de arrecadar fundos para o tratamento do filho. Agora, 18 meses depois, Kyle está se preparando para a estreia, que será em abril. 

“Nunca houve um álbum gravado por um jovem autista com linguagem limitada. O pai de Kyle era músico e morreu, de repente, há 2 anos em um acidente de moto. Acho que essa sua capacidade vem do seu pai”, disse à mãe ao jornal britânico Daily Mail

Kyle gravou nove covers, entre eles músicas de Robbie Williams. Mas há uma música muito especial, que foi escrita especialmente para ele e fala sobre autismo. O CD está sendo apoiado pela Sociedade Nacional de Autismo e será lançado em 2 de abril, noDia Mundial do Autismo. Todo o dinheiro arrecadado vai para instituições de caridade. O CD poderá ser comprado diretamente em www.kylecoleman.co.uk.

domingo, 16 de outubro de 2011

Na Etiópia, autistas sofrem por desconhecimento da condição e superstição

Mãe etíope luta para educar filho autista e conscientizar população de que condição não é resultado de 'possessão demoníaca'


Segundo as informações que encontrei, Jojo tem agora 20 anos.
Amanda Bueno.

Em 1995, a etíope Zemi Yunus não sabia o que era autismo, mas tinha consciência de que seu filho Jojo, então com quatro anos, era "diferente das outras crianças da idade dele".
Foi então que seu marido assistiu a um programa de televisão sobre a condição. Na época, a família vivia nos Estados Unidos.
De repente, o casal se deu conta de que era possível que Jojo fosse autista. Certamente, os sintomas descritos pareciam indicar isso.
Pouco tempo antes de retornar à Etiópia, Zemi começou a pesquisar o assunto com mais profundidade.
Zemi disse que, assim como muitos pais de crianças autistas, ela se preocupava com a demora do filho em começar a falar.
'Mimado'
Vários médicos haviam dito a ela que não se preocupasse porque, frequentemente, meninos começam a falar um pouco mais tarde.
No entanto, quanto mais pesquisava, mais Zemi reconhecia que o atraso na fala do filho, assim como suas ações repetitivas e dificuldades de comportamento eram claramente manifestações de autismo.
Infelizmente, o diagnóstico da condição, particularmente em países em desenvolvimento, é raro.
Ao retornar à capital da Etiópia, Addis Abeba, Zemi consultou psicólogos, médicos e outros profissionais durante vários anos. Nunca obteve uma confirmação de suas suspeitas.
Dona de seu próprio negócio, a mãe de Jojo teve dificuldade em encontrar uma escola para o filho. Muitos professores diziam que Jojo era "mimado". Ele foi expulso de cinco escolas consecutivamente.
Uma instituição pediu pagamento triplo para aceitar Jojo.
Problema Comum
A essa altura, Zemi já tinha pesquisado amplamente o tema e sabia que a ocorrência de autismo na região era bastante alta.
Na Etiópia, ninguém falava publicamente sobre o assunto, mas ela insistiu. Começou a procurar por outros pais afetados pelo problema.
Zemi ficou chocada com o que encontrou. Famílias com crianças autistas as mantinham em casa, com frequência em quartos escuros.
Ela encontrou o caso de uma menina cujas mãos ficavam amarradas atrás das costas, provavelmente para impedir que ela agredisse a si própria. (Esse não é um comportamento raro entre crianças autistas, especialmente quando estão estressadas.)
Suas experiências a levaram a querer falar publicamente sobre o autismo.
Em 2002, usando seu bem-sucedido negócio para promover suas atividades beneficentes, Zemi inaugurou o Joy Centre for Children with Autism em Addis Abeba.
A escola começou a funcionar com quatro alunos - entre eles, seu filho - e três funcionários. Hoje, 75 crianças estão matriculadas na escola e a equipe conta com mais de 30 funcionários.
Como a escola não tem fins lucrativos, os pais pagam o que podem. A instituição recebe auxílio da ONU e de outros doadores.
A criação do centro levou o governo da Etiópia a iniciar um programa para crianças com necessidades especiais.
'Possuídos pelo demônio'
Isso não quer dizer que os etíopes mudaram sua atitude em relação aos que sofrem de autismo.
Muitas pessoas ainda pensam que as crianças afetadas pela condição são possuídas pelo demônio em virtude de pecados cometidos por seus pais. Isso explica por que, frequentemente, crianças autistas são escondidas pelas famílias.
Também há muita ignorância sobre o assunto no setor médico.
Elias Tegene, um psicólogo que se especializa em autismo, descreve a condição como um novo "tema" que só se tornou conhecido na última década.
Apesar da falta de dados oficiais no país, ele acredita que a incidência da condição está crescendo rapidamente.
