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sábado, 27 de agosto de 2011

Novo estudo reitera: vacinas são seguras para a saúde


Análise feita a partir de 1.000 artigos mostrou que complicações – como convulsões e desmaios – são raras. E que autismo e diabetes tipo 1 nada têm a ver com a imunização.

Estudo mostra que vacinas são seguras para a saúde
Estudo mostra que vacinas são seguras para a saúde (Thinkstock)
"Este estudo mostrou que poucos problemas de saúde estão ligados à imunização e que esses efeitos acontecem raramente. Vários estudos foram feitos para esclarecer que algumas doenças graves não são causadas por vacinas"
Ellen Wright Clayton, professora de pediatria do Centro para Ética Biomédica e Sociedade da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos.
Uma análise feita a partir de mais de 1.000 artigos científicos mostrou que as vacinas aplicadas atualmente na população mundial são seguras e que causam poucos problemas de saúde. A revisão foi realizada por um comitê de especialistas do Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos. Os especialistas revisaram a literatura médica para encontrar os possíveis efeitos colaterais da imunização. Eles encontraram evidência para 14 possíveis reações — entre convulsões, desmaios e inflamações cerebrais — mas avisaram que essas consequências são raríssimas. O estudo também mostrou que não há razões para associar o surgimento de doenças graves como autismo e diabetes tipo 1 à aplicação de vacinas. Os pesquisadores mostraram ainda que não há nenhuma relação entre a vacina de gripe com a paralisia ou com a piora do quadro de asma.
A pesquisa é importante para desmistificar crenças que podem influenciar a população na hora de tomar uma vacina. Exemplo disso é o estrago feito pelo artigo fraudulento do médico britânico Andrew Wakefield, que associou o aparecimento do autismo à vacina tríplice viral. Depois da publicação, muitos pais deixaram de vacinar seus filhos contra sarampo, rubéola e caxumba, o que contribuiu para um aumento de casos de sarampo nos Estados Unidos e em alguns países europeus.
As vacinas são uma das protagonistas da revolução na medicina ocorrida nos últimos 100 anos. Em 1900, a cada 1.000 bebês nascidos nos Estados Unidos, 100 morriam antes de completar seu primeiro aniversário; e, além delas, cinco antes de fazer cinco anos. Segundo dados de 2007, menos de sete crianças morrem antes do primeiro aniversário e, além delas, 0,29 a cada 1.000 antes dos cinco anos de idade. Isso deve-se à popularização da vacina e de outros recursos médicos.
Efeitos colaterais — Como todo medicamento, as vacinas também podem apresentar raros efeitos colaterais. Segundo o relatório, evidências mostram que a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) pode causar convulsões desencadeadas por febre alta. Os pesquisadores reiteram que, em geral, esses efeitos não tiveram consequências em longo prazo. Em pessoas com problemas no sistema imunológico, a vacina pode provocar uma forma rara de inflamação cerebral. Já em uma minoria de pacientes, a vacina contra a catapora pode provocar edema cerebral, pneumonia, hepatite, meningite, herpes zoster, além de catapora em pessoas com sistema imunológico comprometido.
Vale ressaltar que a maioria das reações encontradas ocorreram em indivíduos com imunodeficiências, que aumentaram a vulnerabilidade aos vírus vivos utilizados na tríplice viral e na vacina contra a catapora. A pesquisa mostrou que seis vacinas – tríplice viral, catapora, influenza, hepatite B, meningite e antitetânica – podem desencaderar anafilaxia, uma reação alérgica que aparece logo após a injeção. O relatório mostrou também que algumas pessoas podem desmaiar durante a aplicação da vacina. Outros podem ter inflamação no ombro.
A tríplice viral pode provocar dores nas articulações de mulheres e crianças. A vacina contra o HPV também pode causar anafilaxia. Imunizações contra a gripe podem resultar em um leve inchaço, conjuntivite e sintomas respiratórios leves.
Os pesquisadores ressaltaram que é preciso de provas sólidas para estabelecer uma relação de causa efeito entre uma vacina e um resultado direto na saúde. As conclusões da comissão foram baseadas em pontos fortes e fracos de vários tipos de estudos. Em muitos casos, as evidências disponíveis apresentavam resultados conflitantes ou formas inadequadas de elaboração da pesquisa.
"Este estudo mostrou que poucos problemas de saúde estão ligados à imunização e que esses efeitos acontecem raramente. Além disso, vários estudos foram feitos para esclarecer que algumas doenças graves não são causadas por vacinas”, disse Ellen Wright Clayton, professora de pediatria do Centro para Ética Biomédica e Sociedade da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Entrevista Época - Christopher Gillberg - Especialista no estudo do Autismo

MEDICINA

Janela para o mundo
Um dos maiores especialistas mundiais em autismo diz que pesquisas genéticas prometem novas terapias para o problema

Christopher Gillberg
por CRISTIANE SEGATTO



O cientista sueco Christopher Gillberg, de 53 anos, passou mais da metade de sua vida estudando o autismo, o estranho distúrbio de desenvolvimento que mantém os portadores aprisionados em um universo inatingível. Autor de 360 artigos científicos e 24 livros, Gillberg explica que existem várias formas de autismo, acompanhadas de um espectro de sintomas que variam do mais leve ao mais grave. Debruçado sobre essas diferenças, Gillberg identificou no ano passado um dos genes responsáveis pelo distúrbio. Mas estima que mais de cem possam estar envolvidos na gênese do problema, cujas causas ainda são pouco conhecidas. Há duas semanas, a divulgação de um estudo britânico realizado com quase 6 mil crianças e publicado no The Lancet comprovou que a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) não provoca autismo, sepultando um dos grandes mitos em torno do assunto. A seguir, a entrevista concedida a Época.
Christopher Gillberg
 Cargo atualProfessor de Psiquiatria da Infância na Universidade de Gotemburgo, na Suécia


 AtuaçãoMembro do Conselho Sueco de Saúde e consultor da Associação de Amigos do Autista (AMA), em São Paulo
 TrajetóriaHá 28 anos pesquisa o autismo e outros distúrbios do desenvolvimento neurológico

Época - A vacina tríplice viral dada aos bebês aos 15 meses pode provocar autismo? 

Christopher Gillberg - Vários estudos demonstram que essa relação não existe. Mas nos últimos seis anos o tema foi um dos principais assuntos da imprensa britânica. Quase toda semana há pelo menos uma manchete falando em epidemia de autismo e culpando a vacina. A imprensa ajudou a criar o pânico, que está derrubando os índices de imunização no Reino Unido (de 92% em 1996 para 82% em 2003). É uma irresponsabilidade.

Época - O artigo científico que deu origem a essa polêmica foi renegado pelos próprios autores? 

