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domingo, 11 de setembro de 2011

Portador da síndrome de Asperger estuda biomedicina

DENISE MOTA colaboração para a Folha de S.Paulo


"Excêntrico", "tímido", "antissocial". Aos 26 anos, Leonardo Ferraz de Castro Araújo sabe que seu modo de ser provoca estranheza, e os epítetos que recebe não são novidade para o recifense, estudante de biomedicina na Universidade Federal de Pernambuco e diagnosticado há seis anos como portador da síndrome de Asperger.
"Sinto-me uma pessoa normal, com minhas idiossincrasias, não como alguém com um transtorno que deva ser debelado a todo custo", afirma.
A síndrome de Asperger foi descrita em 1944, mas somente há 15 anos é reconhecida oficialmente. Trata-se de um transtorno do desenvolvimento caracterizado por deficit na sociabilidade. Os áspergueres --ou "aspies", como eles se definem-- têm geralmente interesses restritos por certas áreas do conhecimento ou temas, dificuldade em se adequar a condutas sociais entendidas como normais e linguagem "sem atraso, porém repetitiva e formal", como enumera Letícia Amorim, psiquiatra e mestre em psicologia pela USP.
A síndrome de Asperger pode ser entendida como uma espécie de autismo, uma vez que esse problema é compreendido atualmente pela medicina como uma disfunção comportamental em que os sintomas variam de acordo com o comprometimento cognitivo, conforme explica a psiquiatra.
Manter uma vida social é um dos grandes desafios dos "aspies", e é nisso que Leonardo vem se empenhando e avançando, ainda que seus patamares sejam considerados "insuficientes para a maioria das pessoas", como constata. Além de almejar uma melhoria em termos pessoais, o estudante se esforça para combater "o famoso estereótipo do autista inepto" ou "em seu próprio mundo". "O autismo não denota uma vida fadada ao fracasso nem à exclusão", diz.
À tarde, ele frequenta aulas na universidade e sessões com uma psicóloga que o acompanha há um ano e meio. Mas sua rotina é variável. Se, há algum tempo, uma simples mudança de sala podia lhe provocar tremores e taquicardia, hoje é a manutenção dos mesmos afazeres, horários e itinerários o que o exaspera.
Mas, apesar de estar mais tolerante às pequenas novidades que pontuam o cotidiano, situações ou mesmo detalhes aos quais não está habituado ainda lhe causam mal-estar. "Recentemente, uma lâmpada foi trocada na minha casa e fiquei importunado por vários dias porque a cor da luz é diferente."
Além da consciência de suas limitações e características --"me comunico melhor por e-mail e sou verborrágico [ao escrever]", avisou logo ao ser convidado para falar sobre a síndrome para a Folha, por exemplo--, uma marca de Leonardo é a sinceridade.
"Meus principais problemas são a socialização muito pobre e a pouca comunicação verbal. Falo muito pouco e, quando falo além do normal, incorro naqueles problemas de não esperar a vez do outro, por exemplo", descreve. "Com a idade superei em muito meus problemas da síndrome, mas a socialização ainda me deixa frustrado. Os poucos amigos que souberam de minha condição foram os da faculdade, e sempre fui tratado como normal."
Respostas
O estudante tem uma irmã mais nova, "perfeitamente normal", e diz receber apoio diário dos pais, tios e avós, apesar de a síndrome gerar mais instabilidade "do que uma relação entre pais e filhos ditos normais".
Pelo fato de se caracterizar por sinais, e não por exames específicos ou marcadores biológicos, detectar o problema depende da observação da família e da perícia profissional. Uma vez diagnosticado, o ideal é que os pais "tentem compreender as peculiaridades" de seus filhos, "potencializar suas habilidades e driblar suas dificuldades", aconselha Amorim.
"A principal característica é o deficit na interação social por terem dificuldade de perceber que os outros são diferentes deles e que têm experiências diferentes. São capazes de falar por muito tempo sobre temas que lhes agradam sem se darem conta do desinteresse do interlocutor. A linguagem é formal e monótona e tendem a focar detalhes", descreve a especialista, criadora do C.A.S.A. (Clube de Amigos da Síndrome de Asperger), ligado ao Instituto de Psicologia da USP e que promove encontros sobre o tema.
Desde 2001, Leonardo integra a rede Asperger Brasil, no Yahoo, formada por pessoas acometidas pela síndrome, familiares e profissionais ligados ao transtorno. Em conversas diárias, "aspies" de todo o Brasil trocam experiências, descobertas e informações.
"Criei o Asperger Brasil porque percebi que o grupo "autismo" não atendia às necessidades de autoconhecimento dos áspergueres. A pessoa ásperguer não se encontra no mundo", afirma o geólogo paulistano Argemiro Garcia, secretário da Abraça (Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo).
"Somente quando entrei para o grupo e passei a pesquisar acerca da síndrome é que tive a certeza de tê-la. Lá, soube que meus problemas com sensibilidade do tato, sons, medos de ruídos, estereotipias (no meu caso, girar dedos, mãos e braços), peculiaridades na fala (eu repetia palavras) e até abordar pessoas estranhas para falar de assuntos de meu interesse eram característicos do autismo e da síndrome", diz Leonardo. "Encontrei respostas para meu jeito de ser tão estranho, que eu sabia ser algo além de depressão ou ansiedade, que era o que os médicos diziam."
Aos que enfrentam a síndrome, Leonardo aconselha: "Usem de seus meios para melhorar a socialização -psicólogos, grupos de ajuda, instituições que organizam eventos para fomentar a interação social e até mesmo a internet".
Na vida adulta, continua ele, a dica é "tentar seguir áreas nas quais sejam talentosos e respeitar seus limites, mas não duvidem de suas capacidades". E, aos pais, um pedido: "Jamais desistam de desenvolver as habilidades de seus filhos e sejam compreensivos quando começarem a ter responsabilidades".

