sábado, 1 de outubro de 2011

Testes de Q.I. não são eficientes na hora de analisar habilidades da pessoa

PARA PENSAR!!!


Especialista explica que atualmente a teoria mais aceita é a das múltiplas inteligências, que tenta analisar as habilidades das pessoas.


Elas são mais inteligentes, mas sofrem preconceito desde pequeno na escola. Em vez de se beneficiar com a capacidade maior, são discriminadas. São pessoas com Q.I. acima da média.
E você sabe exatamente o que é o quociente de inteligência? E como fazer pra que o Q.I. ajude e não atrapalhe a vida de quem tem mais ou menos?
No piano, ela toca Bach, Beethoven, e músicas que ela mesma compõe. Antonia Murad também cria robôs. Escreve textos em português e inglês. Faz origamis.
Ela aprendeu a falar aos nove meses e hoje, aos doze anos, se expressa assim. E ela também canta.
Sua voz, seus movimentos e sua segurança lhe garantiram um bom papel no musical "a noviça rebelde".
Ela é um exemplo típico de pessoas que estão entre os 1% mais inteligentes. Tem um alto Q.I.
Mas o que é isso?
“QI é uma abreviação de quociente de inteligência, uma divisão entre o que determina o que seja a idade mental do individuo e a idade mental média das pessoas da mesma faixa etária”, explica o Mauricio Peixoto.
Testes de inteligência existem desde o século V, na China. Os testes atuais, vão do número 20 que classifica a debilidade profunda, até o máximo, 127, que indica superdotados como Antônia.
A ideia do Q.I. era identificar pessoas inteligentes e essas pessoas inteligentes seriam beneficiadas, Mais do que isso organizaríamos estrutura social, biológica, de modo a favorecer os inteligentes e reduzir os não inteligentes.
Um perigo: com esse argumento os nazistas eliminaram milhões de pessoas. Semana passada a americana Teresa Lewis, condenada à morte pelo assassinato do marido e do enteado, foi executada, apesar de ter um Q.I. baixo que, pela lei americana, teoricamente salvaria a vida dela.
E ficou provado que o coeficiente de inteligência não tem nada a ver com sucesso profissional. Fotógrafos por exemplo precisam de sensibilidade, senso de oportunidade e percepção da luz.
Por isso, especialistas adotam a teoria das múltiplas inteligências. Pela nova teoria, a inteligência pode ser dividida em sete áreas, que vão desde a habilidade de falar em público, até tocar um instrumento ou ter o domínio do próprio corpo, como fazem grandes atletas, como Pelé.
Antonia sofreu por ser mais inteligente do que as colegas da mesma idade. Queria ensiná-las, corrigia o que faziam ou diziam errado, acabou discriminada e isolada. Aprendeu: hoje se cala - e tem uma boa convivência com todos.
Ser capaz de reconhecer que as pessoas são diferentes, para que elas possam se desenvolver no seu melhor potencial - isso precisa ser respeitado e, nesse sentido tratar igualmente todas as pessoas é em grande parte respeitar seus estilos diferentes e tratá-los de forma diferente pra que todos possam atingir seu melhor potencial.

