segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Tecnologia pode ajudar no tratamento de pessoas com autismo

Atração de crianças autistas por equipamentos tecnológicos tem sido aproveitada para o desenvolvimento de técnicas de ensino mais eficazes

Aline Naoe  ComCiência/Labjor/DICYT 

A atração de crianças autistas por dispositivos tecnológicos é frequentemente relatada por pais e médicos. Nos últimos anos, esse fascínio tem sido aproveitado pelos pesquisadores para o desenvolvimento de técnicas de ensino mais eficazes, por exemplo, com o uso de vídeos, PDAs (espécie de mini-computador) e realidade virtual. O espectro autista envolve, além do autismo, a Síndrome de Asperger, Síndrome de Rett e outros distúrbios caracterizados pelo desenvolvimento deficiente, que afeta habilidades de fala e interação social e, em alguns casos, perda das habilidades motoras.

O uso da tecnologia no tratamento indivíduos com distúrbios do espectro autista é um dos temas de estudo da psicóloga Linda LeBlanc, professora da Universidade de Auburn. A pesquisadora esteve no Brasil no mês de janeiro para participar da Escola São Paulo de Ciência Avançada: Avanços na Pesquisa e no Tratamento do Comportamento Autista, evento organizado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde falou sobre as vantagens e cuidados na incorporação da tecnologia em intervenções de comportamento.

Segundo LeBlanc, automatizar determinadas intervenções utilizando a tecnologia pode aumentar sua precisão e consistência, o que pode tornar o tratamento mais eficaz, além de reduzir tempo e custos. “Além disso, a tecnologia nos permite ensinar certos tipos de habilidades com segurança quando o treinamento ao vivo seria difícil ou perigoso. Por exemplo, quando ensinamos uma pessoa a atravessar a rua em um ambiente virtual em vez de no mundo real com automóveis reais”, comenta a pesquisadora.

LeBlanc, no entanto, chama a atenção para o fato de que somente quando bem utilizada a tecnologia pode oferecer vantagens no tratamento do comportamento autista. Segundo a psicóloga, é preciso que a tecnologia dos dispositivos eletrônicos permita utilizar também o que há de melhor na tecnologia que é a aplicação prática do conhecimento. Além desse questionamento, ela aponta que é preciso fazer mais duas questões: se as necessidades clínicas coincidem com as vantagens que a tecnologia pode oferecer e se temos o conhecimento necessário, tanto da tecnologia em si como da tecnologia do tratamento comportamental. “Se a resposta a todas essas perguntas é sim, definitivamente devemos usar a tecnologia”, afirma.

Para a cientista, os princípios básicos do comportamento devem ser incorporados na concepção e implementação de intervenções baseadas na tecnologia, para que elas sejam mais eficazes e não representem somente a substituição do esforço humano. “Novas tecnologias são constantemente desenvolvidas, de modo que precisamos constantemente avaliar novos produtos e estratégias. O importante é verificar quais características da tecnologia são necessárias para produzir bons efeitos”, diz LeBlanc.

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Finalistas - Saúde Mental e Emocional
Projeto “A Fada do Dente” 
Foto: Pedro Bolle / USP Imagens
Parece ficção futurística, mas o fato é que cientistas brasileiros, usando o método chamado reprogramação celular, conseguiram transformer a polpa dentária em uma fonte de células-tronco pluripotentes — ou seja, aquelas que, devidamente induzidas, podem se transformer nos mais diversos tipos de célula do corpo humano. 
No caso deste trabalho finalista, especialistas da Universidade de São Paulo e da Universidade da Califórnia, em San Diego (Estados Unidos), lançaram mão desse método para estudar os mecanismos biológicos por trás do autismo infantil. Eles usaram células-tronco extraídas de dentes de crianças diagnosticadas com o distúrbio para produzir neurônios e compará-los com os de indivíduos não autistas – também obtidos pela mesma técnica. 
Os sintomas do chamado Transtorno do Espectro Autista (TEA) incluem dificuldades de interação social, déficits de comunicação e comportamentos repetitivos. Como o diagnóstico depende basicamente da observação dessas manifestações, ele acaba sendo feito em geral apenas por volta dos 2 ou 3 anos de idade. Por isso, conhecer melhor os mecanismos envolvidos no autismo ajudará a detectá-lo (e tratá-lo) mais cedo. 
Além disso, os neurônios obtidos em laboratório podem ser usados para testar medicamentos. A equipe hoje recebe dentes de leite de todo o país, o que possibilitou a criação de um banco de células de pacientes brasileiros com esse transtorno. Um estudo de ponta que poderá impactar na saúde mental de milhares de crianças brasileiras.
Estudo dos mecanismos biológicos envolvidos no autismo através da reprogramação de células-tronco de polpa dentária de pacientes diagnosticados com autismo clássico infantil: Projeto A Fada do Dente
Saiba mais clicando aqui.
Autores: Patricia Beltrão-Braga, Alysson Muotri, Graciela Pignatari, Fabiele Baldino Russo e Isabella Rodrigues Fernandes
Instituições: Universidade de São Paulo (USP) e Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Cientistas vão testar fármaco para “reverter” autismo


