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terça-feira, 26 de abril de 2011

USP - Hábito alimentar pode intensificar sintomas do autismo


Pesquisa mostra a influência dos alimentos no comportamento autista.

Os autistas atendidos no CEMA (Centro de Especialização Municipal do Autismo), em Limeira, foram alvos de uma pesquisa sobre a relação entre alimentação e comportamento autista realizada pelo Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ), da Universidade de São Paulo (USP).

A triagem dos autistas também foi feita no Núcleo de Especialização e Socialização do Autista (NESA) de Mogi-Guaçú. Segundo a orientadora da pesquisa, Jocelem Mastrodi Salgado, 28 autistas participaram do projeto, com idade entre dois e 33 anos, sendo 17 de Limeira e 11 de Mogi-Guaçú. O projeto realizado pela nutricionista Nádia Isaac da Silva foi aprovado pelo comitê de ética de pesquisa com humanos da ESALQ. "O estudo teve como objetivo identificar o padrão de hábito alimentar de um grupo de autistas, promover testes para o desenvolvimento de métodos de análises laboratorais que comprovem a eficiência da dieta isenta de glúten e caseína e também identificar a ocorrência de alterações do metabolismo da creatina a partir da análise da concentração de creatinina em urina", explicou Jocelem.
CARACTERÍSTICAS

A pesquisa intitulada "Relação entre hábito alimentar e síndrome do espectro autista" foi elaborada após a realização de uma entrevista nutricional, contendo questões sobre características sóciodemográficas das famílias dos autistas participantes, histórico pessoal de doenças, comportamento autista durante as refeições e levantamento de hábito alimentar. Segundo a orientadora, também foi feita uma avaliação psicológica com aplicação do método quantitativo "Childhood Autism Rating Scale (CARS)".

Os resultados sobre a população indicaram que 1/3 dos pais de autistas possuem baixa escolaridade e 60% renda familiar na faixa de dois a quatro salários mínimos. Segundo a avaliação psicológica, 64% dos autistas são casos graves e 68% se encontram na faixa de retardo mental. "A renite alérgica é a patologia de maior prevalência na população estudada. Em média 60,71% dos autistas apresentam sintomas gástricos, sendo o mais frequente a flatulência (39,90%)", apontou.
ALIMENTAÇÃO

Ainda dentro do campo de pesquisa, foi constatado que o grupo de autistas apresentou um elevado consumo de calorias, proteína, carboidrato, vitaminas do complexo B, ferro, zinco e cobre. Do outro lado, os autistas têm baixo consumo de cálcio, fibra e ácido ascórbico (vitamina C). "A análise de consumo de grupos de alimentos evidenciou elevado consumo de açúcares simples e baixo consumo de leite e derivados como também frutas e hortaliças", falou.

Sobre as alterações do metabolismo da creatina, a pesquisa concluiu que essa condição pode estar relacionada a fatores genéticos.
APOIO

O projeto de pesquisa foi realizado no laboratório de Nutrição Humana do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição em parceria com o laboratório de genética de plantas Max Feffer do Departamento de Genética (ESALQ). O projeto também contou com a participação dos profissionais do CEMA, a psicóloga Vera Lígia Alves Leite, fonoaudióloga Marcia Regina Cermaria da Silva e a psicóloga Karine Helena Rodrigues Carvalho do NESA para a avaliação psicológica. "O apoio e auxílio das equipes de profissionais e dirigentes das duas instituições participantes foram fundamentais para o desenvolvimento do projeto", declarou.

Esse trabalho teve início em 2008 e a sua conclusão está prevista para o segundo semestre deste ano.

