| Enquanto houve vereadores que não apresentaram nenhuma proposta, outros “cansaram” de tentar fazer valer suas ideias | ||||
| Vinicius Lousada | ||||
O vereador Paulo Eduardo de Souza (PSB) foi o recordista na apresentação de projetos de lei em 2011. Enquanto muitos não propuseram um sequer, o socialista teve 27. No entanto, apenas oito foram aprovados e 14 deles foram retirados, a maioria por vício de iniciativa, o que motivou o vereador a criticar os critérios da Comissão de Justiça para análise das propostas. O projeto de maior relevância foi o que obriga a Funprev a apresentar mensalmente à Câmara os extratos bancários de suas aplicações financeiras. Isso aconteceu antes das denúncias contra a entidade, que culminaram na CEI. O prefeito tentou derrubar a lei, mas os vereadores não sustentaram o veto de Rodrigo Agostinho.
O que mais marcou a atuação do vereador, no entanto, foi a repetição, em todos os seus discursos em tribuna, sobre a necessidade da criação de um Instituto Municipal de Planejamento, para nortear as ações da administração pública de Bauru. Amarildo de Oliveira (PPS), assumidamente, não se dá bem com Paulo, mas sempre afirma que o governo municipal não tem planejamento e age no improviso. Os dois têm outros pontos em comum: disputaram a autoria de projetos referentes ao autismo e lideram rankings numéricos no Legislativo.
Oliveira não poupou os discursos rígidos contra o prefeito e ameaçou pedir a cassação de Rodrigo por conta da proposta de convênio entre o município e o governo do Estado para a contratação de policiais militares em horários de folga. O vereador também levantou a bandeira da saúde, articulando a criação de leitos para tratamento e recuperação de dependentes químicos e cobrando da administração uma política de prevenção ao câncer, em parceria com o Hospital Amaral Carvalho. |
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
‘Ranking’ de projetos: disparidades. Leis e Autismo em Bauru
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Robótica como terapia para autistas
Projecto com a APPACDM estende-se a várias cidades
2011-11-21
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| Projecto Robótica-Autismo ajuda a comunicar |
O projecto Robótica-Autismo tem como objectivo à aplicação de ferramentas robóticas para melhorar a vida social de alunos com autismo, melhorando as suas habilidades de interacção e comunicação com pessoas e em contextos diferentes. “Temos trabalhado competências de interacção e de vocalização”, onde “o jovem teria de ser incentivado a pedir algo que quisesse – dizendo “dá”, por exemplo – e o robô iria trazer-lhe a bola”, explicou Filomena Soares, investigadora responsável.
As actividades visaram incentivar os jovens a interagir, pedir e participar em jogos e iniciativas em conjunto com outras pessoas. A ideia surgiu a partir de contactos já existentes com a instituição, onde se verificou haver terreno favorável para o desenvolvimento do estudo, inspirado em duas teses de mestrado em Electrónica Industrial.
A iniciativa procura igualmente “generalizar o conceito, levando-os para novos ambientes, fora da sala aula e junto de pessoas que nunca tinham visto e são experiências demoradas, nem sempre positivas, mas que acabam por ter um final positivo”, continuou.
A docente acrescenta ainda que “tendo por base a interacção, a comunicação e a vocalização, são definidas actividades muito simples, com competências bem definidas, registando-se a realização de novas tarefas pelos alunos com este tipo de problema, como por exemplo o facto de se sentarem num local diferente na sala de aula para brincar com o robô ou realizarem com outro colega uma actividade previamente realizada com o mesmo robô”, explicou.