Gillberg - No início de março, o periódico The Lancet publicou uma retratação assinada por dez dos 13 autores do artigo original (de 1998) que desencadeou a polêmica. Eles reafirmaram que não foi possível estabelecer nenhuma relação entre o autismo e a vacina tríplice, também conhecida como MMR, porque a amostra utilizada (apenas uma dúzia de crianças) era insuficiente.

Época - O estudo foi malfeito? 

Gillberg - O trabalho estava correto, mas as conclusões tiradas a partir dele foram equivocadas. A coisa foi tão maluca que os jornalistas perguntaram ao primeiro-ministro Tony Blair se ele havia vacinado o filho Leo. Ele se negou a divulgar qualquer informação sobre a vida pessoal do garoto, o que acho correto. Mas a recusa de Blair em responder foi interpretada como uma evidência de que o garoto não havia sido vacinado. A queda nas taxas de vacinação trouxe de volta o sarampo, que estava sob controle havia 20 anos.

Época - Há mais crianças autistas hoje do que 30 anos atrás? 

Gillberg - Acredito que não. Estima-se que 0,2% da população seja acometida pelo autismo típico e que 0,8% apresente sinais mais brandos do distúrbio. Isso significa que 1% das pessoas desenvolve alguma forma de autismo. Os estudos demonstram que esse índice é muito similar ao verificado nos anos 70. As pessoas passaram a prestar mais atenção ao assunto e novos critérios aumentaram o número de diagnósticos corretos.

Época - Não está despontando, portanto, uma epidemia de autismo? 

Gillberg - Não existe nenhuma evidência de que os casos estejam aumentando. Mas há vários sinais de que mudanças nos critérios de diagnóstico inflaram os números. Eu mesmo, quando tinha 25 anos e comecei nesse campo, provavelmente não percebi que muitas das crianças atendidas por mim eram autistas. Um bom número dos pacientes diagnosticados erroneamente como portadores de retardo mental ou transtorno do déficit de atenção atualmente seria considerado autista.

Época - O milionário Bill Gates (dono da Microsoft) pode ser considerado autista? 

Gillberg - Não posso afirmar isso porque nunca o encontrei pessoalmente. Até onde sei, nunca recebeu diagnóstico. Mas muita gente séria enxerga nele sinais da síndrome de Asperger, forma mais branda de autismo. Em geral, os portadores são muito formais, fixados em alguns assuntos, bitolados. Há pessoas brilhantes que apresentam os sintomas. O cientista Albert Einstein, por exemplo. Baseado nas biografias que descrevem o comportamento dele, acredito que tinha Asperger.

Época - Qual é a porcentagem de autistas que conseguem estudar e seguir uma carreira? 

Gillberg - Se considerarmos apenas as crianças que sofrem de autismo típico (graves desvios de comunicação, interação social e dificuldades no uso da imaginação), muito poucas conseguem seguir carreira. Mas, se pensarmos no autismo de forma mais ampla e incluirmos os que têm Asperger, muitos vão à universidade. Existem pessoas com todos os sintomas de autismo, mas que conseguem conviver em sociedade. Nas melhores universidades há professores com indícios de Asperger, mas a maioria não recebe o diagnóstico.
"Gente séria enxerga em Bill Gates sinais da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo. Quem consegue lidar com ela pode se tornar um profissional brilhante"

Época - Eles convivem bem com essa condição? 

Gillberg - Os autistas típicos, que apresentam grandes problemas de comunicação verbal, enfrentam muitas dificuldades. Sem boa linguagem, essas pessoas não conseguem se comunicar e se enquadrar na sociedade. Por outro lado, alguns pacientes com habilidades satisfatórias de linguagem podem viver muito bem. Os portadores de Asperger que procuram nosso grupo na Suécia apresentam graves problemas, mas não representam o que acontece com todos. #Q#


Época - Que tipo de problemas? 

Gillberg - Inúmeras dificuldades de interação social. Os pacientes não se enquadram em nenhum lugar. São pessoas estranhas, originais demais, esquisitas. A linha divisória é saber se a criança consegue lidar com a escola sem sucumbir a pressões do cotidiano. Se ela é capaz de acompanhar as aulas apesar dos sintomas de Asperger, provavelmente terá sucesso no futuro. Muitos se tornam professores universitários, matemáticos, engenheiros, advogados.

Época - Os casos de autismo estão aumentando no Vale do Silício, o paraíso das empresas de tecnologia nos Estados Unidos? 

Gillberg - Esqueça isso. É impossível saber se houve um aumento no número de casos naquela região. Afinal, ninguém sabe quais eram os índices há 40 anos. Caso realmente tenha ocorrido um crescimento na prevalência de autismo, isso não tem nada a ver com as condições ambientais, e sim com o tipo de profissionais que as empresas do Vale do Silício disputam.

Época - Como assim? 

Gillberg - A região atraiu muitos engenheiros, especialistas em tecnologia da informação, que podem ser pessoas com Asperger. Mas de forma alguma isso significa que tenham virado autistas ao chegar ao Vale do Silício. Os estudos têm demonstrado que pessoas com Asperger e outras formas de autismo que obtêm sucesso na vida adulta preferem carreiras como Matemática, Engenharia e Computação. Justamente os profissionais que aquelas empresas procuram. Se pessoas com a síndrome se conhecem no Vale e se casam, é bastante provável que transmitam a herança genética do autismo aos filhos.

Época - O que há de novo no entendimento da doença? 

Gillberg - Em primeiro lugar, autismo não é doença. Trata-se de um distúrbio de desenvolvimento que pode ser causado por uma série de outras doenças e determinado por alterações genéticas em vários cromossomos. Alguns casos são atribuídos a drogas teratogênicas (como a talidomida) consumidas pela mulher grávida ou ao excesso de bebida alcoólica na gestação. Metais pesados como chumbo, mercúrio e outros materiais também parecem danificar o cérebro e levar ao autismo. Mas fatores genéticos determinam a maioria dos casos. Um dos pais carrega dois genes envolvidos numa maior suscetibilidade ao distúrbio. O outro cônjuge carrega outros três. O autismo pode ser fruto da combinação infeliz desses genes.

Época - O senhor poderia nos dar um exemplo dessa combinação infeliz? 

Gillberg - Imagine que a criança herde do pai genes que favorecem o comportamento rigoroso, a extrema meticulosidade, incríveis habilidades matemáticas e certo pedantismo (característica de várias pessoas com Asperger). Junto com isso, ela recebe da mãe algum gene relacionado à determinação quase obsessiva. Isoladamente, esses genes poderiam influenciar o surgimento de características positivas. Quando combinados, porém, produzem a síndrome. Hoje sabemos que o autismo é geralmente genético. Não tem nada a ver com o ambiente psicossocial. Antes, a culpa recaía sobre os pais. Acreditava-se que as crianças se tornavam autistas porque não eram amadas. Essa visão tornou-se ultrapassada quando surgiram os estudos genéticos.