domingo, 20 de fevereiro de 2011

FILME: Adam - 2009 - Síndrome de Asperger


Sinopse:
O jovem engenheiro eletrônico Adam acaba de perder o pai. Com dificuldades de se socializar, vive isolado em seu excessivamente organizado apartamento em Nova York. Sua rotina se transforma quando a atraente Beth se muda para o andar de cima. Inicialmente reticente com o comportamento estranho do vizinho, ela aos poucos passa a conhecê-lo melhor e a entender as razões por trás de suas dificuldades de comunicação. Percebendo o interesse de Adam e a profunda conexão que se formou entre eles, Beth resolve dar uma chance ao relacionamento. Competição do Festival de Sundance 2009.

Elenco:
Título no Brasil: Adam
Título Original: Adam
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia / Romance
Tempo de Duração: 99 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Fox Filmes
Direção: Max Mayer

Ficha Técnica:
Hugh Dancy ... Adam Raki
Rose Byrne ... Beth Buchwald
Peter Gallagher ... Marty Buchwald
Amy Irving ... Rebecca Buchwald
Frankie Faison ... Harlan
Mark Linn-Baker ... Sam Klieber
Haviland Morris ... Lyra
Adam LeFevre ... Mr. Wardlow
Mike Hodge ... Judge
Peter O'Hara ... Williams
John Rothman ... Beranbaum
Terry Walters ... Michael
Susan Porro ... Jen
Maddie Corman ... Robin
Jeff Hiller ... Rom

Dados Do Arquivo:
DVDRip Dual Audio:
Quantidade de Mídias: 1
Tamanho: 700 MB
Idioma(s) de Áudio(s): Portugues /Inglês
Legenda(s): No arquivo
Tipo de Compartilhamento: tor;
Qualidade do Vídeo: DVDRip
Resolução: 688 x 352
Formato de Tela: WideScreen(16x9)

Screen do Filme: [1] [2] [3] [4]

Download Adam Torrent

DVDR:
Quantidade de Mídias: 1
Tamanho: 4.3 GB
Idioma(s) de Áudio(s): Portugues /Inglês
Legenda(s): Embutida
Tipo de Compartilhamento: tor; http
Qualidade do Vídeo: DVD-R
Resolução: 720x480
Formato: ISO
Video Codec: MPEG-II
Sistem: NTSC
Audio Codec: AC3
Formato de Tela: WideScreen(16x9)

Screen do Filme: [1] [2] [3] [4]

Download Adam Torrent

Trailer:

sábado, 26 de junho de 2010

ALUNO COM SÍNDROME DE ASPERGER É DESAFIO PARA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Especialistas defendem opção por ensino regular.
Animação em cartaz nos cinemas traz personagem com Asperger.


Vanessa Fajardo
Do G1, em São Paulo
Especialistas defendem que as crianças que apresentam este tipo de síndrome podem - e devem - frequentar escolas regulares. “As pessoas aprendem de jeitos diferentes e a pluralidade faz com que a escola fique cada vez mais interessante. Ambientes homogêneos são desinteressantes”, diz Liliane Garcez, coordenadora do curso de pós-graduação inclusiva do Instituto Vera Cruz.

