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quinta-feira, 22 de julho de 2010

OLIVER SACKS - Sesc apresenta espetáculo "Cachorro Morto" nesta quarta

O protagonista é portador da Síndrome de Asperger; a história questiona o desejo incessante por entender o mundo

O Sesc Ribeirão apresenta o espetáculo "Cachorro Morto" às 21h desta quarta-feira (21), no galpão de eventos. Os ingressos variam de R$ 2,50 a R$ 10. A classificação é 12 anos.
A peça inspirada na literatura do premiado romance inglês "The Curious Incident of the Dog in the Night-time", de Mark Haddon, "A Música dos Números Primos", de Marcus du Sautoy e no relato "Nascido num Dia Azul", de Daniel Tamme une teatralidade e animação. A história questiona o desejo incessante por entender o mundo.

O protagonista é um portador da Síndrome de Asperger, uma forma de autismo, que sabe tudo sobre matemática e quase nada sobre seres humanos. Ao multiplicar esse protagonista no corpo de cinco atores em cena, cria uma narrativa que transcede fronteiras estabelecidas. Joaquim sabe de cor todos os países do mundo e suas capitais e também todos números primos de quatro algarismos. Luciana gosta do estado de Massachussets, mas não entende nada de relações humanas. Thiago e Maria Amélia adoram relógios, cálculos e verdades absolutas. Aline odeia amarelo e não suporta ser tocada. Todos esses atores mergulham na ficção para emprestar seus corpos e emoções a uma outra vida, confundindo realidade e ficção.

Mais do que entender o transtorno psiquiátrico, o espetáculo quer aproximar os espectadores de um mundo visto por um outro olhar, um outro raciocínio lógico e outras relações afetivas.

Leonardo Moreira é o diretor e dramaturgo do projeto "Cachorro Morto". Como diretor, essa é sua primeira obra profissional, como dramaturgo, foi premiado pelo "Projeto Seleção Brasil em Cena - Novos Dramaturgos", realizado pelo Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, tendo sido selecionado como um dos Novos Talentos da Dramaturgia Brasileira, com seu texto "Bagagem". Além disso, seu texto "Anônimos" conquistou o Prêmio Miriam Muniz de Teatro em 2007. A Cia Hiato, também concorreu com "ESCURO", a peça que recebeu mais indicações ao prêmio Shell 2010 (texto, direção, atriz, cenário e figurino). Indicação ao prêmio CPT 2010 -dramaturgia.

BRASILEIRO DIRIGE PEÇA SOBRE AUTISMO EM NOVA YORK


Estréia na quinta-feira (22), no T. Schreiber Studio & Theatre em Nova Iorque a peça “Alien Child”, dirigida por Guilherme Parreiras. A história aborda a luta de uma família para lidar com o autismo, e mostra um garoto de 16 anos que tenta se afastar da irmã doente para viver a própria vida.

Escrita por Jim Shankman, a peça mostra um casal já cansado de cuidar de Charlie (Olivia Killingsworth), a garota autista que é irmã gêmea de Jonah (Ken Jansen). A contratação de um terapeuta devolve ao pai, Ben (Michael W. Murray), a esperança de cura, enquanto Sarah (Kelly Haran), a mãe, acredita mais na própria capacidade para cuidar da filha.


Em entrevista por telefone, Guilherme Parreiras falou sobre a peça e a abordagem do tema autismo. Convidado pela T. Schreiber, onde já estudou, o diretor disse que o trabalho antes da estréia é uma oficina, onde todos trabalham o roteiro e desenvolvem os personagens aos poucos. A intenção é fazer uma produção completa no futuro, segundo ele. O autor, de acordo com Guilherme, está presente de vez em quando.


Sobre o tema, o brasileiro disse que o autismo está despertando o interesse público. “Está se tornando uma espécie de epidemia nos Estados Unidos”, disse ele. Segundo estatísticas do Centro de Prevenção e Controle de Doenças, uma em cada 110 crianças americanas nasce com autismo. “Não existe cura, eles (os cientistas) ainda não sabem o que está causando isto”.


O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento, que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo e de estabelecer relacionamentos. Os cientistas acreditam que a doença seja causada por fatores genéticos e ambientais. Segundo uma pesquisa, se um dos gêmeos idênticos tiver autismo, o outro tem de 60% a 90% de chance de também ter a doença.


Conflitos

De acordo com Parreiras, a peça aborda as dificuldades do dia a dia da família, em relação ao autismo, bem como questões morais. “O que deve ser feito, o que é melhor para a Charlie. Existem opiniões diferentes. A família entra em conflito. Assim como os cientistas ainda não sabem as causas, as pessoas que vivem com isso às vezes também tem dificuldade de lidar com isso”.

O diretor explicou que a peça não tem a intenção de oferecer sugestões de como lidar com o autismo ou uma resposta, e sim mostrar como é a vida de uma família que convive com o autismo. Para dirigir “Alien Child”, Guilherme leu artigos e assistiu a vários documentários. Nos filmes, teve a oportunidade de ver os diferentes tipos de autismo. “Assisti cerca de 10 documentários”.


Através da dramatização do assunto, Parreiras e o elenco esperam abrir mais debates entre o público.