Dados levantados na pesquisa:
* 1/3 dos pais de autistas possuem baixa escolaridade
* 60% tem renda familiar na faixa de 2 a 4 salários mínimos
* 64% dos autistas são casos graves e 68% se encontram na faixa de retardo mental
* Em média, 60,71% dos autistas apresentam sintomas gástricos
* Elevado consumo de calorias, proteína, carboidrato, vitaminas do complexo B, ferro, zinco e cobre
* Baixo consumo de cálcio, fibra e ácido ascórbico (vitamina C)
** Foram entrevistados 28 autistas, sendo 17 de Limeira e 11 de Mogi-Guaçú.
Derivados de trigo e leite podem intensificar os sintomas
A pesquisa feira pela nutricionista Nádia Isaac da Silva sob a orientação da professora Jocelem Mastrodi Salgado trabalha com a hipótese de que alimentos que contém glúten e caseína - proteínas derivadas do trigo e do leite respectivamente - podem intensificar os sintomas do autismo. "Estudos indicam que uma dieta isenta de alimentos que contenham essas proteínas (pães a base de trigo, bolachas, bolos, massas em geral, leite, queijos, iogurtes, sobremesas a base de leite) reduz alguns sintomas característicos da doença como isolamento social e déficit de atenção", explicou Jocelem.

Para a orientadora, com o conhecimento da patologia e também a criação de exames de diagnóstico seguros é possível contribuir para um diagnóstico precoce da doença. "Dessa forma haverá um maior acesso a tratamentos mais adequados que acarretem a melhora do quadro clínico e consequentemente, a qualidade de vida dos autistas", falou.

Para Jocelem, as pesquisas com finalidade de criar novos tratamentos coadjuvantes e exames de diagnóstico para o autismo são de grande importância para o Brasil em virtude do elevado número de casos de autistas que não tem acesso ao diagnóstico e nem tratamento adequado. "Não existe no país dado oficial sobre a prevalência do autismo. Informações apontam para a média de 50 mil autistas, mas estima-se que existe pelo menos um milhão sem diagnóstico." (Stefanie Archilli)
Aumenta número de diagnósticos precoce
O número de diagnósticos precoce está aumentando por dois motivos: maior conhecimento da patologia por parte dos profissionais de saúde e a constante mudança dos critérios de diagnóstico.
Segundo a Fundação Verônica Bird, para um diagnóstico precoce orienta-se aos pais e profissionais - pediatras e educadores - a observação do desenvolvimento da linguagem. "As crianças com atraso da linguagem devem ser observadas, pois, segundo essa instituição esse é um dos primeiros sintomas. Orientam-se os pais a observar o comportamento da criança como, por exemplo, se ela responde aos sons, arredia ao toque e se a criança mantém contato visual com a mãe durante a amamentação", declarou a professora da ESALQ, Jocelem Mastrodi Salgado.

Os primeiros estudos indicavam de quatro a cinco casos de autismo para cada 10 mil nascimentos. Pesquisas estimam um aumento, atingindo a média de 15 a 20 registros para cada 10 mil pessoas. Segundo Jocelem, não existe diferença na prevalência da classe social ou etnia. "O sexo masculino é mais afetado, sendo quatro homens para uma mulher autista", falou.

O autismo é classificado como transtorno invasivo do desenvolvimento e é caracterizado pelo início precoce na infância. Essa doença é marcada por permanente prejuízo da interação social, alteração da comunicação e padrões limitados ou esteriotipados de comportamento e interesses.
Segundo a professora, dificuldade com interação social pode se manifestar como isolamento ou comportamento social impróprio, pouco contato visual, dificuldade em participar de atividades em grupo, indiferença afetiva ou demonstrações inapropriadas de afeto. "Alguns autistas não desenvolvem a habilidade de comunicação. Outras têm uma linguagem imatura. Os que desenvolvem de forma adequada podem apresentar uma dificuldade em desenvolver e manter uma conversação", explicou.