O problema é acentuado pelo fato de que muitos médicos na Etiópia nunca ouviram falar da condição.
Os que identificam a condição tratam os pacientes como casos psiquiátricos (embora o problema seja, na verdade, neurológico) ou simplesmente dizem aos pais que precisam educar melhor seus filhos.
Com base em suas observações, Tegene disse acreditar que o autismo é mais comum em crianças da chamada "geração boom", ou seja, etíopes que viajaram para o exterior para trabalhar e estudar.
O menino de nove anos Addis é uma dessas crianças. Ele nasceu em Maryland, nos Estados Unidos, de pais etíopes. Seu diagnóstico foi feito quando ele tinha apenas dois anos.
O diagnóstico rápido se deveu ao fato de que Addis nasceu prematuro, com 27 semanas, e já estava sendo monitorado por uma equipe médica.
Vida Ativa
O pai de Addis, Abiy, disse que demorou para que ele e a esposa aceitassem o diagnóstico inicial.
"Todo mundo tinha uma teoria sobre por que isso tinha acontecido", disse Abiy.
Segundo ele, há uma percepção de que o autismo é mais comum entre comunidades de migrantes vindos do Chifre da África - na região nordeste do continente.
"Alguém nos disse que as crianças que tinham sido diagnosticadas em casa (na Etiópia) eram aquelas que tinham nascido no exterior , nos Estados Unidos ou na Europa".
Foi a esposa de Abiy, Azeb - uma professora primária hoje se especializando em crianças com necessidades especiais - quem primeiro sugeriu que talvez Addis fosse autista.O marido, no entanto, resistiu à ideia de procurar tratamento por não querer aceitar a realidade. O diagnóstico resultou em um período de muita reflexão para Abiy.Hoje, Addis vive uma vida ativa, cheia de atividades. Ele tem um senso de direção particularmente desenvolvido.
"Meu filho é uma criança ótima. Se nasceu com autismo, que seja. Mas ele é o melhor filho (do mundo)", diz Abiy.
"Ele se comporta bem e nunca nos atrapalhou de maneira alguma".
Embora não haja pesquisas para confirmar a visão do psicólogo Elias, de que o autismo está aumentando entre os etíopes, e especialmente entre os que vivem no exterior, há evidências em relação a crianças da Somália vivendo no exterior.
Em 2009, o jornal New York Times publicou uma reportagem dizendo que autoridades do Departamento de Saúde de Minnesota, nos Estados Unidos, tinham chegado a um acordo em relação a um fato impressionante: havia índices mais altos de autismo em crianças somális vivendo no Estado.
Embora enfatizando que a amostra era bastante pequena, as autoridades citadas no artigo disseram que as crianças somális tinham entre duas a sete vezes mais probabilidade de sofrer da condição do que pessoas de outras etnias.
Dados da Suécia e de outros pontos dos Estados Unidos parecem reforçar essa teoria.
Pesquisas
Abdirahman D. Mohammed - um médico somáli que trabalha no Axis Medical Centre, em Minneapolis - trata um grande número de pacientes de várias origens e disse não ter dúvidas de que o autismo ocorre em índices anormalmente altos em crianças de origem somali.
"Infelizmente, é um problema imenso para a nossa comunidade. Pode causar muita perturbação e ansiedade para as famílias", disse o médico.
Além disso, algumas pessoas associam o autismo a programas de imunização infantil - embora esse vínculo nunca tenha sido provado.
Como resultado, algumas crianças somális nos Estados Unidos não estão sendo vacinadas contra doenças perigosas.
E se de fato existe uma maior concentração de casos de autismo entre crianças da comunidade somali, qual seria a explicação para isso? Mohammed não sabe a resposta.
"Será que isso é ambiental, genético, ambos? Não sabemos. É um grande mistério".
Felizmente, o US Centre for Disease Control and Prevention acaba de aprovar financiamento para pesquisas sobre o assunto. Talvez sejam necessários mais estudos na Etiópia e entre comunidades de etíopes vivendo no exterior.
E de volta a Addis Abeba, os anos se passaram e hoje o filho de Zemi, Jojo, é um jovem de 20 anos.
A mãe o descreve como "um jovem bonito, com muitas vitórias". Recentemente, ele começou a dizer algumas palavras.
"Ele está prestes a falar. Estou tão animada com isso! As coisas estão caminhando".
Histórias como as de Jojo e Addis enchem de esperança as famílias afetadas pelo autismo. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 

terça-feira, 28 de junho de 2011

Apadem desenvolve projeto de inclusão em escolas e igrejas da cidade

Conscientização: Palestras realizadas pela Apadem ajudam na questão da inclusão do autista