Para Liliane, o papel da escola é aproveitar o potencial do aluno e canalizá-lo para os demais conteúdos da série que cursa. "É preciso aprofundar o conhecimento sobre estas síndromes para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas envolvidas. Não cabe mais a segregação."
Em cartaz nos cinemas, a animação “Mary e Max – Uma Amizade Diferente” mostra os problemas dos “aspies”. Na ficção, Mary, de 8 anos, uma menina gordinha e solitária, que mora na Austrália, torna-se amiga de Max, um homem de 44 anos, que tem síndrome de Asperger e vive em Nova York. Ambos têm dificuldade de fazer amigos e passam a trocar correspondências onde compartilham alegrias e decepções.
Na animação, Max é um homem de 44 anos que tem síndrome de Asperger (Foto: Divulgação)

Famílias

Na vida real, a professora e atual presidente da AMA (Associação de Amigos dos Autistas), em São Paulo, Sonia Maria Costa Alabarce Nardi, de 48 anos, conhece as dificuldades da síndrome. Seu filho, Guilherme Alabarce Nardi, de 15 anos, tem Asperger e passou por três escolas antes de completar 7 anos. “As escolas não estavam preparadas para recebê-lo porque ele chorava muito e não aceitava regras.”

Sonia buscou apoio na AMA, que fornecia suporte pedagógico a Guilherme e o matriculou em uma escola pequena, onde os funcionários podiam lhe dar mais atenção. “Ele não tinha facilidade de conviver com outras crianças e tivemos de nos adaptar.” Hoje, no segundo ano do ensino médio, Guilherme tem notas exemplares. “Ele é muito inteligente, tem uma memória excelente, mas a convivência ainda é um pouco difícil. São poucos os amigos.”

A auxiliar financeira Maria Aparecida de Santana Oliveira, de 53 anos, também tem um filho com a síndrome. Jefferson Santana de Oliveira, hoje com 23 anos, sempre estudou em colégios comuns. “Ele conseguiu acompanhar, ficava um pouco isolado, mas, aos poucos, começou a interagir. Às vezes os colegas o excluíam, mas ele gostava de ir à escola. Tinha dificuldade em matemática, mas muita facilidade para línguas.”
Concluído o ensino médio, Jefferson tem uma nova batalha: encarar a frustração de não ter passado no vestibular da Universidade de São Paulo (USP) e retomar os estudos. A mãe diz que antes o jovem quer encontrar um emprego.
Diagnóstico

O primeiro obstáculo dessas famílias é acertar o diagnóstico. Muitas vezes percorrem verdadeiras maratonas em psicólogos, psiquiatras e neurologistas que chegam a confundir a síndrome com hiperatividade ou déficit de atenção. “São sintomas sutis e muitas vezes os pais não identificam porque acham que é o jeito da criança”, afirma Cinara Zanin Perillo, psiquiatra especialista em infância e adolescência.

Outra característica da síndrome é a fixação por interesses específicos, geralmente ligados ao campo das ciências, como biologia, corpo humano, astronomia ou dinossauros.

Os “aspies” têm dificuldade de centrar o olhar em um determinado ponto e entender metáforas. Todas as expressões, para eles, têm sentido literal.

A síndrome de Asperger é causada por alterações genéticas associadas a fatores hereditários. É mais comum em meninos e os indícios podem ser percebidos a partir dos 3 anos. Segundo Cinara, é comum que os portadores desenvolvam outros transtornos psiquiátricos. Não há cura.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

DOWNLOAD - MARY & MAX - Caso real serviu para tese.

Apelo para o bom senso: Se for copiar algum post deste blog, POR FAVOR, dê o devido crédito.
Valorize o trabalho de seu colega e caminhe junto!

 Abaixo: informações sobre a animação "MARY & MAX", que foi inspirada em caso real de amizade e no final do post (depois de horas esta noite procurando!) link para download. Ufa!!!!

Abraços!

