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terça-feira, 2 de março de 2010

DICAS DE COMO ENSINAR CRIANÇAS E ADULTOS COM AUTISMO

DICAS DE COMO ENSINAR CRIANÇAS E ADULTOS COM AUTISMO
Dicas valiosíssimas para professores de crianças e adultos autistas. Estas dicas formam escritas pela autista mundialmente famosa:
Temple Grandin, Ph.D.
Assistant Professor
Colorado State University
Fort Collins, Co 80523, USA
(Revised: June 2000)

Tradução: Dra. Irene Cristina Lavacchini Ramunno
Revisão: Profª Diva Calles



Bons professores me ajudaram a superar meus limites e vencer o autismo. Com dois anos e meio, fui colocada em uma pré-escola com professores experientes. Desde os meus primeiros anos fui ensinada a ter boas maneiras e a me comportar numa mesa de refeições. Crianças autistas precisam de uma rotina estruturada e de professores que saibam ser firmes, mas gentis.

Dos dois anos e quatro meses a cinco anos, meu dia era totalmente estruturado e eu não tinha permissão para romper este esquema rígido. Eu tinha sessões individuais de fonoaudiologia cinco vezes por semana. Minha mãe contratou uma babá que passava de três a quatro horas por dia brincando e jogando comigo e minha irmã. Ela nos ensinou a praticar, durante as brincadeiras, o ato de ceder a vez ao outro (“turn taking”).

Quando fazíamos um boneco de neve, ela me deixava cuidar da parte de baixo e minha irmã se encarregava da outra. No horário das refeições, todos comíamos juntos e eu não tinha permissão para nenhuma atitude inadequada (do any “stems”). Apenas no período de uma hora de descanso após o almoço, eu era autorizada a voltar ao comportamento autista. A combinação entre pré-escola, fonoaudiologia, atividades lúdicas, refeições com “bons modos” somava mais de quarenta horas por semana, nas quais meu cérebro era mantido conectado ao trabalho.
Muitos portadores de autismo são pensadores visuais. Eu penso através de imagens. Não penso através de linguagem. Todos os meus pensamentos são como videotapes passando em minha imaginação. Minha primeira linguagem são figuras; a segunda são palavras. Substantivos foram as palavras mais fáceis de aprender, pois, na minha mente, eu as podia relacionar a uma figura. Para aprender expressões como “para cima” ou “para baixo”, a professora precisa demonstrá-las à criança. Por exemplo: pega um avião de brinquedo e diz “para cima” enquanto faz o movimento de decolagem e “para baixo”, enquanto faz o movimento de aterrissagem.
Evite instruções verbais longas. Autistas têm dificuldade em lembrar seqüências. Se a criança souber ler, escreva as instruções em um papel. Eu não consigo guardar seqüências. Se eu pedir informações de percursos em um posto de gasolina, só consigo lembrar três etapas da explicação; se a instrução é maior, preciso escrevê-la. Eu também tenho dificuldade para lembrar números de telefones porque eu não consigo montar uma figura em minha cabeça.
Muitas crianças autistas são boas em desenho, arte e programação de computadores. Estes talentos deveriam ser encorajados. Acho que deveria haver muito mais ênfase no desenvolvimento dos talentos destas crianças.
Muitas crianças autistas se fixam num assunto como trens e mapas. A melhor maneira de lidar com estas fixações é usá-las para motivar os trabalhos da escola. Se a criança gosta de trens, use-os para ensinar a ler e para ensinar matemática. Leia um livro sobre trens e faça exercícios de matemática usando trens. Por exemplo: calcule quanto tempo um trem leva para ir de Nova Iorque a Washington.
Use métodos visuais concretos para ensinar conceitos numéricos. Meus pais me deram um brinquedo que me ensinou os números. Consistia de um kit de blocos com diferentes comprimentos e cores para cada número de 1 a 10. Com ele aprendi a somar e subtrair. Para aprender frações, minha professora tinha uma maçã de madeira cortada em quatro partes e uma pêra de madeira cortada ao meio. Com este material, aprendi os conceitos de um quarto e meio.
Eu tinha a pior caligrafia da minha classe. Muitos autistas têm problema de motricidade manual. Caligrafia caprichada é difícil na maioria das vezes e isto pode frustrar muito a criança. Para reduzir esta frustração e ajudar a criança a gostar de escrever, deixe-a digitar no computador. Digitação é geralmente mais fácil.
Algumas crianças aprenderão a ler mais facilmente com o uso de fonemas e outros aprenderão melhor decorando palavras. Eu aprendi com fonemas. Minha mãe me ensinou regras fonéticas e me fazia emitir os sons relacionados às palavras. Crianças com muita ecolalia geralmente aprenderão melhor se forem usados cartões e livros com figuras, para que as palavras sejam associadas a figuras. É importante que se tenha a figura e a palavra impressa no mesmo lado do cartão. Para ensinar substantivos a criança precisa escutar você falar a palavra, ver a figura e a palavra escrita simultaneamente. Por exemplo, para ensinar um verbo: segure um cartão que diz “pular” e você fala “pular” enquanto executa o ato de pular.
Quando eu era criança, doíam nos meus ouvidos os sons altos, como o sino da escola, ou ainda, o barulho do “motorzinho” do dentista alcançando um nervo. Crianças autistas precisam ser protegidas de sons que machucam seus ouvidos. Os sons que causam mais problema são os sinos de escola, sistemas de amplificação eletrônica em áreas públicas, zumbidos de ginásios e os sons de cadeiras raspando no chão. Em muitos casos, as crianças terão maior tolerância aos ruídos se estes forem ligeiramente abafados por panos ou fita adesiva. O barulho de raspar cadeiras pode ser amenizado com o uso de protetores nos pés das cadeiras ou de carpetes. 