Palestras realizadas pela Apadem ajudam na questão da inclusão do autista

Mais uma vez dou meus parabéns para as iniciativas da APADEM. Muitas famílias com as aquias trabalham se dividem para poder frequentar cultos e missas.
Essa iniciativa deve ser repetida!!

Amanda
Volta Redonda

Com seus 12 anos de existência comemorados no último dia 19, a Apadem (Associação de Pais de Autistas e Deficientes Mentais) está desenvolvendo desde o ano passado dois projetos direcionados a escolas e igrejas da região: os pprojetos Autismo Inclusão nas Escolas e Autismo Inclusão nas Igrejas. A entidade de Volta Redonda tem por finalidade colaborar na assistência e formação das pessoas com Transtorno do Espectro Autista, apoiando suas famílias e promovendo a integração entre o poder público, a comunidade e a escola.

De acordo com Cláudia Moraes, presidente da entidade, a proposta desses dois projetos é demonstrar o que é o autismo e como é possível incluir o autista na escola e na sociedade.

- Por enquanto o projeto está sendo divulgado pelo do site da Apadem (www.apadem.blogspot.com), pelos pais dos alunos e através dos grupos de famílias. Graças a essas ações as escolas nos procuram e nos convidam a mostrar a ideia do projeto. Participamos de reuniões com professores, diretores, coordenadores e toda a parte pedagógica da instituição de ensino, onde explicamos o que é o autismo, suas características, causas e como pode ser feita a inclusão e a necessidade de que ela aconteça - explicou.

Ela acrescentou que, no caso de a escola demonstrar algum interesse, é marcada uma segunda reunião só com os pais de alunos ou mesmo com os professores. Foi o que aconteceu há duas semanas na Escola Municipal Domingas, em Pinheiral, quando também compareceram representantes de outras escolas e da Secretaria Municipal de Educação de Pinheiral. Em Volta Redonda já foram incluídas no projeto seis escolas da rede pública e particular, e a secretária municipal de Educação, Therezinha Gonçalves, já demonstrou interesse no projeto, que passa atualmente pelo processo de análise.

Segundo a presidente da Apadem, o número de alunos autistas nas escolas da rede pública e particular de Volta Redonda está crescendo a cada dia e, graças ao trabalho desenvolvido pela Apadem junto a essas instituições, a visão que os profissionais tinham da disfunção está mudando.

A maior dificuldade enfrentada pelo aluno autista na escola é o desconhecimento sobre a síndrome no meio educacional e na sociedade. Apesar de a escola ter conhecimento que possui alunos com a disfunção sendo incluídos, muitas vezes a direção da escola não sabe como lidar com a questão.

- As pessoas possuem uma visão equivocada sobre o autismo, pensando que o autista não vai se socializar nunca. Só o fato de mostrar aos profissionais da educação o que é a síndrome já é um caminho - acredita.



Escolas para autistas



De acordo com Cláudia, atualmente existem duas escolas para autistas em Volta Redonda: a Deise Mansur - direcionadas para alunos na faixa etária entre 4 e 16 anos - e o Sítio Escola Semeia, para alunos acima de 16 anos. Devido à questão da idade, apenas os alunos da escola Deise Mansur recebem suporte para terem condições de serem incluídos em uma escola regular ou, se for necessário, frequentarem as duas escolas para adaptação.



A inclusão nas igrejas



A Apadem também desenvolve o mesmo projeto de inclusão do autista nas igrejas do município através de palestras onde os pais, familiares e os membros ou representantes da igreja aprendem que o autista possui toda a capacidade de participar dos eventos religiosos.