Época - Essas descobertas podem melhorar os tratamentos? 

Gillberg - Hoje é possível identificar as diferentes síndromes que caracterizam o autismo. E há um grande investimento para descobrir os genes relacionados a elas. O contingente de 1% das pessoas portadoras poderá ser dividido em subgrupos e receber tratamentos mais específicos. Mas não acredito no surgimento de uma solução maravilhosa que possa curar todos os casos de autismo.

Época - O que os pais podem fazer para ampliar as perspectivas da criança autista? 

Gillberg - Não existe um remédio que seja útil para todos os pacientes. Muitas vezes o melhor a fazer é evitar a medicação. Mas escolas especializadas, como a Associação de Amigos do Autista (AMA), oferecem educação personalizada e intervenções interessantes na forma de comunicação. Infelizmente, os governantes ainda não perceberam que o autismo é um grande problema. No Brasil, não há serviços públicos que identifiquem o autista e ofereçam o tipo de educação mais adequada. Nesse aspecto, o cenário brasileiro é muito parecido com o da Suécia de 30 anos atrás.
Ed. 523 - 26/05/2008

segunda-feira, 31 de maio de 2010

QUANDO O ASSUNTO É VACINA, JIM CARREY É DE CHORAR



CRISTIANE SEGATTO
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo
cristianes@edglobo.com.br

Nunca achei graça no ator canadense Jim Carrey. Não gosto das caretas que ele faz nem da maioria dos filmes em que ele atua. Talvez a exceção seja Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças – esse sim um bom filme. Na maior parte de sua carreira, Jim Carrey bancou o palhaço. Mas quando o assunto é vacina, ele é de chorar.
Jim Carrey faz parte de um movimento que combate a vacina tríplice – aquela que reduziu drasticamente o sofrimento humano e as mortes provocadas pelo sarampo, pela rubéola e pela caxumba. Carrey acredita que a vacina tríplice causa autismo. Entrou nessa onda por influência da ex-namorada, a atriz Jenny McCarthy. (Sim, ex-namorada. Depois de cinco anos de relacionamento ele anunciou pelo Twitter, em março, que o namoro acabou amigavelmente).

Voltando ao que interessa: Jenny tem um filho (Evan, de 8 anos) que recebeu o diagnóstico de autismo. Esse distúrbio do desenvolvimento humano vem sendo estudado há mais de seis décadas. Há várias divergências entre os próprios cientistas sobre as causas do problema. Esse ambiente de incerteza explica por que tantos pais e mães (como Jenny) se apegaram à crença de que o autismo é provocado pela vacina tríplice. As famílias e os autistas merecem todo o nosso respeito e a nossa solidariedade. Posso imaginar o que é buscar respostas concretas para as tantas dúvidas que enfrentam e não encontrá-las.

Lamento, no entanto, que tanta gente (como Jim Carrey) tenha acreditado na conversa do gastroenterologista britânico Andrew Wakefield. Em 1998, ele ficou famoso ao afirmar que a vacina tríplice podia causar autismo. O estudo que pretendia estabelecer a relação entre as duas coisas foi publicado na prestigiosa revista científica The Lancet. Apesar de ter sido contestado pelos mais respeitados especialistas, o trabalho ganhou uma enorme repercussão na mídia.

De uma hora para outra, Wakefield se tornou onipresente. Estava em todos os programas de TV, nos mais importantes jornais, nas revistas. Os jornalistas perguntaram ao então primeiro-ministro Tony Blair se ele havia vacinado o filho Leo. Ele se negou a divulgar qualquer informação sobre a vida pessoal do garoto – o que é perfeitamente compreensível. Mas a recusa de Blair em responder foi interpretada como uma evidência de que o garoto não havia sido vacinado.

A histeria derrubou a cobertura vacinal na Inglaterra e levou ao aumento dos casos de sarampo e caxumba. Em 2006, um garoto de 13 anos morreu de sarampo. Foi a primeira vítima no país desde 1992. Milhões de pais na Inglaterra, nos Estados Unidos e em outros países deixaram de vacinar seus filhos.

Nesta semana, surgiu uma novidade nessa história. O registro profissional de Wakefield foi cassado na Inglaterra. Ele não pode mais ser considerado um médico. A razão da cassação não foi o estudo em si, mas as graves infrações éticas que ele cometeu durante a pesquisa.

Vamos por partes: o estudo de Wakefield sempre foi considerado inconsistente. Tornou-se exemplo de má ciência. Logo que foi divulgado, os especialistas argumentavam que a amostra era pequena (apenas doze crianças) e que não era possível estabelecer uma relação de causa e efeito como ela tentava fazer.

A alegação de Wakefield era das mais arriscadas. Dizia ter diagnosticado uma inflamação no intestino das crianças que haviam tomado a vacina tríplice alguns dias antes. Nove das doze crianças participantes do estudo também tinham autismo. Segundo ele, os sintomas haviam aparecido entre um e 14 dias depois da vacinação. Wakefield concluiu, então, que a vacina havia danificado os intestinos. Sua hipótese: a imunização contra o sarampo causaria uma séria inflamação intestinal. Essa inflamação faria com que proteínas prejudiciais circulassem pela corrente sanguínea e chegassem ao cérebro. Lá, elas danificariam os neurônios e levariam ao aparecimento do autismo. A ligação não lhe parece frágil?

“Publicar no The Lancet é o sonho de todo pesquisador da área médica”, diz o pediatra Gabriel Oselka, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “Nunca entendemos como o The Lancet foi capaz de publicar um artigo tão fraco.”

Vários estudos foram realizados nos anos seguintes com milhares de crianças. “Está comprovado que não existe qualquer relação entre a vacina tríplice e o autismo”, diz Oselka. Confira aqui alguns dos estudos que refutaram essa relação e foram reunidos pelos Centros de Controle de Doenças e Prevenção (CDC), dos Estados Unidos.

Em fevereiro, os editores do The Lancet se retrataram. O artigo foi extraído das bases de consulta da publicação. É uma tentativa de apagar um passado vergonhoso, mas ela não vai redimir o enorme estrago já feito.

O médico não perdeu o registro profissional apenas porque publicou um artigo ruim. Se essa fosse a regra, faltariam médicos no mundo. Wakefield se complicou por outras razões. Num documento de 143 páginas, o General Medical Council (entidade equivalente ao CFM, no Brasil) considerou-o culpado de trinta acusações. Entre elas, “desprezar o sofrimento das crianças submetidas ao experimento”.

As crianças com sinais de autismo foram submetidas a punções lombares e a colonoscopias que não iriam lhes trazer qualquer benefício. Segundo o conselho, Wakefield coletou amostras de sangue de crianças na festa de aniversário do próprio filho. Teria pago 5 libras a cada uma.