Uma criança pode temer uma determinada sala por ter medo de ser atingida pelo ruído da microfonia ocasionada pelo sistema de amplificação eletrônica. O medo de um determinado som pode resultar num comportamento inadequado da criança. Cobrir os ouvidos indica que algum som a está perturbando.
Alguns autistas se incomodam com distrações visuais ou luzes fluorescentes. Eles podem ver o pulsar de 60 ciclos de eletricidade. Para evitar este problema, coloque a carteira / mesa da criança perto da janela e evite a luz fluorescente. Se não puder evitá-la, use lâmpadas novas que pulsam menos.
Alguns autistas hiperativos, que se inquietam a toda hora, ficariam mais calmos se lhes fossem dados para vestir uniformes acolchoados, com certo peso. A sensação de pressão do vestuário ajuda a acalmar o sistema nervoso. Para melhores resultados, a vestimenta deveria ser usada por 20 minutos e então retirada por alguns minutos para prevenir que o sistema nervoso se acostume com ela.
Alguns autistas responderão melhor e terão um melhor contato visual e fala se a professora interagir com eles enquanto estão num balanço ou rolando em uma esteira. O estímulo sensorial do balanço ou a pressão da esteira algumas vezes ajuda a melhorar a fala. O balanço deveria sempre ser uma brincadeira divertida e nunca forçada.
Algumas crianças e adultos podem cantar melhor do que falar. Eles podem responder melhor se as palavras e frases forem cantadas para eles. Algumas crianças com extrema sensibilidade a som, responderão melhor se a professora sussurrar para eles.
Algumas crianças e adultos não-verbais não conseguem, ao mesmo tempo, processar estímulo verbal e visual. Eles são “mono-canal” e não podem ver e ouvir simultaneamente. Não se deve pedir isso a eles. É preciso dar-lhes ou uma tarefa visual ou uma tarefa auditiva. Seus sistemas nervosos imaturos não conseguem processar os estímulos visuais e auditivos concomitantemente.
Em crianças mais velhas e adultos não-verbais, o toque geralmente dá maior sensação de segurança, geralmente mais fácil para eles terem maior percepção, para sentirem. Pode ser ensinado o significado das letras, permitindo que as crianças toquem letras de plástico. Eles podem aprender a rotina diária, sentindo alguns objetos, minutos antes da atividade ser executada. Por exemplo: quinze minutos antes do almoço, dê uma colher para eles segurarem. Deixem que eles segurem um carrinho de brinquedo poucos minutos antes de sair de carro.
Alguns adultos e crianças autistas aprenderiam melhor se o teclado do computador fosse colocado próximo à tela para que pudessem ver simultaneamente o teclado e a tela. Alguns indivíduos têm dificuldade em lembrar se eles têm que olhar para cima após teclar.
Crianças não-verbais terão mais facilidade em associar palavras às figuras se visualizarem a palavra escrita e a figura em um cartão. Alguns não entendem desenhos e, por isto, é recomendável trabalhar-se primeiramente com objetos reais e fotos.
Alguns indivíduos autistas não sabem que a fala é usada para comunicação. O aprendizado da linguagem seria facilitado se exercícios de linguagem promovessem a comunicação. Se o indivíduo pedir uma xícara, dê a xícara a ele. Se pedir um prato quando quer uma xícara, dê o prato a ele. O indivíduo precisa aprender que, quando ele emite palavras, coisas concretas acontecem. É mais fácil para o autista entender que as palavras estão erradas se elas resultarem em objetos incorretos.
Muitos autistas têm dificuldade em usar o mouse do computador. Tente um mouse com dispositivo do tipo “tracking ball” com botões separados para cliques. Autistas com problemas de motricidade manual acham muito difícil segurar o mouse enquanto clicam.
Crianças com dificuldade em entender a fala têm trabalho em diferenciar os sons de consoantes de som forte como “D” em “dog” ou “L” em “log”. Fui ensinada a ouvir estes sons através de enunciados fortes e prolongados dos sons das vogais.
Vários pais me disseram que o uso de legendas na televisão ajudou seus filhos a aprender a ler. A criança era capaz de ler as legendas nas fitas e combinar as palavras escritas com as faladas. Seria útil gravar o programa favorito com legendas em fitas, pois esta pode ser vista, revista e pausada.
Alguns indivíduos autistas não entendem que o mouse movimenta a seta na tela. Eles poderiam aprender melhor se fosse colado um desenho da seta, idêntico ao da tela, em cima do mouse.
Crianças e adultos autistas podem ver o “piscar” (a emissão de sinais) da tela do computador. Eles podem enxergar melhor em laptops e telas planas que “piscam” menos.
Autistas que têm medo de escadas rolantes geralmente têm problemas de processamento visual. Eles têm medo porque não conseguem determinar quando devem entrar e sair da escada. Estes indivíduos também podem não tolerar luzes fluorescentes. Podem ser úteis para eles óculos com filtros coloridos (the irlen colored glasses) (reduzindo a luminosidade que pode machucar os olhos de autistas).
Indivíduos com processamento visual deficiente com freqüência acham mais fácil ler letras impressas na cor preta sobre papel colorido, para diminuir o contraste. Tente papel bege claro, azul claro, cinza ou verde claro. Experimente com cores diferentes. Evite amarelo brilhante que pode incomodar os olhos dos autistas. Também neste caso, podem facilitar a leitura estes mesmos óculos com filtros coloridos.
 