Amanda **** amandabueno.autismo@gmail.com

CINEMA




Caso real serviu de base para tese
A Síndrome de Asperger é na verdade um tipo de autismo. Nas correspondências que trocam, Max conta para Mary seu diagnóstico. Diz à jovem amiga que é em razão de sofrer da doença que tem ataques de pânico quando lê os questionamentos dela sobre detalhes de sua vida, principalmente sobre o tema “namoro”.
Quando Mary cresce e vai para a universidade, resolve pesquisar sobre o problema do amigo distante. Especializa-se no assunto e, a partir de observações sobre ele, publica um livro técnico na Austrália. O caso de Max se torna então conhecido no meio médico e acadêmico da região de Melbourne. É quando chega aos ouvidos do animador Adam Elliot.
O cineasta de 38 anos, que ganhou o Oscar de curta em animação por Harvie Krumpet (2003), trabalhou cinco anos para fazer dessa história o seu primeiro longa-metragem. Mary & Max foi lançado em Sundance 2009 e foi consagrado vencedor na mostra Generation do Festival de Berlim.
Link para download do torrent e legenda:
http://www.4shared.com/file/QC_GOVl3/Mary_and_Max__Mary_and_Max__20.html


Se não possuir programa de torrent, sugiro este aqui:
http://www.baixaki.com.br/download/utorrent.htm


Em caso de dúvida leia este tutorial:
http://www.cine-anarquia.net/search?q=tutorial
Gostaria de algum filme? Faça sua sugestão que caminharemos atrás!

domingo, 18 de abril de 2010

ASPERGER - "MARY & MAX" - UMA AMIZADE DIFERENTE

Amigos!
Assistam! É espetacular! Viciante!
Um grande abraço,
Amanda *** amandabueno.autismo@gmail.com



SINOPSE


Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle, uma menina com sobrepeso e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz, um homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com Síndrome de Asperger no caos de Nova York. A amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Dos criadores do vencedor do Oscar de curta de animação ''Harvie Krumpet''.

FICHA DO FILME

Título original: Mary e Max

Diretor: Adam Elliot

Gênero: Animação

Duração: 80 minutos

Vozes: Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Eric Bana (em inglês)

Ano: 2009

Data da Estreia: 16/04/2010

Cor: Colorido

Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos

País: Austrália
 
http://www.maryandmax.com/
 
SÃO PAULO (Reuters) -
Na animação "Mary e Max - Uma Amizade Diferente", os protagonistas são duas pessoas um pouco diferentes, mas com algumas coisas em comum. E isso não tem nada a ver com o fato de serem de massinha, nessa bela animação que estreia em São Paulo, Rio, Brasília, Salvador e Porto Alegre, apenas em cópias legendadas.


Mary (voz de Bethany Whitmore) é uma menina australiana, de 8, que não tem o amor ou a atenção dos pais. Ela é muito solitária, por isso, seu único amigo é um galo. Já Max (Philip Seymour Hoffman) é adulto, mora do outro lado do planeta, em Nova York, e "gostaria de morar na Lua, para não ter contato com as pessoas".

Apesar da distância e das peculiaridades de cada um, Mary e Max tornam-se amigos por correspondência. A troca de cartas começa meio a contragosto por parte do americano, que não quer de forma alguma relacionar-se com outras pessoas. Mas a menina é insistente e surpreendente. Em uma de suas primeiras cartas, pergunta de onde vêm os bebês.

Aos poucos a amizade floresce, nos moldes de "Nunca te Vi, Sempre te Amei" (1987), apenas pela troca de cartas. O filme acompanha alguns anos das idas e vindas das correspondências e na vida dos dois personagens. Ambos são marginais, no sentido de nunca se encaixarem em um padrão e por isso viverem solitários e, até certo ponto, infelizes. A Austrália de Mary é sempre acinzentada, enquanto a Nova York de Max, em tons de marrom.

Mary vai à escola, onde é esnobada, mas ainda assim, enquanto cresce, encontra o seu lugar no mundo. Namora e casa com o garoto por quem é apaixonada, tem um filho e também se forma em medicina. Quando a personagem entra na adolescência, passa a ser dublada por Toni Collette. O futuro não é tão promissor para Max. Ele fica cada vez mais isolado e tem sérias variações de humor - o que, às vezes, é prejudicial à correspondência -, sintomas que ele detecta mais tarde serem parte de uma síndrome de Asperger.

Escrito e dirigido por Adam Eliott, "Mary e Max" começa como uma comédia bizarra e caminha, até sua conclusão, rumo a um drama melancólico.
Seus temas e a forma como são abordados deixam claro que não se trata de um filme para o público infantil. Mas também parece não encontrar totalmente seu tom para dirigir-se ao público adulto. Afinal, fica num meio termo que, embora bonitinho, às vezes parece uma piada esticada demais. Quando as situações começam a repetir-se, Eliott parece perder um pouco a mão e nunca reencontra o que havia de bom da primeira parte do filme - meio obcecado, agora, mais com o que há de excêntrico em relação a Mary e a Max do que com seus aspectos humanos.