Um grupo de investigadores norte-americanos utilizou, com sucesso, um fármaco antigo para restaurar as comunicações celulares do cérebro num modelo animal, conseguindo reverter os sintomas do autismo. Face aos bons resultados, os especialistas da Universidade da Califórnia – San Diego, nos EUA, esperam dar início a um pequeno ensaio clínico com humanos já no próximo ano.
A descoberta da utilidade da suramina, um “inibidor de sinais purinérgicos das células” utilizado desde 1926 no tratamento da doença do sono, em África, e no combate a outras patologias parasitárias, foi efetuada por uma equipa coordenada por Robert Naviaux que deu, este mês, a conhecer os resultados da investigação através de um estudo publicado na revista científica PLOS ONE.
“A nossa teoria sugere que o autismo acontece porque as células ficam ‘presas’ num metabolismo defensivo que as torna incapazes de comunicar normalmente umas com as outras, o que pode interferir com o desenvolvimento e função do cérebro”, explica o professor de medicina Naviaux em comunicado divulgado pela universidade norte-americana.
“Utilizámos um tipo de fármaco que já existe há quase um século para tratamento de outras doenças com o objetivo de bloquear o sinal de ‘perigo’ [que as células recebem e que desencadeia a postura defensiva] em ratinhos e conseguimos que as células retomassem o metabolismo normal e que a comunicação celular fosse restaurada”, revela o investigador.
Ensaio clínico com humanos arranca em 2014
Durante a investigação, o fármaco corrigiu 17 sintomas da doença, normalizando a estrutura sináptica do cérebro, o envio de sinais entre as células, o comportamento social, a coordenação motora e o metabolismo mitocondrial.
Robert Naviaux admite que, “obviamente, mesmo sendo capazes de corrigir falhas em cérebros de modelos animais geneticamente modificados, continuamos a estar longe de uma cura eficaz para humanos”. No entanto, os especialistas estão esperançados e planeiam dar continuidade à investigação, desta feita com pessoas, já em 2014.
“Sentimo-nos suficientemente encorajados para testar esta abordagem num pequeno ensaio clínico com crianças autistas no próximo ano”, desvenda o docente. “Acreditamos que esta terapia [denominada terapia antipurinérgica, APT na sigla em inglês] oferece um caminho novo e entusiasmante que poderá levar ao desenvolvimento de fármacos para tratar o autismo”, garante.
Segundo o coordenador da investigação, a eficácia demonstrada no estudo quanto à utilização deste tipo de terapia para “reprogramar a resposta das células ao perigo e reduzir a inflamação” constitui-se, portanto, “como uma oportunidade de desenvolver novos anti-inflamatórios para tratar esta e outras doenças”.
Clique AQUI para aceder ao estudo completo (em inglês).

Fonte: http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Cientistas-v%C3%A3o-testar-f%C3%A1rmaco-para-reverter-autismo_14921.html#.UUcALhzvt8F

domingo, 9 de setembro de 2012

Carly Fleischmann - Lançamento do Livro


Autism Light #1 is Carly Fleischmann.
A Backlight Encore!
Original Post: June 22, 2011




Carly and her Father Arthur Fleischmann
Carly Fleischmann is a teenage girl with autism who after years of being unable to communicate with the world is utilizing her computer keyboard to write and communicate with the world. Carly Fleischmann is from Toronto, Ontario, Canada and now that she has her voice is an effective proponent of autism awareness. Carly Fleischmann is an Autism Light for the way her assisted communication is opening a window into the thoughts of nonverbal people with autism. 
Carly's Voice website describes her amazing renaissance in this way:
At the age of two, Carly Fleischmann was diagnosed with severe autism and an oral motor condition that prevented her from speaking. Doctors predicted that she would never intellectually develop beyond the abilities of a small child. Although she made some progress after years of intensive behavioral and communication therapy, Carly remained largely unreachable. Then, at the age of ten, she had a breakthrough.
While working with her devoted therapists Howie and Barb, Carly reached over to their laptop and typed in "HELP TEETH HURT," much to everyone's astonishment. This was the beginning of Carly's journey toward self-realization (Source).
Awards: In June, 2008 she won the Multi-Cultural Achievement Award from MBC Global.
Carly's Voice: Carly Fleishchmann and her father Arthur Fleischmann co-authored the book Carly's Voice. It was published in April, 2012. The book may be ordered fromSimon & Schuster and you can read excerpts at Carly's website at http://www.carlysvoice.com/.  The following is a video trailer for the book.
20/20: This 20/20 news story from YouTube shows that Carly has a lot to say and also shows some snapshots of how professionals and parents interacted with her during this amazing breakthrough.
The Talk: Carly Fleischmann was interviewed by Holly Robinson Peete at The Talk in 2011. Holly Robinson Peete is Autism Light #100. Holly Robinson Peete has said, "Carly is--for me--autism's fiercest and most valuable advocate".
Other Articles: Here are some other news articles on Carly Fleischmann.
Social Media: You can follow Carly Fleischmann on the following social media:
Special thanks to Carly Fleischmann for being an Autism Light. It is her renaissance as a young lady with autism that inspired the beginning of the Autism Light blog series back on June 22, 2011. There might never have been an Autism Light blog if it wasn't for her story touching the blogger and autism father who created Autism Light. Here's wishing the best for Carly Fleischmann.  Something tells us we'll be hearing a lot more from her in the future.
Autism Light honors diverse heroes to the world of autism. Photos: The photos in this post were used with permission of Jessica Roth of Simon and Schuster.

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