Os padrões repetitivos e esteriotipados de comportamento característico do autismo incluem resistência a mudanças, insistência em determinadas rotinas, apego excessivo a objetos e fascínio com movimento de peças como rodas e hélices. "Podem apresentar esteriotipias tais como se balançar, bater palmas repetidamente, andar em círculos ou repetir determinadas palavras, frases ou canções." (Stefanie Archilli)
CEMA é referência no Estado em tratamento
Em Limeira foi instituído o dia de conscientização do autismo a ser comemorado no dia 2 de abril. O projeto de lei é de autoria da vereadora Nilce Segalla (PTB).
O município também conta com um centro de especialização em autismo, o CEMA, que oferece atendimento gratuito. Fundado em 1993, o centro de Limeira foi o segundo do Estado; o primeiro nasceu em São José do Rio Preto. Hoje, Americana também possui um espaço semelhante ao de Limeira e, em Pirassununga, foi construído o primeiro centro para autistas vinculado à APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais).

Em Limeira são atendidas 25 pessoas no CEMA, com idade entre três e 34 anos. Muitos deles estão com a equipe desde o início do projeto.
O tratamento é baseado no método americano TEACCH (Tratamento e Educação para autistas e crianças com déficits relacionados à comunicação) e no trabalho dos pais. O autista sempre terá que ter o apoio da família.

O CEMA (Centro de Especialização Municipal do Autismo) fica na Rua Bartolomeu Bueno, 165. (Stefanie Archilli)
Artigo
Uma luta diária
Quando recebi a tarefa de buscar mais informações sobre o autismo em Limeira, não imaginei que teria a oportunidade de conhecer pessoas como Vanda Alexandrina Ferreira e Irene Carmo Cordeiro Polizeli, mães de autistas. As duas foram personagens de uma matéria publicada no Jornal de Limeira, no dia 10 de abril.
O trabalho do CEMA (Centro de Especialização Municipal do Autismo) é muito importante para a vida de crianças, jovens e adultos autistas, mas a dedicação das mães dessas pessoas é algo imensurável.

A Vanda foi deixada pelo marido - depois que foi descoberto o transtorno do filho - e cria sozinha Paulo Henrique, 12 anos. Ela faz jóias em casa porque não pode deixar o filho sozinho e também não conta com muito apoio de familiares.
Mas nada disso a desanima. Pelo contrário. Para ajudar o filho, ela é capaz de muito mais. Lê sobre autismo, assiste a filmes, pesquisa na internet. Em casa, ela mesma desenvolve atividade com o filho, porque ele passa apenas uma hora e meia no CEMA.
Se Paulo Henrique não tivesse todo esse aparato da mãe, talvez não teria desenvolvido algumas habilidades. Ele faz caminhadas, joga bola, passeia com a mãe e consegue fazer suas necessidades fisiológicas.

Cleber Polizeli, 27 anos, também conta com toda a dedicação e o amor de sua mãe, Irene. Mãe de mais dois filhos e viúva, ela consegue dar um novo sentido à vida de seu filho autista.
Irene também briga pelos direitos dos autistas de Limeira. Ela quer que eles tenham uma piscina e mais espaço no CEMA. Existem estudos que comprovam a eficácia de tratamentos na água com autistas.

Limeira já tem um centro de apoio aos autistas, mas o atendimento gratuito a eles não pode parar por aí. A administração pública precisa olhar com mais atenção para essas crianças, jovens e adultos, que dependem do apoio de sua família e do poder público.
A luta diária dessas mãe por seus filhos autistas deve chamar a atenção daqueles que podem fazer algo por eles.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O PAPEL DE PAI E MÃE Francisco Baptista Assumpção Jr*

*Psiquiatra Infantil. Professor Livre Docente pela Faculdadede Medicina da USP.