Ele também mentiu aos editores do The Lancet sobre seus conflitos de interesse. Wakefield prestava assessoria a advogados de famílias autistas interessadas em processar os fabricantes da vacina tríplice. Não contou também que havia registrado a patente daquilo que imaginava ser uma nova vacina contra o sarampo. Uma das crianças, por sinal, recebeu doses dessa substância sem que o pediatra dela fosse avisado. “Wakefield desonrou a medicina. O comportamento dele revela vários exemplos de má prática profissional”, disse Surendra Kumar, presidente do General Medical Council.

Wakefield mora nos Estados Unidos. Trabalhava numa clínica de medicina alternativa em Austin, no Texas, mas se desligou em fevereiro. Não se sabe onde trabalha atualmente. Na segunda-feira 24, estava em Nova York e deu uma entrevista ao programa Today, da rede de TV NBC. Disse que a cassação de seu registro foi “um pequeno acidente de percurso”. Afirmou que vai continuar sua pesquisa para tentar comprovar a relação entre a vacina e o autismo.

Sempre existiram pessoas que optam por não vacinar seus filhos. Elas acreditam que o sistema imune pode ficar comprometido ou que as vacinas podem causar doenças. A mensagem de Wakefield, no entanto, não ficou restrita a esse público tradicionalmente avesso à vacinação. Atingiu muito mais gente, graças à enorme atenção que recebeu da mídia e à divulgação feita por celebridades.

Em fevereiro, lá estavam Carrey e Jenny defendendo Wakefield. “Ele está sendo vítima de uma campanha orquestrada para impedir o avanço de suas pesquisas”, escreveram num manifesto. Wakefield está tentando construir uma carreira de mártir e pode ter muito sucesso nisso. É possível que em breve lance algum livro na linha “a verdade por trás das descobertas sobre autismo e vacinas”. Apelar para o emocional, para a teoria da conspiração é um truque que pode funcionar em casos desse tipo.

A crença de que a vacina tríplice provoca autismo virou uma lenda urbana. É como a história da loira do banheiro, que apavorou a vida escolar da geração que hoje tem 40 anos. Ou como os emails catastróficos que condenam a vacinação contra o vírus H1N1, causador da gripe suína. Depois dessas ondas de grande impacto emocional, restabelecer a racionalidade leva tempo. Mais cedo ou mais tarde, porém, a verdade aparece.

Toda vacina (assim como todo remédio) pode provocar efeitos adversos. A questão é avaliar se o benefício compensa os riscos. “No caso da vacina tríplice, efeitos adversos ocorrem em uma pessoa a cada cerca de 300 mil”, diz Juvencio Furtado, professor de infectologia da Faculdade de Medicina do ABC. A gravidade dos efeitos varia muito. Vai de uma febre até a morte (que ocorre em raros casos). “Em trinta anos de profissão nunca tive um paciente que morreu por causa de uma vacina”, diz Furtado.

Poucos brasileiros deixaram de vacinar seus filhos por medo de que a imunização provocasse autismo. Em 2000, foram registrados os últimos 17 casos de sarampo no Brasil. A rubéola foi registrada pela última vez em 2008, quando houve 2.201 casos. A caxumba não é uma doença de notificação compulsória, portanto, não se sabe quantas pessoas foram atingidas nos últimos anos. Segundo os especialistas, os casos de caxumba também estão diminuindo. Tudo isso é resultado da ampla adesão dos brasileiros à vacinação. Em 2009, a vacina tríplice foi recebida por 99,7% das crianças com menos de um ano. É um problema a menos para o Brasil.

Para a maioria dos brasileiros, Jim Carrey é só um palhaço.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

MÉDICO BRITÂNICO QUE LIGOU VACINA AO AUTISMO PERDE REGISTRO

Andrew Wakefield publicou estudo com conclusões equivocadas em 1998. Pesquisa causou enorme queda nos índices de vacinação.

 Um médico britânico que relacionou a vacina contra sarampo-papeira-rubéola (MMR) ao autismo perdeu seu registro nesta segunda-feira depois de ter sido condenado por má conduta profissional.
O Conselho Geral de Medicina (GMC) considerou que Andrew Wakefield, 53 anos, agiu de forma "desonesta", "enganosa" e "irresponsável" enquanto fazia uma pesquisa sobre uma possível ligação entre a vacina com doenças intestinais e autismo.
O estudo de Wakefield, publicado em 1998, na revista especializada The Lancet, gerou grandes controvérsias, e apesar de especialistas e governos terem garantido que a vacina era segura, causou uma enorme queda nos índices de vacinação.
A revista publicou uma retratação este ano por conta do artigo, depois de o Conselho Geral de Medicina ter considerado que Wakefield havia sido "desonesto" enquanto realizava a pesquisa.
O médico, que era consultor honorário em gastroenterologia experimental no London's Royal Free Hospital na época do estudo, afirmou ter tido consentimento para usar as crianças envolvidas na pesquisa, e anunciou que apelará da decisão.
Em um comunicado, ele afirma que a ação impetrada contra ele e contra seu colega de 73 anos, o professor John Walker-Smith, que também teve seu registro cassado nesta segunda-feira, foi uma tentativa de silenciá-lo.
"Esses esforços (têm como objetivo) me desacreditar e me silenciar, e o processo é uma forma de proteger o governo da exposição no escândalo da vacina MMR", disse.

sábado, 10 de abril de 2010

A VACINA TRIVALENTE CHEGOU!!

- Postado por Jairo Len

em http://clinicalen.blogspot.com

obs: Retirou um post de outro Blog? Credite!!

Um grande abraço!!!

FINALMENTE a vacina trivalente contra gripe suína, gripe sazonal A e sazonal B chegou e está disponível.
A distribuição é feita diretamente pela Solvay Pharmaceuticals, que priorizou as grandes clínicas que só fazem vacinas, como a CEDIPI.

Recomendo mais uma vez que TODOS recebam esta vacina, na clínica particular de vacinas mais perto de sua casa.
Copio abaixo o e-mail que a CEDIPI mandou para seus colaboradores e pacientes. Leia com atenção, porque todas as dúvidas possíveis são respondidas. O preço da dose, lá na CEDIPI, é de R$ 85,00.
1. Qual é a composição da vacina?
A vacina, trivalente, contém 3 cepas de vírus influenza:
A / California / 7/2009 (H1N1)
A / Perth / 16/2009 (H3N2)
B / Brisbane / 60/2008

2. A vacina contém timerosal (conservante composto de mercúrio. Um dos produtos comerciais que contém timerosal é o Merthiolate)? Contém adjuvante?
Não. A vacina não contém timerosal ou adjuvante.

3. Quem pode/deve ser vacinado?
Qualquer pessoa que deseje proteção contra a influenza, a partir de 6 meses de idade, pode se vacinar.