Eliott, que ganhou um Oscar e um prêmio no Anima Mundi por seu curta "Harvie Krumpet", também assina o desenho de produção de "Mary e Max". Ele fez seu filme inteiro na técnica stop-motion, em que cada cena é fotografada quadro a quadro, como, por exemplo, os filmes dos personagens Wallace e Groomit. Em seu primeiro longa, embora bonito e bastante melancólico, o animador parece não saber ao certo a que público o filme se destina.
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

CRIMINOSO ALEGA SER ASPIE PARA TER PENA DIMINUÍDA!!!!

Perpétua para jovem que mata pais e irmãs


O Tribunal de Ulm, na Alemanha, condenou esta quarta-feira um jovem de 19 anos a prisão perpétua por ter assassinado os seus pais e irmãs para ficar com a herança da família.
Os juízes aplicaram a pena mais elevada a Andrea H. com base no direito penal ordinário que não permite a saída em liberdade por bom comportamento. O seu amigo e cúmplice, Frederik B., de 20 anos, foi ainda condenado a 10 anos com base no direito penal juvenil e numa declaração de cientistas forenses que atestaram que o jovem sofre da doença de Asperger, uma forma de autismo leve que limita o desenvolvimento cognitivo.

O crime remonta à noite de 10 de Abril do ano passado quando os dois jovens dispararam, com pistolas de baixo calibre roubadas de um clube de tiro, 18 vezes contra os pais de Andrea H., de 57 e 55 anos, e outras oito vezes contra as suas irmãs, de 24 e 22 anos.

Depois dos disparos, os jovens limparam as suas roupas e tomaram banho, tendo regressado no dia seguinte à vivenda para simular a descoberta do crime, mas acabaram por ser descobertos durante o interrogatório policial.

quarta-feira, 10 de março de 2010

OS MUNDOS SECRETOS DO AUTISMO E SÍNDROME DE ASPERGER


Luísa e Piedade têm filhos especiais, meninos com dificuldades cognitivas, de linguagem e interacção social. Partilham connosco as suas lutas diárias e ajudam-nos a compreender melhor estas duas perturbações do desenvolvimento. 

Por Cristina Tavares Correia/Activa | 10 Mar. 2010

































"Imagine o que é andar pelo mundo e todas as caras representarem uma ameaça para si, até a cara da sua própria mãe." Foi assim que Richard Davidson, investigador da Universidade de Wisconsin, EUA, resumiu, em poucas palavras um dos problemas principais do autismo: as deficiências na interacção social e comunicação.

Luísa André, 46 anos, sabe que o académico tinha razão: "Até o meu tom de voz pode ser uma ameaça", diz. Tem dois filhos autistas, Francisco, de 13 anos, e Alexandre, de 15. Alexandre não fala e tem uma deficiência mental profunda mas, ao contrário do irmão, não foge do contacto físico.

Todos os dias, Luísa tem uma batalha nova, seja para lhes dar mais autonomia nas acções do dia-a-dia - como ir à casa de banho sozinho ou comer - ou a lutar contra a incompreensão social. Quem não conhece crianças autistas, pode facilmente tomá-los por mal-educados. "Às vezes ficam umas clareiras de gente à nossa volta, quando o Francisco dá um grito num sítio onde está muita gente e muito barulho, porque tem hipersensibilidade aos sons. As pessoas assustam-se e fogem." Hoje, esta enfermeira divorciada vive sozinha com os filhos. Os seus pais são o seu braço direito nesta tarefa.


"Em dois meses, ele deixou de falar"


"Notei que havia algo errado com o Alexandre quando ele tinha pouco mais de dois anos, estava eu no final da gravidez do Francisco, mas pensei que não estivesse a lidar bem com a vinda do irmão", recorda Luísa. "Em dois meses deixou de falar (já dizia algumas palavras e pequena frases), de comer sozinho, de usar a casa de banho sem ajuda e passou a isolar-se. A última palavra que disse foi ‘água'. Só voltou a falar aos seis anos: segurou-me na cara, olhou para mim e disse ‘mãe'. Valeu por todas as palavras que me pudesse ter dito."