O facto de este projecto trabalhar contextos diferenciados acaba por influenciar um envolvimento das famílias, que, desta forma, participam no desenvolvimento e beneficiam de uma transferência de competências e de rotinas muito importantes para o contexto familiar. Segundo a investigadora, “revelou-se determinante o papel da APPACDM, que acabou por facilitar a interacção que proporcionou contactos durante o projecto, assim como uma acção de divulgação e partilha onde todos participaram”.
Através do Ministério da Educação, foram já realizados contactos com outras unidades de ensino estruturado, havendo já reuniões com mais quatro centros que se juntam à APPACDM de Braga no desenvolvimento deste projecto. Desta forma, este grupo de investigação passará a trabalhar com utentes de Arouca, A-Ver-O-Mar, Barcelos e Leça da Palmeira, para além de Braga. Estão igualmente a ser estudadas novas formas de interagir com os alunos com autismo em idade escolar, utilizando plataformas robóticas mais robustas e com maiores capacidades.
“Esperemos que a robótica seja um meio promotor, um interface útil para comunicar com esses jovens”, concluiu Filomena Soares.
A iniciativa procura igualmente “generalizar o conceito, levando-os para novos ambientes, fora da sala aula e junto de pessoas que nunca tinham visto e são experiências demoradas, nem sempre positivas, mas que acabam por ter um final positivo”, continuou.
A docente acrescenta ainda que “tendo por base a interacção, a comunicação e a vocalização, são definidas actividades muito simples, com competências bem definidas, registando-se a realização de novas tarefas pelos alunos com este tipo de problema, como por exemplo o facto de se sentarem num local diferente na sala de aula para brincar com o robô ou realizarem com outro colega uma actividade previamente realizada com o mesmo robô”, explicou.
O facto de este projecto trabalhar contextos diferenciados acaba por influenciar um envolvimento das famílias, que, desta forma, participam no desenvolvimento e beneficiam de uma transferência de competências e de rotinas muito importantes para o contexto familiar. Segundo a investigadora, “revelou-se determinante o papel da APPACDM, que acabou por facilitar a interacção que proporcionou contactos durante o projecto, assim como uma acção de divulgação e partilha onde todos participaram”.
Através do Ministério da Educação, foram já realizados contactos com outras unidades de ensino estruturado, havendo já reuniões com mais quatro centros que se juntam à APPACDM de Braga no desenvolvimento deste projecto. Desta forma, este grupo de investigação passará a trabalhar com utentes de Arouca, A-Ver-O-Mar, Barcelos e Leça da Palmeira, para além de Braga. Estão igualmente a ser estudadas novas formas de interagir com os alunos com autismo em idade escolar, utilizando plataformas robóticas mais robustas e com maiores capacidades.
“Esperemos que a robótica seja um meio promotor, um interface útil para comunicar com esses jovens”, concluiu Filomena Soares.
sábado, 5 de novembro de 2011
PRECISAMOS DO SEU VOTO NO CONCURSO DOS BLOGS!!!
Queridos amigos!
É com muita alegria que os informo que o Blog CAMINHOS DO AUTISMO está entre os 100 BLOGS MAIS VOTADOS PELO JÚRI POPULAR (internautas) do Top Blog 2011.
Agora, estamos na 2ª fase e temos apenas 30 dias de votação (de 22/10 a 22/11). Por isso conto com seu voto para que este trabalho continue.
CATEGORIA SAÚDE PESSOAL
Para votar é simples:
1-basta clicar no selo TOP BLOG localizado na barra lateral do blog e você será redirecionado para a página de votação.
Na página de votação do TOP BLOG, clique no botão “VOTAR“, em seguida selecione um perfil (email ou Twitter).