Junho de 2000
Centro de Estudo de Autismo
Aos dois anos, a Dra Temple Grandin foi diagnosticada com autismo. Temple é autora de duas autobiografias: Emergency: Labeled Autistic, Arena Press (1986) (Emergência: Rotulada como Autista) e Thinking in Pictures, Double Day (1995) (Pensando por meio de Figuras). É Professora Associada na Universidade de Colorado, porta-voz internacional sobre Autismo e sobre tratamento humanizado para animais. Proprietária da “Grandin Livestock Systems”, Temple é mundialmente conhecida como designer de instalações para o manejo de gado e outros animais domésticos1.
1 Tipo de curral para vacinação ou para carregar o gado nos caminhões que se assemelha a um caracol, no qual o gado vai andando, sempre em frente, mas em círculo. Assim, sente-se protegido pelas cercas de cada lado, anda tranqüilamente e, quando menos se espera, está no caminhão, sem estresse, de forma mais humanizada.

Esta postagem foi retirada do ótimo blog TAI.

Um grande abraço a todos!!!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

PROFESSORES DE CRIANÇAS AUTISTAS

Olá amigos!

Hoje o post é dedicado ao professores de crianças autistas.
Abaixo segue um link com dicas de conduta. O link maior é da fonte do texto. Univerdade da Carolina do Norte - USA.



Indicações de livros e textos:

Exemplo de inclusão aqui no Brasil. Em Porto Alegre numa escola da rede municipal. Sim, É POSSÍVEL!

Já este livro é o mais recente lançado. Simplemente interessante! Recomendo!!!



Link para livro completo. Visualização no google livros.