Professor Associado do Instituto de Psicologia da USP


i) NOÇÕES BÁSICAS SOBRE A CRIANÇA
Você já parou para se perguntar sobre o quanto é difícil ser pai e mãe e, em
consequência, cuidar de alguém totalmente dependente de você? Não? Então vejamos:
LEMBRE-SE: A criança é um indivíduo em uma fase mais primitiva de desenvolvimento que
as pessoas adultas e por isso, tem que ser vista a partir de sua ótica e não da ótica do
adulto, que é o responsável.  Isso porque se é viável para o adulto descer até ela, é
impossível para ela pensar como alguém adulto.
Assim, se ele tem maiores dificuldades em compreender, você não deve deixar
de conviver ou de brincar com seu filho achando que ele não entende. Pelo contrário,
favoreça esse contato.
Você pensa que seu filho não perceberá sua participação, porém ele se
beneficiará, não só socialmente, mas também pelos estímulos que ele receberá e pelos
papéis sociais que ele aprenderá com e a partir de você.
E aí vem a pergunta: todas as crianças são iguais? Claro que não! Em primeiro lugar
porque são pessoas diferentes e como tal devem ser tratadas e em segundo lugar porque
seu grau de compreensão também é diferente conforme sua idade.
Você já deve ter escutado mil coisas sobre a criança, a maior parte delas
bobagens, fruto do conhecimento vulgar, divulgadas  como se fossem verdades absolutas.
Não se preocupe muito com isso pois essas coisas costumam ter um valor muito relativo
e só interessam como curiosidade pois ter filhos não significa saber cuidar deles.
Mas, A  criança  deve  ser  vista dentro de  seu ambiente e, em consequência,
apresentar demandas diferentes que requerem atitudes e cuidados muito diferentes.
LEMBRE-SE BEM: Essas considerações são sempre gerais, não são estáticas e imutáveis
e,por isso, você não deve desanimar no que se refere ao cuidado com a criança e, muito
menos, achar que você sabe tudo uma vez que seus pais, e antes deles seus avós, já
cuidavam dos filhos. Essas considerações são sempre gerais, não são estáticas e imutáveis
e,por isso, você não deve desanimar no que se refere ao cuidado com a criança e, muito menos, achar que você sabe tudo uma vez que seus pais, e antes deles seus avós, já
cuidavam dos filhos.
Ser pai e ser mãe leva, obrigatoriamente, à reflexão constante sobre o que se faz,
como  como se faz e para quem se faz uma vez que, as crianças, como já dissemos, são
totalmente difere    diferentes umas das oudas outras...
Outra pergunta muito comum quando se refere a algum problema que a criança
apresenta é: de quem é a culpa pelo que está acontecendo? Saiba que, na maior parte das
vezes, ninguém tem culpa, e quando existe uma responsabilidade sobre o fato, essa é
familiar uma vez que existem muitos fatores que interferem no comportamento infantil.
Assim, existem condutas suas que se refletirão nas  atitudes da criança e que se
reverterão contra ela própria e contra a família.
Isso porque existem fatores que ocorrem durante a própria vida da criança
como perdas, problemas educacionais e outros que se refletem em suas condutas. Por isso,
como cuidar dela?
 Uma  criança  é um  organismo em  desenvolvimento, e  por isso,  pode ser
facilmente afetado. Assim, merece muitos cuidados.