Apesar de tanto ela como o ex-marido serem profissionais de saúde, não suspeitaram do verdadeiro diagnóstico. Foi a insistência da família que os convenceu a procurar um especialista. "Na primeira consulta o diagnóstico foi brutal. Chegámos cá fora, chorámos e eu disse: ‘vamos comprar material educativo'", recorda. Com o Francisco, as coisas foram diferentes. "O desenvolvimento foi mais lento. Não me lembro dele sorrir em bebé, por exemplo. A confirmação do diagnóstico só aconteceu aos quatro anos mas, desde o início, o meu sexto sentido dizia-me que as probabilidades dele também ser autista eram grandes. Foi difícil ter de dizer ao mundo que tinha um segundo filho deficiente. Achei que a maior parte de mim olhava para mim como aquele ar de ‘coitada!' Não posso aceitar que a deficiência dos meus filhos seja um factor negativo na minha vida."

Muitos pais isolam-se, por causa da dor e da maior necessidade de protecção dos seus filhos face ao exterior. "Começamos a perceber que, o mundo à volta deles, de maneira nenhuma aceita esta diferença enorme que é o autismo. Deixei de ir a casa dos meus amigos porque não estava para me sujeitar a ouvir uma ‘boca' ou que as outras crianças gozassem com eles. Acabei por me isolar um bocado. É uma situação que ainda hoje me acompanha um pouco."


"Comunicamos com os olhos e o coração"


Os prognósticos dos médicos, especialmente em relação ao Alexandre, não quebraram o espírito de luta desta mãe. Ao contrário do que disseram os especialistas, o Alexandre largou as fraldas e aprendeu outras competências, como manusear um rato de computador. "Ninguém está preparado para ter um filho autista. Leva algum tempo a fazer o luto pelo filho que esperávamos vir a ter e adaptarmo-nos à nova realidade", observa Luísa. "Hoje, vivo melhor com a ideia de que ele não irá falar. Mas o sorriso dele, a forma como me beija ou abraça são, para mim, equivalentes a enormes conversas. Um filho autista obriga-nos a comunicar com os olhos e o coração. Os meus filhos são uma lição de vida para mim: dão a possibilidade de me confrontar, todos os dias, com gente diferente e de me tornar uma pessoa melhor."

Luísa, que também é membro da Direcção da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA), sabe que, quando os filhos forem adultos, continuarão a ser dependentes e essa é sua maior dor e preocupação. "Por muito que as instituições façam, pelo bem-estar destas crianças, como podem elas ter em consideração todas as necessidades especiais que os meus filhos têm, e que são diferentes de um para o outro?"


Afinal, o que é o autismo?


O autismo é definido como uma perturbação do desenvolvimento infantil, que se prolonga por toda a vida. Embora a maioria sofra de algum grau de atraso cognitivo, existem indivíduos com quocientes de inteligência elevados - situação que se repete no Síndroma de Asperger, perturbação da família do autismo, em que a parte intelectual não está comprometida.

Os autistas batem-se com problemas de comunicação e linguagem (estima-se que 50% não cheguem a falar), interacção social, pensamento e comportamento. A criança autista tem uma tendência marcada para se isolar ou interagir de forma desadequada. Prefere o silêncio e quando comunica, não o faz de uma maneira empática ou afectiva: não fala ‘com' alguém, mas ‘para' alguém, sobre as suas necessidades imediatas, por exemplo. Gosta de rotinas e repetições, resiste à mudança - um corte de cabelo novo ou uma mudança de itinerário no caminho para casa podem ser problemáticos. Não consegue usar os jogos de faz-de-conta, a imaginação. Muitos têm hipersensibilidade aos estímulos sensoriais, como sons fortes, texturas, gostos - o que pode acarretar grandes dificuldades de alimentação. Muitos autistas têm uma excelente capacidade para memorizar mecanicamente.

Uma em cada mil crianças nasce com autismo, segundo um estudo canadiano de 2003 levado a cabo no Canadá. Em Portugal, os números são idênticos (dados de 2006). Existem quatro e cinco rapazes afectados por cada rapariga.

Na Síndrome de Asperger o número sobe para oito rapazes para cada menina. As causas para ambas as perturbações não estão totalmente esclarecidas, mas sabe-se que existe uma forte predisposição genética. Pensa-se que alguns factores pré-natais - doenças como a rubéola materna ou o hipertiroidismo - e pós-parto - prematuridade do bebé, baixo peso ao nascer, traumatismo no parto, infecções neo-natais graves possam também ter alguma influência. Segundo a APPDA, o número de casos aumentou nos últimos 20 anos, o que significa que a razão pode não se ficar pelos genes.