Clique AQUI para votar!
2- Se for por email, basta apenas colocar seu nome e endereço de email e clicar em “VOTAR“. Depois de alguns instantes você receberá um email solicitando confirmação de seu voto.
3- Se for no Twitter, clique em “VOTAR“, você será redirecionado para a página de acesso do Twiter para que você possa votar.
*É possível “VOTAR” com o email (1 voto por email) e com o Twitter (1 voto por twitter)
Desde já agradeço e conto com seu voto!
Amanda Bueno
amandabueno.autismo@gmail.com
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Médicos precisam de maior treinamento para reconhecer sinais que podem atrasar o desenvolvimento infanti
Segundo pediatras, também é preciso prestar atenção ao que os pais dizem






Natalia Cuminale, de Salvador

Durante a consulta, o especialista precisa olhar a criança como um todo - não apenas em busca de sintomas de possíveis doenças (ThinkStock)
As primeiras visitas a um consultório pediátrico giram em torno de questões básicas: amamentação correta, ganho de peso do bebê no tempo certo ou a presença de alguma doença. Muitos pediatras, porém, deixam de prestar atenção a outros aspectos importantes no desenvolvimento infantil. Nesse período, sintomas menos óbvios podem esconder problemas que trazem reflexos para a vida adulta. Estima-se que 16% da população infantil têm algum problema de desenvolvimento ou de comportamento — desde dificuldades motoras e de linguagem a problemas como autismo e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
Questões sobre o desenvolvimento normal da criança, envolvendo os aspectos sociais, emocionais e básicos, como linguagem e motricidade fina, devem estar na agenda de todos os pediatras brasileiros. Quanto mais cedo o problema for identificado, melhor será a resposta da criança para o tratamento. Sabe-se que os estímulos que as crianças recebem entre o nascimento e os três anos de idade têm capacidade de alterar curso do desenvolvimento, com influências na parte física, cognitiva e também na psicossocial. Ou seja, crianças nessa idade apresentam taxas de sucesso muito maiores do que as que foram diagnosticadas mais tarde. "Isso não significa que a criança vai deixar de ser autista, por exemplo, mas ela vai conseguir ter uma convivência melhor, um aprendizado melhor", diz Amira Figueiras, da Universidade Federal do Pará.
"Se a criança não fala até os 16 meses, por exemplo, é um sinal de alerta", diz Ricardo Halpern, presidente do departamento científico de desenvolvimento e comportamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Segundo ele, se até completar o primeiro aniversário, a criança não emitir gestos ou não balbuciar nenhuma palavra, é preciso investigar. "Não existe mais aquele pensamento de que 'cada criança tem seu tempo'", diz. Confira outros sintomas na lista abaixo:
5 sinais para prestar atenção
Eles podem indicar um problema de desenvolvimento. Caso seu filho apresente um desses sintomas, é hora de procurar um pediatra
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Fala

O atraso da linguagem deve ser observado pelos pais. Se a criança não falar até os 16 meses, é preciso investigar.
"O diagnóstico precoce está na mão do pediatra. O problema é que passa incólume por eles", afirma Amira. Em geral, médicos que atendem o serviço público têm apenas 15 minutos por paciente — e muitas vezes o problema não é notado. Amira, que também é presidente da Sociedade de Pediatria do Pará, é responsável pela criação de um projeto de capacitação de médicos e enfermeiros de alguns estados do Brasil e de países da América Latina para perceber o atraso do desenvolvimento infantil. "Depois do treinamento, vimos que estávamos recebendo mais crianças e muito mais cedo", diz.
Ricardo Halpern concorda que os esforços devem ser direcionados para o treinamento médico. "É preciso treinar os médicos para que eles percebam estes sinais", diz. A ideia, segundo Halpern, é que a partir do próximo ano sejam realizados cursos de capacitação profissional em cada região do país.
Atenção aos pais — Halpern explica que vários fatores podem contribuir para problemas do desenvolvimento que, em geral, são uma combinação da genética com fatores ambientais. Doenças como autismo e esquizofrenia, por exemplo, são essencialmente genéticas. Outros elementos, porém, podem contribuir para comprometer o desenvolvimento infantil. Entre eles, estão crianças filhas de mães que tiveram depressão pós-parto ou que não tiveram uma orientação adequada para a amamentação, com histórico de alcoolismo na família, que vivem em um ambiente desfavorável, vítimas de maus tratos.
Segundo o pediatra, é preciso voltar a atenção para o que os pais dizem durante a consulta. Ele diz que em cada dez diagnósticos, os pais acertam em oito. "Os pais têm uma percepção muito adequada quando seu filho não está bem. Ele pode não saber o que é, mas sabe que ele não está bem", diz.
Olhar

Quando a criança evita o contato visual direto, não desenvolve empatia e não compartilha interesses.
Agressividade

Até certo ponto, a agressividade pode ser normal. Mas é preciso observar se o comportamento agressivo é frequente e em que situações ele ocorre.
Aprendizado

Quando a criança é hiperativa, tem dificuldade de parar quieta e de aprender.
Solidão

Se o seu filho é solitário e não interage com outras crianças, apresenta características melancólicas e atitudes anti-sociais, pode haver um distúrbio oculto.
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