- Muitos pais conheceram o trabalho da Apadem através dos projetos desenvolvidos nas escolas e igrejas, e então passaram a frequentar os grupos de famílias. Depois do trabalho desenvolvido através do projeto os familiares ficam mais à vontade para levar seus filhos portadores de autismo aos cultos ou missas - comemorou.



Quando o autismo não é uma barreira para o estudo



Para a dona de casa Carla Marina Lorencine da Costa o autismo de seu filho João Gabriel, de cinco anos, nunca foi um obstáculo para colocá-lo em uma escola regular: ele estuda desde os dois anos no Centro Educacional Tiradentes, localizada no bairro Jardim Tiradentes. - Sempre desconfiei que havia algo de diferente com o meu filho, mas, apesar do atraso na fala e na maneira diferente de brincar, só resolvi levá-lo a um especialista depois que fui alertada pelos professores e pela pedagoga da escola quando ele estava no maternal. Depois que descobri o autismo em meu filho conheci a Apadem por indicação da fonoaudióloga que descobriu o problema. Na associação conheci outras mães com filhos na mesma situação e que me ajudaram a ter outra visão do autismo. Hoje participo de palestras, grupos da família e oficinas pedagógicas, e o meu marido participa do grupo de pais - contou.

Na opinião da Carla, a escola é a segunda casa do João Gabriel; a única diferença para os outros alunos é que ele tem uma auxiliar terapêutica para acompanhá-lo durante as aulas.

- Eu acredito, hoje, que é possível a inclusão do autista na escola e, no caso do meu filho, a parceria e o apoio da instituição de ensino foi muito importante para a inclusão dele. Tive a sorte de encontrar a ajuda dos professores, pedagogos e da direção da escola - agradeceu.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Autistic Like Me - A Father's Perspective



Eu sempre me preocupei com os sentimentos do Pai de uma criança autista. Costumo ouvir algumas mães dizendo: "Meu marido não me dá suporte!", "Assumo tudo sozinha"...
As mulheres naturalmente buscam por ajuda e falam sobre seu sentimentos mais facilmente.
Para os homens é emocionalmente muito díficil lidar com o autismo do filhos...
Penso que um grupo apenas com pais seja muito importante. Eles precisam poder  conversar sobre o assunto com pessoas que os entendam e compartilhem destes sentimentos e sobre o que fazer, quem buscar, como questionar efeitos de tratamentos, como interagir.

O vídeo abaixo fala sobre isso. Faz parte do documentário  Autistic Like Me: A Father's Perspective”, (ainda não lançado) que fala sobre o impacto emocional do autismo nas famílias, principalmente sobre o Pai. http://www.autisticlikeme.net/

Pretendo montar um grupo de Pais para trabalhar todos estes assuntos.
O "Autistic Like Me" é uma iniciativa maravilhosa, mas não podemos esperar para criar AQUI estes projetos.

O que acham?

Um grande abraço,

Amanda



Our children are being diagnosed with Autism at an alarming rate ...
 Autistic Like Me: A Father's Perspective” is a documentary/advocacy film that examines the difficult emotional journey experienced by fathers of autistic children. Having an autistic child turns a parent's world upside down. Dreams are broken and lives are changed forever. Men are especially affected because we often do not seek out the support network needed to deal with this type of emotional upheaval.

With an incident rate of 1 in 110, autism is now the fastest-growing developmental disability in the United States. Experts agree that early intervention is critical for a child's development. But the early days of parenting are also the most stressful. It is a painful time for many who are not prepared for “special” parenthood. Why do men specifically, have such a difficult time coping?

Sharing, compassion, understanding and sound advice are the keys to helping men be good parents and to focus on insuring their children receive the earliest possible professional attention. “Autistic Like Me: A Father's Perspective” is a call to action, an attempt to reach out to all men, regardless of whether they have an autistic child or plan to have a family in the future. By infusing knowledge, education and awareness into our communities, men can gain the voice we are missing. It will empower us to take “care of business” and see that our children get the best help possible.