Quando você não  souber o que fazer procure informar-se  com quem  sabe.  Um
médico  pediatra  pode  ser o profissional  mais  fácil de  ser procurado. Quando for
possível, um psicólogo ou um psiquiatra de crianças também são excelentes alternativas.
Veja, não é tão difícil pois "uma  criança" precisa de coisas que todas as
crianças precisam: afeto, carinho, atenção...
ii) A FAMÍLIA E A CRIANÇA
A família é uma organização única, célula básica da sociedade; é também uma
unidade de troca, onde os valores são amor, proteção, segurança, bens materiais e
informação.
Toda criança é produto de muitos fatores recíprocos. O sucesso da criança vai
depender do ajustamento dos pais e de suas habilidades para prover os filhos e suas
próprias necessidades pessoais.
A compreensão do potêncial de qualquer criança é função dos pais ao acompanharem seu crescimento e desenvolvimento. Cabe também aos pais a exploração das
aptidões inatas e depende da força constante e do apoio que a criança recebe seu bom
aproveitamento. Para conduzir bem esse trabalho os  pais devem reduzir ao mínimo os
conflitos emocionais pois os ajudará a aumentar a reciprocidade entre eles e a criança. Os
pais de crianças com alguma dificuldade às vezes precisam de ajuda para evitar seus
conflitos, ansiedades e frustrações.
LEMBRE-SE: O bom  ambiente  familiar  é fator  importante  no  desenvolvimento  sadio
das crianças.
A criança precisa ser socializada para não ficar em desvantagem com as
outras pessoas; nesse processo de socialização ela  deve ser olhada como um indivíduo
único. Todas as suas necessidade biológicas e psicossociais estão interligadas e sofrem
transformações à medida que criança cresce.
Sem ajuda e apoio dos pais a socialização será muito mais difícil. Para ela, o
estímulo, a motivação e o afeto dos pais é imprescindível para uma boa orientação. A criança
precisa formar um bom conceito de si mesmo, sentindo-se aceito.
O aprendizado do comportamento social adequado começa no lar, com a família,
sendo os pais os responsáveis pela educação informal. Os estímulos dados e as respostas
emitidas devem estar unidos para que o comportamento possa ser fortalecido ou
enfraquecido.
LEMBRE-SE: Confie no seu filho que ele responderá adequadamente. Todas as pessoas
respondem bem a confiança depositada nelas.
A criança precisa ser disciplinada e essa necessidade é decisiva. Esse princípio de
disciplina precisa vir dos pais. Não é bom criar o seu filho com indulgência pois este fator o
diferenciaria dos outros filhos. Para estimula-lo no seu desenvolvimento, como pessoa
independente e auto-suficiente, precisamos dar-lhe  condições para ser responsável. Como
pais, temos que preparar a criança para a sociedade competitiva.
 Os pais devem ensinar desde cedo a seus filhos o princípio da autoridade. Esse
aprendizado facilita a interrelação das pessoas, pois quando há respeito há bom
relacionamento.
LEMBRE-SE: Você  é  responsável  pelo  bom  ajustamento  de  seu  filho na  sociedade
ampla. A família não deve esquecer-se que, dependendo de sua maneira de tratá-
las, as crianças são levadas a se desvalorizarem. Depende dos pais passar a seus filhos um
bom conceito de si. Um saudável conceito de si mesmo aparecerá com certeza se a
criança tiver seu desenvolvimento encaminhado corretamente, isto é, da dependência para
uma independência cada vêz maior. Mesmo que a criança tenha problemas, suas
dificuldades serão abrandadas se for adquirindo um autoconceito favorável.
LEMBRE-SE: Ajudar a  criança a desenvolver  uma  auto-imagem favorável é decisivo para
sua vida. Colabore.
As crianças precisam ter autoconfiança e o passo inicial para isso é a sua
aceitação, da maneira como ela é, acreditando no seu valor e na sua possibilidade de
progredir. Se ela se aceitar estará facilitando a sua adaptação social. Cabe à família
ajudar as crianças a reconhecerem seu valor, fazendo-as compreender que são desejadas
e amadas. Para os pais passarem isso precisam ter claro para si, buscando aceitação do
filho como ele é, lidando com as suas limitações e  ajudando-os a conseguir o que podem
fazer. O respeito é fundamental nas relações assim  como a preocupação com os
sentimentos; a avaliação criteriosa das possibilidades levará essas crianças a terem mais
segurança no mundo. É função da  família mostrar à criança um mundo seguro.

PARA TEXTO COMPLETO ACESSE:

http://disturbiosdodesenvolvimento.yolasite.com/resources/papel_pai_e_m%C3%A3e.pdf

USP WORKSHOP DE VERÃO: Transtornos do Espectro Autista: Princípios do Diagnóstico e Intervenções

Está programado para amanhã o Iº WORKSHOP DE VERÃO do PDD - Projeto Distúrbios do Desenvolvimento com o tema:


"Transtornos do Espectro Autista: Princípios do Diagnóstico e Intervenções"

A inscrições infelizmente já estão fechadas! Eu estarei lá e trarei para nós informações "fresquinhas"!