4. Qual é o esquema de vacinação nas diferentes idades? Quem já tomou vacina na campanha pública pode/deve se vacinar?
As vacinas utilizadas na rede pública (todas) são vacinas monovalentes, isto é, visam proteger contra o vírus H1N1. Por isso, se as pessoas querem proteção contra os outros vírus (H3N2 e B) podem tomar, também, a vacina trivalente.
É importante salientar que para crianças (6 meses a 9 anos de idade incompletos) recomenda-se 2 doses, com intervalo mínimo de 3 semanas, para proteção adequada contra o H1N1. Assim, crianças que tomaram a 1ª dose na Campanha podem, se os pais preferirem, receber a 2ª dose de H1N1 como parte da vacina trivalente.
A seguir, um esquema proposto para diferentes situações de vacinação prévia contra o H1N1.

Adultos (e crianças com mais de 9 anos de idade)
Recebeu 1 dose de H1N1 > pode receber 1 dose da vacina trivalente (intervalo mínimo: 3 semanas).
Não recebeu H1N1 > 1 dose da vacina trivalente.
Gestantes > ver abaixo

Crianças (6 meses a 9 anos)
1 dose de H1N1 na Campanha > pode receber 1 dose de vacina trivalente (intervalo mínimo: 3 semanas).
2 doses de H1N1 na Campanha > não é necessária outra dose.
Nenhuma dose na Campanha > 2 doses da vacina trivalente.

5. Mulheres grávidas podem ser vacinadas? Em qualquer fase da gravidez?
As grávidas representam um grupo de risco aumentado para formas graves de influenza. Em Nova York, por exemplo, na 1ª fase da pandemia pelo H1N1, mulheres grávidas tiveram um risco 7,2 vezes maior de serem hospitalizadas em comparação com não grávidas. Por isso, e porque a segurança da vacina contra influenza na gravidez é bem conhecida e foi reafirmada com a vacinação de centenas de milhares de grávidas no Hemisfério Norte, recomenda-se que as grávidas sejam vacinadas, em qualquer fase da gravidez. Como para todos os adultos, também na gravidez uma dose é suficiente para imunizar contra o H1N1.

Esquema proposto para gestantes:
1 dose de H1N1 na Campanha > desnecessária outra dose para H1N1. Se o médico da gestante optar por proteção contra H3N2 e B > uma dose da vacina trivalente (neste caso: trazer receita médica).
Não tomou na Campanha > uma dose da vacina trivalente

6. Quais as reações que a vacina pode causar?
As reações relatadas até agora têm sido leves e de curta duração consistindo, na maioria das vezes, em inchaço, vermelhidão e dor no local da injeção. Febre, cefaléia, fadiga e dores musculares são mais raras ainda. A vacina não causa sintomas de gripe como tosse, dor de garganta, catarro ou coriza.
Uma preocupação às vezes manifestada é de reações neurológicas, principalmente com um tipo de paralisia conhecido como síndrome de Guillain-Barré. Após a administração de mais de 100 milhões de doses da vacina contra H1N1, uma vigilância muito cuidadosa de eventos adversos na América do Norte e Europa não mostrou qualquer evidência de aumento na incidência desta doença.

7. Pessoas com alergia a ovo podem ser vacinadas?
Apenas pessoas que têm sintomas muito relevantes após ingestão de ovos ou produtos que contêm ovos (dificuldade respiratória, queda de pressão sanguínea, urticária generalizada) não podem ser vacinadas (ou devem receber a vacina em ambiente hospitalar). Outras formas de alergia a ovo, mais brandas, não contraindicam a vacinação.

8. Uso de remédios contraindica a vacinação?
Em princípio o uso de qualquer remédio, ou conjunto de remédios, não contraindica o uso da vacina.

9. Mulheres que estão amamentando podem ser vacinadas?
Não apenas podem - não há qualquer problema especial de segurança da vacina nessas mulheres - como constituem (juntamente com outras pessoas que cuidam de crianças pequenas) um grupo prioritário para a vacinação: além da própria proteção, imunizá-las é uma forma indireta de proteger seus filhos, especialmente os menores de 6 meses de idade, que não podem ser vacinados.

10. Quem teve gripe depois do início da pandemia (maio-junho de 2009) precisa ser vacinado?
Quadros clínicos rotulados como "gripe" podem ser causadas por outros vírus, além do vírus influenza. Mesmo quando se trata de um vírus influenza, não é obrigatoriamente H1N1. Por isso, apenas aquelas pessoas (relativamente poucas) que tiveram diagnóstico laboratorialinfluenza H1N1 não precisam ser vacinadas.
Mais informações: http://clinicalen.blogspot.com


quarta-feira, 7 de abril de 2010

VACINA H1N1 - ATUALIZAÇÃO

H1N1 - Atualizando - Postado por Jairo Len
http://clinicalen.blogspot.com/

Após um mês de vacinação contra H1N1, acho que vale a pena dar uma atualizada e relembrar alguns detalhes - percebo, pelos e-mails que recebo, que ainda restam dúvidas e mais dúvidas sobre a vacina monovalente que o governo oferece. E alguns relatos interessantes...






- A vacina já foi aplicada em cerca de 9 milhões de pessoas, incluindo os bebês de 6 meses a 2 anos. Até onde se saiba, não matou ninguém. Portanto, mais uma vez esqueçam os e-mails e terias conspiratórias falando barbaridades sobre as vacinas contra gripe.






- O e-mail mais patético (e comentado) mostra um video do YouTube com uma ex-ministra da saúde da Finlândia, Dra. Rauni Kilde, falando muito mal das vacinas de gripe. Teoricamente, uma pessoa respeitada (Finlândia = país sério). Porém Dra. Rauni Kilde, ministra entre 1975 e 1986, é vidente, ufóloga, já diz ter sido abduzida inúmeras vezes por ETs, e tem convicção de que, desde 1946, inúmeras pessoas (zumbis) tem seus cérebros chipados em experiências governamentais.


Se tiver tempo, confira o vídeo no YouTube e o perfil da Dra. Kilde na Wikipedia.(http://en.wikipedia.org/wiki/Rauni-Leena_Luukanen-Kilde)






- Reações à vacina (Dra. Kilde à parte) aconteceram: febre, dores no local de aplicação, mal estar. Em geral, desaparecem após 24 horas. Pela minha casuística, mais do que em vacinas de rotina.


A vacina da GSK tem apresentado mais reações, e a vacina do Butantan (a única leitosa que eu já ouvi dizer) não causa nenhuma reação. Mesmo com mais reações, confio mais nas vacinas da GSK, justamente porque temos acesso a todos os dados de fabricação, imunogenicidade, reações.






- "Se não tem tu, vai tu mesmo" - Conforme eu havia falado, aguardei algumas semanas para recomendar a vacina em meus pacientes. A vacina trivalente só deve chegar em maio/2010 e alguns casos de H1N1 já tem aparecido. Portanto, vamos proteger quem está nas faixas etárias de vacinação do governo.