domingo, 11 de setembro de 2011

Portador da síndrome de Asperger estuda biomedicina

DENISE MOTA colaboração para a Folha de S.Paulo


"Excêntrico", "tímido", "antissocial". Aos 26 anos, Leonardo Ferraz de Castro Araújo sabe que seu modo de ser provoca estranheza, e os epítetos que recebe não são novidade para o recifense, estudante de biomedicina na Universidade Federal de Pernambuco e diagnosticado há seis anos como portador da síndrome de Asperger.
"Sinto-me uma pessoa normal, com minhas idiossincrasias, não como alguém com um transtorno que deva ser debelado a todo custo", afirma.
A síndrome de Asperger foi descrita em 1944, mas somente há 15 anos é reconhecida oficialmente. Trata-se de um transtorno do desenvolvimento caracterizado por deficit na sociabilidade. Os áspergueres --ou "aspies", como eles se definem-- têm geralmente interesses restritos por certas áreas do conhecimento ou temas, dificuldade em se adequar a condutas sociais entendidas como normais e linguagem "sem atraso, porém repetitiva e formal", como enumera Letícia Amorim, psiquiatra e mestre em psicologia pela USP.
A síndrome de Asperger pode ser entendida como uma espécie de autismo, uma vez que esse problema é compreendido atualmente pela medicina como uma disfunção comportamental em que os sintomas variam de acordo com o comprometimento cognitivo, conforme explica a psiquiatra.
Manter uma vida social é um dos grandes desafios dos "aspies", e é nisso que Leonardo vem se empenhando e avançando, ainda que seus patamares sejam considerados "insuficientes para a maioria das pessoas", como constata. Além de almejar uma melhoria em termos pessoais, o estudante se esforça para combater "o famoso estereótipo do autista inepto" ou "em seu próprio mundo". "O autismo não denota uma vida fadada ao fracasso nem à exclusão", diz.
À tarde, ele frequenta aulas na universidade e sessões com uma psicóloga que o acompanha há um ano e meio. Mas sua rotina é variável. Se, há algum tempo, uma simples mudança de sala podia lhe provocar tremores e taquicardia, hoje é a manutenção dos mesmos afazeres, horários e itinerários o que o exaspera.
Mas, apesar de estar mais tolerante às pequenas novidades que pontuam o cotidiano, situações ou mesmo detalhes aos quais não está habituado ainda lhe causam mal-estar. "Recentemente, uma lâmpada foi trocada na minha casa e fiquei importunado por vários dias porque a cor da luz é diferente."
Além da consciência de suas limitações e características --"me comunico melhor por e-mail e sou verborrágico [ao escrever]", avisou logo ao ser convidado para falar sobre a síndrome para a Folha, por exemplo--, uma marca de Leonardo é a sinceridade.
"Meus principais problemas são a socialização muito pobre e a pouca comunicação verbal. Falo muito pouco e, quando falo além do normal, incorro naqueles problemas de não esperar a vez do outro, por exemplo", descreve. "Com a idade superei em muito meus problemas da síndrome, mas a socialização ainda me deixa frustrado. Os poucos amigos que souberam de minha condição foram os da faculdade, e sempre fui tratado como normal."
Respostas
O estudante tem uma irmã mais nova, "perfeitamente normal", e diz receber apoio diário dos pais, tios e avós, apesar de a síndrome gerar mais instabilidade "do que uma relação entre pais e filhos ditos normais".
Pelo fato de se caracterizar por sinais, e não por exames específicos ou marcadores biológicos, detectar o problema depende da observação da família e da perícia profissional. Uma vez diagnosticado, o ideal é que os pais "tentem compreender as peculiaridades" de seus filhos, "potencializar suas habilidades e driblar suas dificuldades", aconselha Amorim.
"A principal característica é o deficit na interação social por terem dificuldade de perceber que os outros são diferentes deles e que têm experiências diferentes. São capazes de falar por muito tempo sobre temas que lhes agradam sem se darem conta do desinteresse do interlocutor. A linguagem é formal e monótona e tendem a focar detalhes", descreve a especialista, criadora do C.A.S.A. (Clube de Amigos da Síndrome de Asperger), ligado ao Instituto de Psicologia da USP e que promove encontros sobre o tema.
Desde 2001, Leonardo integra a rede Asperger Brasil, no Yahoo, formada por pessoas acometidas pela síndrome, familiares e profissionais ligados ao transtorno. Em conversas diárias, "aspies" de todo o Brasil trocam experiências, descobertas e informações.
"Criei o Asperger Brasil porque percebi que o grupo "autismo" não atendia às necessidades de autoconhecimento dos áspergueres. A pessoa ásperguer não se encontra no mundo", afirma o geólogo paulistano Argemiro Garcia, secretário da Abraça (Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo).
"Somente quando entrei para o grupo e passei a pesquisar acerca da síndrome é que tive a certeza de tê-la. Lá, soube que meus problemas com sensibilidade do tato, sons, medos de ruídos, estereotipias (no meu caso, girar dedos, mãos e braços), peculiaridades na fala (eu repetia palavras) e até abordar pessoas estranhas para falar de assuntos de meu interesse eram característicos do autismo e da síndrome", diz Leonardo. "Encontrei respostas para meu jeito de ser tão estranho, que eu sabia ser algo além de depressão ou ansiedade, que era o que os médicos diziam."
Aos que enfrentam a síndrome, Leonardo aconselha: "Usem de seus meios para melhorar a socialização -psicólogos, grupos de ajuda, instituições que organizam eventos para fomentar a interação social e até mesmo a internet".
Na vida adulta, continua ele, a dica é "tentar seguir áreas nas quais sejam talentosos e respeitar seus limites, mas não duvidem de suas capacidades". E, aos pais, um pedido: "Jamais desistam de desenvolver as habilidades de seus filhos e sejam compreensivos quando começarem a ter responsabilidades".

sábado, 27 de agosto de 2011

Novo estudo reitera: vacinas são seguras para a saúde


Análise feita a partir de 1.000 artigos mostrou que complicações – como convulsões e desmaios – são raras. E que autismo e diabetes tipo 1 nada têm a ver com a imunização.