"Asperger: Não está na cara, mas existe"


Quando o Nuno era bebé, a sua rigidez muscular despertava alguma preocupação à mãe, Piedade. "Mudar as fraldas era um castigo. Mas era muito calmo, quase não chorava, um ‘come e dorme'. Era justamente isso que me preocupava. Quando estava a aprender a falar, e não conseguia verbalizar correctamente, mordia-se e flagelava-se."

Aos dois anos e meio, diagnosticaram-lhe um pequeno défice cognitivo, mas só sete anos depois surgiu o diagnóstico que lhe apontava características de Síndroma de Asperger (SA). "O Nuno não é um Asperger puro; também tem características de um autista de alta funcionalidade." Piedade bateu-se imediatamente por uma terapeuta da fala, que acompanhou o filho dos 3 aos 9 anos, e nunca se rendeu a diagnósticos redutores. "Foi um choque mas, talvez pelo facto de ter católica, nasceu-me uma força que me convenceu de que não ia ser isto que me iria derrotar. No princípio, o que mais me custou foi não saber como fazer respeitar o meu filho e adquirir esta força, que vamos dando um ao outro, para ultrapassarmos as dificuldades dele. Partia para as batalhas preparada com todos os argumentos e não valia a pena dizerem-me que não", diz esta mãe, que é casada e tem mais uma filha de 19 anos.

Hoje o Nuno acompanha as aulas do 7.º ano e Piedade é a mentora da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA). Com 250 associados em todo o país, faz este mês cinco anos. "A APSA nasceu com o intuito de explicar e desdramatizar a SA, que é a forma mais ténue no longo espectro do autismo. O Asperger não está na cara, mas existe. Estes são os meninos que, à partida, consideramos mal-educados, cabeças no ar, os que estão sozinhos no recreio, que não gostam de actividades físicas, os meninos à margem."

A SA diferencia-se do autismo porque não existe atraso no desenvolvimento cognitivo e linguagem. Mas os aspies, como são carinhosamente conhecidos, partilham algumas das dificuldades de comunicação e interacção social dos autistas: uma marcada tendência para o isolamento, o gosto por repetições e rituais rígidos; boa capacidade de memorização mecânica, dificuldade em estabelecer uma comunicação baseada na empatia, em entender linguagem não verbal ou metáforas, apesar do uso da linguagem ser correcto. Os aspies demonstram, também, movimentos desastrados e fixação em cheiros e texturas de objectos. "Costuma dizer-se que aprendem a falar antes de andar, enquanto os autistas aprendem a andar antes de falar", disse Glenis Benson, especialista norte-americana em desordens do espectro do autismo, num seminário promovido a 19 de Setembro, em Lisboa, pela APSA. Por tudo isto, o diagnóstico é mais tardio; geralmente, dá-se quando as crianças já estão na escola primária.


Escolas especiais ou regulares?


As crianças autistas não têm necessariamente de frequentar escolas de ensino especial. Os filhos de Luísa André estão integrados no ensino regular - Alexandre há oito anos, com uma passagem de um ano por um estabelecimento de ensino especial. Luísa pondera os prós e os contras: "Na escola especial eles estariam mais protegidos mas é-lhes roubada a vantagem de conviverem com crianças sem deficiência. E os meus filhos também representam uma experiência fantástica para a escola, em termos de aprendizagem de cidadania para as outras crianças. Por outro lado, a escola pública não tem muitos recursos necessários para ensinar aos autistas competências básicas, como a autonomia nas acções do dia-a-dia."

O ensino público tem escolas de referência para autistas e Aspergers. Na escola de Francisco e Alexandre há mais sete crianças autistas e outras sete com Síndroma de Asperger. Ambos estão integrados em turmas regulares, mas estudam numa sala separada e partilham uma aula por semana com os seus colegas não deficientes - a de educação física. Não acompanham o programa escolar dos seus colegas mas transitam de ano com eles - não se espera que tenham o mesmo rendimento escolar mas que interajam.

Do outro lado do espectro autista, a APSA promove acções de sensibilização nas escolas - o ‘Projecto Gaivota' - para ajudar colegas e professores a lidar e comunicar com os alunos aspies. "Há pais que não querem nem que sonhe com o facto dos filhos terem esta síndrome", diz Piedade Monteiro..