- Aliás, "top-ten" de indignação dos pais, a não-vacinação das crianças escolares (acima dos 2 anos de idade). O mundo todo vacinou esta faixa etária, professores e cuidadores de crianças. Por aqui, não. Nos Estados Unidos, além da vacinação do governo (para todos), quem quiser recebe a vacina em qualquer farmácia (Walgreens, etc) na hora, sem burocracia.


Resumo: para crianças acima dos 2 anos, a única coisa a fazer é esperar a vacina chegar à clínicas particulares. E quem não puder pagar, "top-top-top", como faria o ministro do Lula, Marco Aurélio Garcia, quando da queda do avião da TAM.

- Outra coisa básica que as mães vem percebendo é o despreparo, descaso e mau atendimento que muitos postos de saúde prestam. Isso já é conhecido dos médicos há décadas.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

MINIST´RIO DA SAÚDE ESCLARECE BOATOS SOBRE A VACINA CONTRA H1N1

AMIGOS! POR FAVOR LEIAM COM ATENÇÃO!


01/04/2010 - 23:58
Em decorrência de boatos sobre a vacina contra Influenza A H1N1 que circulam na internet, a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, preparou um questionário (leia abaixo) para esclarecer as dúvidas sobre a vacina e a estratégia nacional de enfrentamento da pandemia.
Desde o início da estratégia de vacinação contra a doença (8 de março), até o momento, já foram imunizados no Brasil 5.367.103 pessoas dos grupos prioritários: trabalhadores de saúde e indígenas (1ª etapa); gestantes, crianças menores de dois anos de idade e portadores de doenças crônicas (2ª etapa), sendo que a segunda etapa vai até o dia 2 de abril.
De acordo com o cronograma do ministério ainda faltam três grupos para ser imunizados:
População de 20 a 29 anos – de 5/4 a 23/4;
Campanha Nacional de Vacinação do Idoso/Pessoas com mais de 60 anos vacinam contra a gripe comum. Aqueles com doenças crônicas também serão vacinados contra a gripe pandêmica – 24/4 a 7/5;
População de 30 a 39 anos – 1/5 a 21/5.
Esclarecimentos sobre a vacina contra Influenza H1N1
O mercúrio presente na vacina causa autismo em crianças?

Não. A concentração de mercúrio é de 25 microgramas por dose de 0,5ml e é usada para evitar crescimento de fungos ou bactérias, no caso de a vacina ser contaminada acidentalmente na hora da punção repetida no frasco multi-dose. Esse mesmo conservante é utilizado rotineiramente em outras vacinas, como na Tetravalente indicada contra Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite e na Tríplice Viral, vacina contra Caxumba, Rubéola e Sarampo.

O timerosal, conservante antiséptico presente na vacina, pode causar autismo em crianças com disfunção mitocondrial e em adultos com disfunção hematoencefálica?
Estudos realizados em todo o mundo demonstram que o timerosal, desde 1930, tem sido amplamente utilizado como conservante em uma série de produtos biológicos, incluindo muitas vacinas. 
O uso nas vacinas tem por finalidade evitar o crescimento de bactérias ou fungos (micróbios), quando esta é contaminada acidentalmente, como no caso de punção repetida no frasco multidose.
A concentração do timerosal na qualidade de conservante é de 0.01%, contendo, aproximadamente, 25 microgramas de mercúrio por dose de 0,5 ml, condição que tem mostrado ser capaz de impedir o crescimento de micróbios. Vacinas com estes tipos de conservantes já são utilizadas desde 1930. Algumas delas são: DPT, Tetravalente, Febre Amarela, Dupla Viral, Triviral, etc.
Em 2004, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos convocou um comitê de Revisão de Segurança em Imunização OIMs examinou a hipótese de que as vacinas, contendo timerosal estariam causalmente associadas ao autismo e comprovou que as provas disponíveis rejeitam a existência de nexo de causalidade entre vacinas contendo timerosal e autismo.
A ORganização Mundial da Saúde (OMS) defendeu o conservante timerosal para o uso nas vacinas, baseando-se em estudos que concluíram não existir evidências de contaminação em crianças ou adultos expostos ao timerosal, e que as vacinas que contém essa substância não aumentam a quantidade de mercúrio no organismo, pois este é expelido rapidamente, não se acumulando em função de repetidas injeções.
Em face ao exposto, a CGPNI/DEVEP/SVS/MS reforça a conduta orientada por diferentes instituições de reconhecida credibilidade, as quais preconizam que, até o surgimento de novas evidências, a quantidade de timerosal contida nas vacinas não causa autismo ou qualquer outro problema para as pessoas vacinadas, não acarretando, portanto, efeitos danosos.
A vacina contém esqualeno, substância que afeta o sistema imunológico do indivíduo.
Os adjuvantes são substâncias que estimulam a resposta imunitária, permitindo reduzir a quantidade de material viral utilizado em cada dose e conferir proteção de longa duração. São produtos entre os quais se incluem certos sais de alumínio e emulsões (esqualeno e seus derivados) que são utilizados na composição de vacinas. E não causam danos ao ser humano.
 