Para o professor que realmente se interessar, este texto é ótimo para começar:


Abaixo um texto muito interessante para professores:

ONZE COISAS QUE TODO ALUNO COM AUTISMO GOSTARIA QUE A PROFESSORA SOUBESSE

Traduzido de Ellen Notbohm por Heloiza Goodrich, TO

1. Comportamento é comunicação .Todo comportamento acontece por uma razão. Ele conta para você, mesmo quando as minhas palavras não podem faze-lo, como eu percebo o que está acontecendo ao meu redor. Comportamento negativo interfere no meu processo de aprendizagem. Entretanto, simplesmente interromper esses comportamentos não é suficiente; ensine-me a trocá-los por alternativas adequadas de modo que a aprendizagem real possa fluir. Comece por acreditar nisto: eu verdadeiramente quero aprender a interagir de forma apropriada. Nenhuma criança quer receber uma bronca por comportamento negativo. Esse comportamento geralmente quer dizer que eu estou atrapalhado com sistemas sensoriais desorganizados, não posso comunicar meus desejos ou necessidades ou não entendo o que se espera de mim. Olhe além do meu comportamento para encontrar a fonte da minha resistência. Anote o que aconteceu antes do comportamento: as pessoas envolvidas, hora do dia, ambiente. Um padrão emerge depois de um período de tempo.
2. Nunca presuma nada. Sem apoio de fatos uma suposição é apenas uma suposição. Posso não saber ou não entender as regras. Posso ter ouvido as instruções mas não ter entendido. Talvez eu soubesse ontem mas não consigo me lembrar hoje. Pergunte a si mesmo:Você tem certeza que eu realmente sei como fazer o que você está me pedindo? Se de repente eu preciso correr para o banheiro cada vez que preciso fazer uma folha de matemática, talvez eu não saiba como fazer ou tema que meu esforço não seja o suficiente. Fique comigo durante repetições suficientes da tarefa até que eu me sinta competente. Eu posso precisar de mais prática para dominar as tarefas que outras crianças.Você tem certeza que eu realmente conheço as regras? Eu entendo a razão para a regra (segurança, economia, saúde)? Estou quebrando a regra porque há uma causa? Talvez eu tenha pego um pedaço do meu lanche antes da hora porque eu estava preocupado em terminar meu projeto de ciências, não tomei o café da manhã e agora estou morto de fome.
3. Procure primeiro por problemas sensoriais. Muitos de meus comportamentos de resistência vêm de desconforto sensorial. Um exemplo é luz fluorescente, que foi demonstrado muitas vezes ser um problema para crianças como eu. O som que ela produz é muito perturbador para minha audição supersensível e o piscar da luz pode distorcer minha percepção visual, fazendo com os objetos pareçam estar se movimentando. Uma luz incandescente ou as novas luzes econômicas na minha carteira vai reduzir o piscar Ou talvez eu precise sentar mais perto de você; não entendo o que você está dizendo porque há muitos sons “entre nós” – o cortador de grama lá fora, a Maria conversando com a Lurdes, cadeiras arrastadas, o som do apontador. Peça à terapeuta ocupacional da escola para dar algumas idéias sensoriais que sejam boas para todas as crianças, não só para mim.
4. Dê um intervalo para auto regulação antes que eu precise dele Um canto quieto com carpete, algumas almofadas livros e fones de ouvido me dão um lugar para me afastar quando preciso me reorganizar sem ser distante demais que eu não possa voltar para o fluxo de atividades da classe de forma tranqüila.