É raro que estas crianças venham a encontrar uma profissão, devido aos seus problemas de comunicação e sociabilização, "mas se trabalharem naquilo que gostam são os melhores funcionários", observa Piedade. "Há um trabalho enorme a ser feito com toda a sociedade. É preciso bater às portas de empresas e da consciência social." Um dos projectos da APSA é a criação de ateliês que possam servir de pólo de formação profissional e geradores de empregos para os jovens com Asperger. As parcerias com as empresas seriam parte do processo. "Em vez de massacrarmos os nossos filhos com as notas, a física e a matemática, devemos acautelar o seu bem-estar pessoal e social."

Autismo: Primeiros sinais


Apesar de ser difícil diagnosticá-lo antes dos dois ou três anos, há características comuns a muitos bebés autistas, descritas no site da Associação Portuguesa de Perturbações do Desenvolvimento e Autismo. No entanto, cada criança é um caso.
- Pode demonstrar indiferença pelas pessoas, ambiente ou medo de objectos.
- Problemas de alimentação e de sono.
- Pode chorar muito sem razão aparente ou, pelo contrário, nunca chorar.
- Repetição de movimentos, quando começa a gatinhar: bater palmas, rodar objectos, mover a cabeça de um lado para o outro.
- Ao brincar, não consegue usar o jogo de faz de conta. Não interage com os outros e pode não saber responder aos desafios ou brincadeiras.
- Não utiliza os brinquedos na sua função própria. Um carro pode ser um instrumento de arremesso.
Contactos Úteis:
Associação Portuguesa de Síndroma de Asperger:
tel.: 214 605 237 / 961 041 214; http://www.apsa.pt/..
Federação Portuguesa de Autismo:
www.appda-lisboa.org.pt/federacao , tel.: 21 361 62 50

sábado, 6 de março de 2010

AUTISTAS FAMOSOS - JERRY NEWPORT

JERRY NEWPORT




Nasceu em 5 de Agosto de 1948 e foi diagnosticado com síndrome de Asperger em 1995.


Jerry Newport é conhecido pela sua capacidade de executar cálculos extremamente dificeis apenas pela sua cabeça. É licenciado em Matemática pela Universidade de Michigan, onde foi também um membro da Delta Chi Fraternidade.


Trabalha como free-lance accounting, participa em palestras sobre Autismo/Asperger pelos Estados Unidos e também escreve para revista Autism Asperger´s Digest Magazine.


É casado com Mary Newport que também tem Síndrome de Asperger. Escreveram juntos o livro "Autism-Asperger´s and sexuality puberty and beyond". A vida dele é retratada no filme "Mozart and the Whale".
 
Torrent com legendas em português:
 
Entrevista com JERRY NEWPORT com tradução livre da Associação Mão Amiga:
http://maoamigaong.trix.net/aprenda_com_os_verdadeiros_espec.htm 
 
Texto:
Laboratório de Saúde Mental e Psicologia Clínica Social Departamento de Psicologia Clínica - IPUSP

sexta-feira, 5 de março de 2010

Série Big Bang Theory - Dr. Sheldon Cooper é Aspie??

Dr. Sheldon Cooper é Aspie??

 

Big Bang Theory é de longe meu seriado favorito. De tanto gostar dele  não posso deixar passar desapercebido o fato de que meu personagem favorito seja, ou que se possa ao menos desconfiar ser um Aspie digamos "caricato". Para todos os efeitos o Sheldon faz parte SIM do Transtorno do Espectro do Autismo!
Ah! Existe até uma menção sobre a construção de uma Máquina de Abraçar em um dos episódios.
Soa familiar?
BAZINGA!!


Abaixo alguns exemplos. Eles são geniais!

Entrevista com o ator Jim Parsons:

Eu sou o Batman:

Sheldon batendo à porta:

Separando bolinhas de piscina - Moléculas de Carbono


Xadrez Tridimensional:

Piadas! Cenas engraçadas!

Escolhendo lugar no cinema:


Estes são apenas alguns exemplos...

Ficou curioso?
Baixe as temporadas com legendas em português:

Retomaremos este assunto novamente.

Um grande abraço!!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

TESTE PARA ASPERGER

TESTE PARA ASPIE

http://omundomaravilhosodosautistas.blogspot.com

Olhando o blog no link acima (que aliás é muito bom! leiam a sessão "Pérolas do Breno" - muito lindo!), acessei e fiz este teste online para traços de Asperger.
Ele é apenas um teste online. É impossível fazer um diagnóstico assim, ok?
Por outro lado, sinaliza apectos interessantes.
Aqui está o link:
http://www.rdos.net/br/
Vale a pena fazer, por curiosidade mesmo!

Um grande abraço!!!

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