A vacina contém células cancerígenas de animais que podem causar câncer em humanos? Não. Isso é boato irresponsável Indústrias farmacêuticas receberam imunidade judicial quanto a ações ocasionadas por efeitos da vacina, como morte e invalidez? Não temos essa informação. Vale registrar que o Ministério da Saúde, Agência Vigilância Sanitária (Anvisa) e os laboratórios produtores detentores do registro são responsáveis por registrar, acompanhar e avaliar os casos de eventos adversos associados à vacinação. O sistema de vigilância de eventos adversos pós-vacinal do Ministério da Saúde possibilita a identificação precoce de problemas relacionados com as vacinas distribuídos ou pós-comercialização, com o objetivo de prevenir e minimizar os danos à saúde dos usuários. Não há comprovação de que somente uma dose da vacina seja efetiva. Errado. Estudos comprovam que a vacina é efetiva com uma dose única. As crianças entre 6 meses e menores de 2 anos devem tomar duas meias doses da vacina contra a Influenza H1N1, sendo que a segunda meia dose da vacina é aplicada 30 dias depois da primeira meia dose, para estarem protegidas do vírus da Influenza H1N1. A gripe pandêmica foi uma criação da indústria financeira, uma vez que surgiu em plena crise mundial. Ela foi criada só para favorecer os laboratórios farmacêuticos, que vão ganhar mais dinheiro com a fabricação e venda de remédio e vacinas. A situação epidemiológica da gripe no mundo e no país é monitorada de forma sistemática e real. O Brasil utiliza de Sistema de Vigilância Sentinela de Influenza desde 2000. Atualmente com 62 unidades de saúde responsáveis pela coleta de amostras e organização de dados epidemiológicos agregados por semana epidemiológica (proporção de casos suspeitos de síndrome gripal (SG) em relação ao total de atendimentos - % SG). Este sistema possibilita também a identificação dos vírus respiratórios que circulam no país, das novas cepas, o que contribuiu incisivamente a identificação da situação epidemiológica da gripe sazonal e pandêmica, assim como a adequação da vacina contra influenza utilizada anualmente e neste momento da operacionalização da vacinação contra a influenza pandêmica H1N1. O monitoramento por este sistema identificou em 2009, que desde o surgimento da pandemia, aproximadamente 70% dos vírus respiratórios que causavam síndrome gripal era o vírus influenza pandêmica (H1N1) 2009. Em alguns países este percentual chegou até 100%. O simples surgimento de casos de gripe em varios países causado por um novo vírus, já caracteriza a pandemia. Recomenda-se o seguinte endereço www.saude.gov.br eletrônico para acesso aos dados epidemiológicos referente à influenza no país. A gripe é uma paranóia difundida pela mídia e financiada pelos laboratórios. Respondido no item anterior A gripe Influenza H1N1 foi criada em laboratório como o objetivo de gerar um genocídio. Em 24 de abril de 2009, sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) notificou aos países membros a ocorrência de casos humanos de influenza para um novo subtipo, à época denominado de A(H1N1) que vinham ocorrendo, a partir de 15 de março, no México e nos Estados Unidos da América (EUA). No dia 29 de abril de 2009, após a realização da terceira reunião do Comitê de Emergência da OMS, conforme estabelecido no RSI 2005, a Diretora Geral da OMS, Dra. Margaret Chan, elevou o nível de alerta da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) da fase 4 para fase 5. De acordo com a OMS, a fase 5 significa a ocorrência de disseminação do vírus entre humanos com infecção no nível comunitário em pelo menos dois países de uma mesma região da OMS (neste caso as Américas). Desde 11 de junho, segundo a OMS, a pandemia passou à fase 6, ou seja, já havia disseminação da infecção entre humanos, no nível comunitário, ocorrendo em diferentes regiões do mundo. Esta situação cumpria o critério para definição de pandemia estabelecida no Regulamento Sanitário Internacional. A origem deste vírus já vinha sendo detectada em casos isolados nos Estados Unidos, sem provocar epidemias até então, portanto não se trata de uma criação em laboratórios. Todos os fatos que ocorrem no Brasil e no mundo são minuciosamente acompanhados por este Ministério, que vem se preparando para o enfrentamento de uma segunda onda pandêmica desde 2009. Anafilaxia, reação alérgica potencialmente fatal, é uma reação adversa pós-vacinação. Anafilaxia é um evento raro que pode ocorrer com o uso de várias substâncias ingeridas ou introduzidas por via parenteral (muscular ou endovenosa) no corpo humano, incluindo alimentos, remedios, vacinas, entre outros. Caracteriza-se por uma reação alérgica sistêmica, severa e rápida a uma determinada substância, se apresentando com diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação sanguínea, acompanhada ou não de edema de glote. Pessoas que são altamente alérgicas a gema de ovo não podem tomar vacinas que são produzidas a partir de gemas de ovos embrionários, como a vacina contra a Febre amarela, gripe comum e influenza H1N1. Os profissionais de saúde são capacitados para identificar essas pessoas altamente alérgicas no momento em que procuram um posto de vacinação. Há evidências da síndrome de Guillain-Barré em muitas pessoas que tomaram a vacina nos outros países do mundo. Não existe esta evidência nos países que já realizaram ou estão vacinando contra a influenza pandêmica. A síndrome de Guillain Barre é um quadro neurológico que tem etiologias diversas. Alguns países tem notificado a ocorrência de casos dessa Sindrome à OMS após a vacinação, entretanto, até o momento não foram relatados casos em que tenha sido estabelecida uma associação de causa e efeito entre o uso da vacina e a sua ocorrência. Centenas de casos de paralisia dos nervos estão sendo associadas a essa vacina. Até médicos já disseram que não vão tomar. Ver resposta acima A vacina contém traços de neomicina? Sim, a vacina produzida pelo Laboratório Sanofi Pasteur. A neomicina é um antibiótico indicado para infecção bacteriana provocada por estafilococos ou outros microorganismos susceptíveis a este princípio ativo. A vacina que venderam para o Brasil é vacina encalhada. Todas vacinas adquiridas pelo Brasil foram compradas diretamente dos laboratórios produtores e por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde – Opas/OMS. Em nenhum momento, o país comprou ou recebeu doação de outro país. As negociações de aquisição de imunobiológicos contra H1N1 foram realizadas em novembro de 2009, quando não havia ainda aumento da oferta da vacina por baixa utilização especialmente nos países da Europa e Asia. Há evidências de má formação fetal em gestantes que tomaram a vacina. A vacina contra o vírus influenza pandêmico (H1N1) 2009 é segura e indicada para a gestante em qualquer idade gestacional. Na vacinação realizada no hemisfério norte não houve nenhum registro de má formação fetal relacionada a vacina. Esta indicação foi ratificada pela Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia - Febrasgo. Até o momento, não há relato de ocorrência de nenhum prejuízo sequer para a mãe e/ou para o feto. Fonte: Ministério da Saúde

sábado, 27 de março de 2010

VACINA H1N1

Vacina H1N1 - Mais detalhes - Postado por Jairo Len


- A campanha de vacinação do governo para crianças restringe-se para crianças entre 6 meses e 2 anos de idade.

- Crianças abaixo dos 6 meses não podem ser vacinadas contra influenza (nem nos postos, nem nas clínicas particulares). A vacina não tem estudos de segurança nesta faixa etária.

- Na primeira vez que uma criança (abaixo dos 9 anos de idade) recebe a vacina contra influenza, é necessária uma segunda dose, 1 a 2 meses após. Nos anos seguintes este reforço não será mais necessário - basta uma dose para imunizar. Isso sempre valeu para as vacinas contra influenza (H1N1 ou Sazonais).
Por isso coloquei no post que "o reforço" pode ser feito com a trivalente, quando ela chegar. Vale então para crianças que recebem a vacina pela primeira vez.

- Porém, adultos e crianças que receberam a vacina monovalente H1N1 na campanha podem

- A boa notícia: a vacina contra influenza trivalente (H1N1 + sazonais) chegará, com certezatrazê-la - a Solvay Pharmaceuticals (Inglaterra) e a Sanofi-Aventis (França). A data (incerta) é final de abril ou início de maio.

- Não fiquei sabendo de casos com reações importantes após a vacinação. Quanto à imunidade que cada marca de vacina confere, jamais saberemos...