We are currently in production and anticipate having the film completed by Fall 2011. We are looking for partners to align with, to support our community outreach campaign for this film. If you or someone you know have an interest in partnering with “Autistic Like Me: A Father's Perspective”, please email us at

-Charles Jones
Director of ALM

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Polícia Militar realiza Olimpíadas Especiais da Equoterapia

A Olimpíada Especial de Equoterapia da Polícia Militar do Pará, mostrou o avanço das crianças atendidas pelo projetoCláudio Santos/ Ag. Pará

    O atleta Rafael Cavaleiro com sua mãe Fábia Cardoso durante a abertura das Olimpíadas Especiais da Equoterapia
    Cada movimento que as crianças conseguiam realizar com o cavalo, por mais simples que fosse, era comemorado por todos. Na plateia, ao invés de barulho, viam-se mãos erguidas e tremulando (palmas para surdos). Assim foi a I Olimpíada Especial da Equoterapia da Polícia Militar do Pará, realizada na manhã desta quinta-feira, 19, no Complexo Hípico Sócio-Operacional Cassulo de Melo.
Foi a primeira vez que as crianças que fazem parte do programa, todas portadoras de deficiência ou alguma necessidade especial, participaram de uma competição, colocando em prática tudo o que aprenderam durante as aulas de equoterapia. O primeiro competidor a subir no cavalo foi o pequeno Sandro Heitor, 6 anos, portador de autismo. Com o apoio de um policial militar e de uma fonoaudióloga, ele montou no cavalo e completou todo o trajeto da prova. “É impressionante o desempenho que ele está tendo desde que começou a praticar a Equoterapia. Antes, ele não falava, não apresentava vínculo afetivo e não aceitava o toque. Hoje, ele é outra pessoa”, disse a fonoaudióloga Bruna Silva.

Enquanto esperava sua vez de competir, Rafael Cardoso, 12 anos, portador da Síndrome de Down, olhava o percurso que iria ter que cumprir. “Quero fazer tudo certinho, do jeito que aprendi”. E assim ele fez, com um dos melhores tempos, ele completou a prova. A mãe dele, Fábia Cardoso, ficou emocionada ao ver o filho interagindo. “Depois que ele começou a frequentar as aulas de equoterapia, ele virou um menino mais feliz. Ficou mais carinhoso e muito mais alegre”, contou. Ao final da competição, as crianças receberam medalhas como premiação e participaram de um lanche com os pais, os profissionais que trabalham no programa e os policias militares.
“Um gesto de amor”. É assim que o tenente coronel Cláudio Polaro, coordenador do Centro Interdisciplinar de Equoterapia (Cieq/Belém), define o trabalho dos Policiais Militares que participam do programa. “O principal objetivo é prestar assistência em equoterapia às pessoas com necessidades especiais, contribuindo para sua reabilitação e educação”, disse.
O programa que já existe desde 1993, conta com 15 policiais militares que auxiliam os deficientes no processo de reabilitação. “Acaba sendo uma troca de experiência. Nós ensinamos as coisas técnicas e aprendemos muito mais com eles. Para nós, eles são um exemplo de superação”. O tenente coronel Polaro disse também que no início, os policias ficavam um pouco receosos, com vergonha de demonstrar seus sentimentos. “Mas, não há como não se envolver. Nós nos emocionamos e ficamos felizes com cada conquista. É muito bom ver aquele aluno que não conseguia nem andar e hoje já até corre, compensa qualquer coisa”.
Exemplo
Um ex-participante do Programa de Equoterapia da PM virou um exemplo para todos. É o jovem Bruno Silva, 26 anos. Ele, que tem paralisia cerebral, participou do programa durante 10 anos e hoje é campeão nacional de paraolimpíada. “Tudo começou por causa do meu contato com o cavalo. Quando comecei, eu tinha medo do cavalo. Depois tirei de letra e passei a me interessar por outros esportes”.

Atualmente o atendimento do programa de Equoterapia da Polícia Militar atende 63 pacientes, de forma gratuita, quatro vezes por semana pela manhã, com cinco pacientes para cada horário, o que totaliza mensalmente uma média variável de 250 sessões. Os policiais militares têm a função de preparar o local das sessões de equoterapia, preparar os cavalos e atuar como auxiliar–guia. Já a equipe interdisciplinar, composta por profissionais da área de saúde, educacional e equitação, são responsáveis pela elaboração do plano terapêutico, condução dos trabalhos nas sessões e pela elaboração das avaliações e registros.
O Tenente Coronel Polaro explicou que não é possível determinar a duração do tratamento, já que é acompanhado por avaliações periódicas da equipe técnica. Segundo ele, o atendimento passou a ter a duração de um a dois anos, de acordo com o plano terapêutico individual para cada paciente. Atualmente existe uma lista de espera com mais de 600 pessoas que têm interesse em fazer parte do programa.
Bruna Campos - Secom

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