8h00 às 8h30
I. DEFINIÇÕES ATUAIS
Letícia Amorim (Psiquiatra)


8h30 às 9h00
II. SÍNDROMES NEUROLÓGICAS ASSOCIADAS AO ESPECTRO
Cristina Pozzi (Neuropediatra)


9h00 às 9h30
III. AVALIAÇÃO PADRONIZADA
Carolina Padovani (Psicóloga)


9h30 às 10h00
Cofee Break


10h00 às 12h00
IV.INTERVENÇÔES
Marília Bernal (Terapeuta Ocupacional), Melanie Mendoza (Psicóloga),
Alessandra Freitas (Neuropediatra), Luciana Reolon (Fonoaudióloga)




Agora vamos falar um pouco sobre o PDD:


O Projeto Distúrbios do Desenvolvimento cumpre três funções básicas: a) Atendimento clínico de crianças com Transtornos do Desenvolvimento visando, não somente uma interface e um serviço à comunidade como também ter acesso a população necessária para realização de projetos de pesquisa; b) Ensino, uma vez que alguns alunos interessados e, após avaliação pelo responsável, possam participar do atendimento, sob supervisão do professor responsável auxiliado por seus orientandos; c) Pesquisa, uma vez que a área clínica requer amostras populacionais específicas, difíceis de serem localizadas. Assim sendo, e decorrente do volume de atendimento realizado anualmente, cremos que a questão do espaço passa a ser fundamental uma vez que a aquisição de material e o despertar do interesse de alguns alunos (de graduação ou de pós-graduação) demanda local específico para a sua locação.


contato: pddusp@usp.br



Equipe Clínica

                Psiquiatria da Infância: Susan Meire Mondoni, Tatiana Malheiros Assumpção
·                                 Neuropediatria: Cristina Maria Pozzi, Alessandra Freitas
·                                 Psicologia: Carolina Rabelo Padovani, Melanie Mendoza, Milena Rossetti
·                                 Terapia Ocupacional: Marília Penna Bernal
·                                 Fonoaudiologia: Luciana Reolon

Pesquisadores


·                                 Orientador: Francisco B. Assumpção Jr
·                                 Doutorado: Evelyn Kuczynski,Silvana Gaino, Cristina Maria Pozzi, Alessandra Freitas, Ida Rodrigues
·                                 Mestrado: Letícia Calmon Drummond Amorim, Marília Penna Bernal, Susan Meire Mondoni, Carolina Rabelo Padovani, Milena Rossetti, Melanie Mendoza,Tatiana Malheiros Assumpção,  Renata Toledo
·                                 Iniciação Científica: Clélia Souza, Marília Chibim Orsi

Parceiros

                              Prof. Dra. Chong Ae Kim: Médica. Professora Livre Docente e especialista em genética clínica. Chefe do Departamento do Genética do  Insituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (ICr-HC-FMUSP).
·                                 Profa. Dra. Sônia Beatriz Meyer: Psicóloga. Professora Livre Docente do Instituto de Psicologia da USP. Coordenadora do Laboratório de Terapia Comportamental (LTC)

TEMAS DE PESQUISA

 

i) Retardo Mental: cromossomopatias, doenças metabólicas, doenças genéticas
ii)Transtonos invasivos: autismo e síndrome de Asperger
iii)Transtornos específicos: distúrbios de aprendizagem, transtorno de conduta, TDAH

O PDD mantém pesquisas permanentes sobre psicopatologias da infância e adolescência.
Atualmente estamos cadastrando participantes dos seguintes grupos:
1) Síndrome de Asperger (6 a 11 anos)
2)Suspeita de Autismo (0 a 4 anos)
3)HIV + (infecção vertical, pré-natal)
4)Síndrome de Noonan
5) Cuidadores de crianças com suspeitas de abuso



Para mais informações: 
http://disturbiosdodesenvolvimento.yolasite.com/
http://www.psiquiatriainfantil.com.br/



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