- Na contra-mão: Não vacinar crianças dos 2 anos em diante é uma atitude ignorante quando se quer evitar uma epidemia. As crianças escolares, quando imunizadas, diminuem em 60% a circulação do vírus e a doença na população não-vacinada.
As mesmas crianças que ficaram 3 semanas sem aulas no ano passado. Aliás, espero que a mesma insanidade não seja cometida neste ano.
O estudo que comprova isso, atual, imunizou população dos 3 aos 15 anos.
Para quem quiser ler (resumo em inglês), segue o link:
http://pediatrics.jwatch.org/cgi/content/full/2010/324/1?q=featured_pa

sexta-feira, 19 de março de 2010

ESPECIALISTAS ESCLARECEM BOATOS SOBRE A VACINA CONTRA GRIPE A

 ESPECIALISTAS ESCLARECEM BOATOS SOBRE A VACINA CONTRA GRIPE A

Mensagens anônimas que circulam na internet assustam e põem em dúvida a população

Mariana Ortiga | mariana.ortiga@diario.com.br Foto: Nereu de Almeida

Quando o vírus da gripe A surgiu no ano passado, muitos boatos apareceram junto com ele. Agora, os rumores chegam por e-mail e dizem respeito à vacinação, por enquanto aplicada em profissionais da saúde e indígenas.

Uma mensagem anônima que circula na internet desde a semana passada assusta e põe em dúvida a população, mas especialistas garantem que a vacina é segura. A mensagem eletrônica afirma que o medicamento possui substâncias capazes de provocar de autismo entre crianças a problemas no sistema imunológico humano.

Além disso, o e-mail sugere uma armação entre autoridades de saúde e fabricantes da vacina para ter lucro com a aplicação, feita gratuitamente pelo governo em determinados grupos.

Irresponsabilidade

Cansada de mensagens do tipo, a vice-presidente nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Isabella Ballalai, classificou o alerta como "irresponsável". Ela disse que as vacinas já foram usadas nos Estados Unidos e na Europa com êxito. Segundo Isabella, não houve registro de mortes nem de efeitos colaterais graves até agora.

Especialistas na área acham que é natural as pessoas terem dúvidas diante do excesso de críticas ao medicamento recebidas pela rede mundial de computadores, mas ressaltam que não há perigo.

A médica Susana Dalcastagne, e as enfermeiras Priscila Tramontina e Renata Machado não pensaram duas vezes antes de receber a dose. Por falta de tempo não vacinaram-se no primeiro dia, mas no segundo. Elas garantem que não se sentem diferentes e que não tiveram nem reação no local da aplicação.

Indígenas não apresentaram efeitos colaterais

Na população indígena, das 9,3 mil pessoas que serão vacinadas no Estado, metade já havia tomado a dose na semana passada. Não há notificação referente a problemas em consequência da vacina, de acordo com a responsável pela imunização da Funasa, Janete Ambrósio.

A última avaliação realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em dezembro de 2009, registrou que os efeitos provocados pela vacina são reações leves, como dor local, febre baixa e dores musculares, que passam em torno de 48 horas.

— Penso que a polêmica começou em função do uso de substâncias na vacina como o timerosal, que é um derivado do mercúrio. Na França, desde o ano 2000, a Agência Francesa de Medicamento recomenda que ela não seja usada, mas há permissão da OMS por causa da pandemia. Tanto os governos quanto as indústrias se anteciparam para fazer a vacina contra um vírus que não é perigoso como se imaginava — comenta a doutora em microbiologia, Andréa de Lima Pimenta.

Especialistas tiram dúvidas

1. A vacina H1N1 contém mercúrio — a segunda substância mais perigosa do planeta depois do urânio. O veneno de uma cascavel é menos perigoso que o mercúrio. A substância em outras vacinas está ligada à epidemia de autismo entre crianças.

O que dizem os especialistas: há um derivado do mercúrio na vacina, o timerosal, usado para conservar o medicamento. Como a quantidade é pequena, não há registros de danos ao corpo. O Ministério da Saúde recomenda que pessoas alérgicas à substância consultem um médico. Pesquisas recentes não confirmam associação entre a substância e o autismo.

2. Ela contém esqualeno, uma substância que quando injetada no corpo pode fazer o sistema imunológico humano voltar-se contra si mesmo!

Especialistas: assim como o derivado de mercúrio, o esqualeno é um componente comum em vacinas. Segundo o Ministério da Saúde, ele é um complemento alimentar retirado do fígado do tubarão e não oferece risco para o sistema imunológico.

3. Ela contém células de câncer de animal que pode provocar câncer nas pessoas!

Especialistas: não há esse tipo de células na vacina. Usou-se células animais em vacinas que estão saindo do mercado, como a antirrábica, mas sem nenhuma relação com câncer.

4. O governo federal não está confiante quanto à segurança da vacina H1N1, é por isso que foi dada às indústrias farmacêuticas imunidade contra ações judiciais. Isto significa que se seu filho ou esposa ficar inválido ou morrer por causa da vacina H1N1, você não poderá processar a indústria farmacêutica que fez a vacina.

Especialistas: quando há dúvida sobre uma medicação, ela não é liberada. O Ministério da Saúde não assinou nenhum termo de imunidade judicial com empresas. Elas são responsáveis pelos produtos que fabricam.

5. A entrada no mercado da vacina foi acelerada, o que significa que todos os efeitos colaterais a médio e longo prazo não são conhecidos.

Especialistas: a entrada foi acelerada, mas isso não quer dizer que a vacina não seja segura. A medicação é semelhante à usada na prevenção da gripe comum. A principal diferença é que o vírus morto usado é o do H1N1.

6. Em 1976 o instituto médico afirmou que havia uma situação crítica relativa à gripe suína. As pessoas começaram a morrer ou ficaram inválidas após tomarem a vacina contra a gripe suína.

Especialistas: na ocasião, houve casos de gripe A entre recrutas americanos. Eles tomaram a vacina e, em alguns casos, houve complicações, interrompendo a campanha. O que se ressalta é que a vacina de hoje não é a mesma e não tem registros de problemas até agora.

7. As estatísticas e os fatos estão sendo manipulados para provocar pânico! O número de pessoas que supostamente estão com o H1N1 são somente estimativas, não números reais. Os testes usados para o H1N1 não são aprovados pela FDA (Agência de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos), e esses testes não são confiáveis.

Especialistas: ao contrário, médicos e outros profissionais da saúde tentam amenizar o medo da população, ressaltando que a gripe A é apenas uma variação da gripe comum.

8. De acordo com as declarações dos Centros de Controle de Doenças, Agência de Drogas e Alimentos e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o H1N1 é uma doença moderada da qual muitas pessoas se recuperam em uma semana sem medicação.

Especialistas: a maioria das pessoas que adoecem realmente se recuperam bem. A vacinação tenta impedir que os grupos considerados de risco, como as gestantes, tenham prejuízos à saúde, como ocorreu no inverno passado.

Fontes: Ministério da Saúde, infectologista Gustavo de Araújo Pinto e a doutora em microbiologia Andréa de Lima Pimenta.


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