O elenco de “Alien Child” conta com ainda com Pat Patterson, no papel de Ms. Ravitch, e Meghan Wilson, que interpreta Sally. A exibição vai de 22 a 25 de julho, e de 30 de julho a 1° de agosto. Os ingressos custam $5 (admissão geral). Reservas através do e-mail
Theatre@tschreiber.org. O T. Schreiber Studio & Theatre fica no 151 W 26th Street, telefone (212) 741-0209.

domingo, 16 de maio de 2010

PEÇA DE TEATRO QUE RETRATA AUTISMO - ESTRÉIA DA "MÁQUINA DE ABRAÇAR"


Fica aqui registrado mais uma vez o apelo:
VENHAM À CURITIBA!
O teatro com certeza vai lotar!
No final da postagem vídeos e entrevistas com o elenco.
Um grande abraço,
Para mexer com a percepção da plateia, "A Máquina de Abraçar", espetáculo que estreou 05/05, transforma o espectador num participante de uma conferência sobre autismo. O espaço cênico, montado no Sesc Pompeia, em São Paulo, conta com cadeiras giratórias, estrategicamente posicionadas. A área da plateia foi montada entre dois palcos, um de frente para o outro e ligados por uma passarela. Com suas cadeiras, o público pode escolher para onde olhar, acompanhando o movimento das atrizes.
Com direção de Malu Galli, o texto inédito, do espanhol José Sanchis Sinisterra, escrito em 2002, começa com a terapeuta Miriam apresentando os avanços que tem conseguido com Íris, que é autista. Em cena, as atrizes Mariana Lima e Marina Vianna interpretam paciente e terapeuta, respectivamente. Graças aos métodos não convencionais da médica, a moça consegue vencer o silêncio e a imobilidade. Aos poucos, a situação começa a sair do controle da terapeuta.
Para a diretora Malu Galli, a peça parte do autismo para falar sobre a condição humana. "A obra discute a dificuldade que todos temos de sair de nós mesmos", diz. No decorrer da montagem, o texto abandona o realismo inicial e revela a relação simbiótica entre as mulheres. "Vai ficando mais poético. Elas se fundem e vão trocando de função. No fim, não se sabe quem tem poder sobre quem", explica.
Além do palco especial, "A Máquina de Abraçar" oferece uma exposição de vídeos, instalações e esculturas. O objetivo é utilizar outras linguagens para surpreender quem for assistir ao espetáculo. São trabalhos de artistas contemporâneos, como Chelpa Ferro, Eduardo Coimbra, Caetano Gotardo, Rodrigo Marçal e Nino Cais, sob curadoria de Raul Mourão. As informações são do Jornal da Tarde.
A Máquina de Abraçar - Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93). Tel. (011) 3871-7700. Estreia: 05/05, às 21h30. De quinta a sábado, às 21h30. Domingos e feriados, às 20h. Até 6/6. 88 lugares. 80 min. Ingressos: R$ 16. 16 anos.

VÍDEOS E ENTREVISTAS DO ELENCO:
http://caminhosdoautismo.blogspot.com/2010/01/teatro-maquina-de-abracar.html

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

TEATRO: A MÁQUINA DE ABRAÇAR

MALU GALLI ESTREIA NA DIREÇÃO COM TEXTO DE SINISTERRA QUE USA O AUTISMO PARA ABORDAR OS LIMITES DA LINGUAGEM
Reestreia 19 de janeiro no teatro do leblon!
CURTA TEMPORADA
de 19 de janeiro a 10 de fevereiro. Terças e quartas às 21 horas.
Rua Conde de Bernadotte, 26. Sala Fernanda Montenegro
Bilheteria 2529-7700



Entrevistas:


RIO - A atriz Malu Galli nunca havia pensado em dirigir, até que, ao ler um texto inédito do autor espanhol José Sanchis Sinisterra, "A máquina de abraçar", cenas surgiram em sua mente, umas atrás das outras. Numa peça em que o autismo é o mote, Malu pensou imediatamente em desestabilizar alguns códigos teatrais em sua montagem, que o público poderá ver a partir desta quinta-feira (24.09) no galpão do Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico.

Para começar, a encenação ocorre em dois palcos: um para a autista, outro para sua terapeuta. As duas contam suas experiências num congresso médico. Mas elas se encontram, circulam pelo corredor entre duas fileiras de cadeiras, que, apesar de presas ao chão, são rotatórias, para que o espectador possa acompanhar as cenas em diferentes espaços. Antes da apresentação, o público entra numa espécie de saguão poético, uma pequena exposição pensada pelo artista plástico Raul Mourão (também responsável pelo cenário), com obras de Nino Cais, Eduardo Coimbra e Chelpa Ferro.



- Sinisterra usa o autismo, que tem uma diferença na forma de apreender o mundo, para falar da arbitrariedade da linguagem, de como ela é insuficiente. Ela nunca dá conta das coisas. Também quis dar ao espectador a experiência de outra organização, outras formas de linguagem, outro modo de assistir à peça - explica Malu, que há dois anos encenou "Diálogos com Molly Bloom", de Sinisterra, dirigida por cinco diretores, incluindo o espanhol.



Interpretada por Mariana Lima, a autista é livremente inspirada na americana Temple Grandin, PhD em biologia que aprendeu a se comunicar com o mundo criando códigos próprios de associação em imagens concretas, já que o autista tem dificuldade com a abstração. O nome da peça parte de uma máquina de fato criada por Temple para "abraçar" o gado antes do abate - uma invenção que usa para si mesma, já que o autista tem dificuldade com o toque.


Leia a íntegra da reportagem na edição digital do GLOBO

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