5. Diga o que você quer que eu faça de forma positiva ao invés de imperativa. “Você deixou uma bagunça na pia!” é apenas a afirmação de um fato para mim. Não sou capaz de concluir que o que você realmente quer dizer é:“ por favor lave a sua caneca de tinta e ponha as toalhas de papel no lixo”. Não me faça adivinhar ou ter de descobrir o que eu devo fazer.
6. Tenha uma expectativa razoável. Uma reunião de todas as crianças no ginásio de esportes e alguém falando sobre a venda de balas é desconfortável e sem significado para mim. Talvez fosse melhor eu ir ajudar a secretária a grampear o jornalzinho.
7. Ajude-me a fazer a transição entre atividades. Leva um pouco mais de tempo para eu fazer o planejamento motor de ir de uma atividade para outra. Dê-me um aviso de que faltam cinco minutos, depois dois, antes de mudar de atividade – e inclua alguns minutos extra no final para compensar. Um relógio, com o mostrador simples ou um “timer” na minha carteira pode me dar uma dica visual sobre o tempo para a próxima mudança e me ajudar a lidar com o tempo mais independentemente.
8. Não torne pior uma situação ruim. Sei que embora você seja um adulto maduro às vezes você pode tomar decisões ruins no calor do momento. Eu realmente não tenho a intenção de ter uma crise, mostrar raiva ou atrapalhar a classe de qualquer outra forma. Você pode me ajudar a encerrar mais rapidamente não respondendo com um comportamento inflamatório. Conscientize-se de que estes comportamentos prolongam ao invés de resolver a crise:Aumentar o volume ou tom de voz. Eu escuto os gritos mas não as palavras.Imitar ou caçoar de mim. Sarcasmo, insultos ou apelidos não me deixam sem graça e não mudam meu comportamento.Fazer acusações sem provas.Adotar uma medida diferente da dos outros.Comparar com um irmão ou outro alunoLembrar episódios prévios ou não relacionadosColocar-me em uma categoria (“crianças como você são todas iguais)”.
9. Critique gentilmente seja honesta – você gosta de aceitar crítica construtiva? A maturidade e auto confiança de ser capaz de fazer isso pode estar muito distante das minhas habilidades atuais. Você não deveria me corrigir nunca? Lógico que sim. Mas faça-o gentilmente, de modo que eu realmente consiga ouvir você.Por favor! Nunca, nunca imponha correções ou disciplina quando estou bravo, frustrado, super- estimulado, ansioso, “ausente” ou de qualquer outra forma que me incapacite a interagir com você.Lembre-se que vou reagir mais à qualidade de sua voz do que às palavras. Vou ouvir a gritaria e o aborrecimento, mas não vou entender as palavras e consequentemente não conseguirei descobrir o que fiz de errado. Fale em tom baixo e abaixe-se para falar comigo, de modo que esteja falando comigo no mesmo nível.
10. Ajude-me a entender o comportamento inadequado de forma que me apóie, me ajude a resolver o problema ao invés de punir ou me dar uma bronca. Ajude-me a descobrir os sentimentos que despertaram o comportamento. Posso dizer que estava bravo mas talvez estivesse com medo, frustrado, triste ou com ciúmes. Tente descobrir mais que a minha primeira resposta.Ajuda quando você está modelando comportamento adequado para responder à crítica.Ofereça escolhas reais - e apenas escolhas reais. Não me ofereça uma escolha ou pergunte “você quer...?” a menos que esteja disposto a aceitar não como resposta. “Não” pode ser minha resposta honesta para “Você quer ler em voz alta agora?” ou “ você quer usar a tinta junto com o Pedro?” É difícil confiar em alguém quando as escolhas não são realmente escolhas.Você aceita com naturalidade o número enorme de escolhas que faz diariamente. Constantemente escolhe uma opção sobre outras sabendo que ter escolhas e ser capaz de escolher lhe dão controle sobre sua vida e futuro. Para mim, escolhas são muito mais limitadas, e é por isso que pode ser difícil ter confiança em mim mesmo. Dar-me escolhas freqüentes me ajuda a me envolver mais ativamente na minha vida diária.Sempre que possível, ofereça uma escolha dentro do que tenho de fazer. Ao invés de dizer: “escreva seu nome e data no alto da página” diga: você gostaria de escrever primeiro o nome ou a data? Ou “qual você gostaria de escrever primeiro: letras ou números?”. A seguir diga: “você vê como o Paulo está escrevendo o nome no papel?”Dar escolhas me ajuda a aprender comportamento adequado, mas também preciso entender que há horas em que você não pode escolher. Quando isso acontecer, não ficarei tão frustrado se eu entender o porque:▫ ”não posso deixar você escolher nesta situação porque éperigoso. Você pode se machucar.▫ não posso dar essa escolha porque atrapalharia o Sérgio(teria um efeito negativo sobre outra criança).▫ eu lhe dou muitas escolhas mas desta vez tem de ser aescolha do adulto.A última palavra: acredite. Henry Ford disse: “quer você acredite que pode ou que não pode, geralmente você está certo”.
11. Acredite que você pode fazer uma diferença para mim. É preciso acomodação e adaptação mas autismo é um distúrbio não pré fixado. Não há limites superiores inerentes para aquisições. Posso sentir muito mais que posso comunicar e a coisa que mais posso perceber é se você acredita ou não que “eu posso”. Espere mais e você receberá mais. Incentive-me a ser tudo que posso ser, de modo que possa seguir o caminho muito depois de já ter saído de sua classe.


Professor!!!

Nunca fale sobre a criança na frente dela, como se ela não estivesse ali. A percepção deles é diferente da nossa, e muitas vezes até além. Você gostaria que fizessem isso com você?
Conheça a criança. Cada um tem seu tempo de entendimento. Ela sempre te surpreenderá.
Pesquise!

O blog está a disposição para responder dúvidas. Pergunte!!!! CAMINHAREMOS JUNTOS ATÉ A RESPOSTA!

Um grande abraço!

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