Estudo mostra que vacinas são seguras para a saúde
Estudo mostra que vacinas são seguras para a saúde (Thinkstock)
"Este estudo mostrou que poucos problemas de saúde estão ligados à imunização e que esses efeitos acontecem raramente. Vários estudos foram feitos para esclarecer que algumas doenças graves não são causadas por vacinas"
Ellen Wright Clayton, professora de pediatria do Centro para Ética Biomédica e Sociedade da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos.
Uma análise feita a partir de mais de 1.000 artigos científicos mostrou que as vacinas aplicadas atualmente na população mundial são seguras e que causam poucos problemas de saúde. A revisão foi realizada por um comitê de especialistas do Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos. Os especialistas revisaram a literatura médica para encontrar os possíveis efeitos colaterais da imunização. Eles encontraram evidência para 14 possíveis reações — entre convulsões, desmaios e inflamações cerebrais — mas avisaram que essas consequências são raríssimas. O estudo também mostrou que não há razões para associar o surgimento de doenças graves como autismo e diabetes tipo 1 à aplicação de vacinas. Os pesquisadores mostraram ainda que não há nenhuma relação entre a vacina de gripe com a paralisia ou com a piora do quadro de asma.
A pesquisa é importante para desmistificar crenças que podem influenciar a população na hora de tomar uma vacina. Exemplo disso é o estrago feito pelo artigo fraudulento do médico britânico Andrew Wakefield, que associou o aparecimento do autismo à vacina tríplice viral. Depois da publicação, muitos pais deixaram de vacinar seus filhos contra sarampo, rubéola e caxumba, o que contribuiu para um aumento de casos de sarampo nos Estados Unidos e em alguns países europeus.
As vacinas são uma das protagonistas da revolução na medicina ocorrida nos últimos 100 anos. Em 1900, a cada 1.000 bebês nascidos nos Estados Unidos, 100 morriam antes de completar seu primeiro aniversário; e, além delas, cinco antes de fazer cinco anos. Segundo dados de 2007, menos de sete crianças morrem antes do primeiro aniversário e, além delas, 0,29 a cada 1.000 antes dos cinco anos de idade. Isso deve-se à popularização da vacina e de outros recursos médicos.
Efeitos colaterais — Como todo medicamento, as vacinas também podem apresentar raros efeitos colaterais. Segundo o relatório, evidências mostram que a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) pode causar convulsões desencadeadas por febre alta. Os pesquisadores reiteram que, em geral, esses efeitos não tiveram consequências em longo prazo. Em pessoas com problemas no sistema imunológico, a vacina pode provocar uma forma rara de inflamação cerebral. Já em uma minoria de pacientes, a vacina contra a catapora pode provocar edema cerebral, pneumonia, hepatite, meningite, herpes zoster, além de catapora em pessoas com sistema imunológico comprometido.
Vale ressaltar que a maioria das reações encontradas ocorreram em indivíduos com imunodeficiências, que aumentaram a vulnerabilidade aos vírus vivos utilizados na tríplice viral e na vacina contra a catapora. A pesquisa mostrou que seis vacinas – tríplice viral, catapora, influenza, hepatite B, meningite e antitetânica – podem desencaderar anafilaxia, uma reação alérgica que aparece logo após a injeção. O relatório mostrou também que algumas pessoas podem desmaiar durante a aplicação da vacina. Outros podem ter inflamação no ombro.
A tríplice viral pode provocar dores nas articulações de mulheres e crianças. A vacina contra o HPV também pode causar anafilaxia. Imunizações contra a gripe podem resultar em um leve inchaço, conjuntivite e sintomas respiratórios leves.
Os pesquisadores ressaltaram que é preciso de provas sólidas para estabelecer uma relação de causa efeito entre uma vacina e um resultado direto na saúde. As conclusões da comissão foram baseadas em pontos fortes e fracos de vários tipos de estudos. Em muitos casos, as evidências disponíveis apresentavam resultados conflitantes ou formas inadequadas de elaboração da pesquisa.
"Este estudo mostrou que poucos problemas de saúde estão ligados à imunização e que esses efeitos acontecem raramente. Além disso, vários estudos foram feitos para esclarecer que algumas doenças graves não são causadas por vacinas”, disse Ellen Wright Clayton, professora de pediatria do Centro para Ética Biomédica e Sociedade da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos.

sábado, 20 de agosto de 2011

III Jornada de Neurociências 17 a 19 de novembro de 2011 no Auditório da FESP - Curitiba - PR

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III Jornada de Neurociências

41 3206-1324 jornada@cenephc.com.br
  



Sejam bem vindos a III Jornada de Neurociências do CENEP – HC/UFPR.
Entre as atribuições do CENEP – Centro de Neuropediatria do Hospital de Clínicas está a propagação de informações científicas aos profissionais que atuam com crianças e adolescentes. É com este objetivo que nos reunimos para concretizar a III Jornada de Neurociências.
O evento tem como delineadores o caráter multidisciplinar e a busca por assuntos que sejam atuais e úteis à prática diária. O tema deste ano, DESENVOLVIMENTO INFANTIL - AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO, permite uma ampla discussão, tanto do ponto de vista clínico e pedagógico, quanto do ponto de vista da subjetividade da infância e da família.
Contamos com a presença de renomados professores, profissionais e pesquisadores que atuam na área tema e que compartilharão conosco recentes resultados de suas experiências clínicas.
Além do aspecto acadêmico, esperamos que esse encontro possa gerar um impacto positivo na qualidade do atendimento prestado às crianças e adolescentes.
Que todos tenham uma ótima jornada, rica em informações científicas e em novas redes de relacionamento profissional.
Curitiba, julho de 2011.
Comissão Organizadora


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