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domingo, 11 de setembro de 2011

Portador da síndrome de Asperger estuda biomedicina

DENISE MOTA colaboração para a Folha de S.Paulo


"Excêntrico", "tímido", "antissocial". Aos 26 anos, Leonardo Ferraz de Castro Araújo sabe que seu modo de ser provoca estranheza, e os epítetos que recebe não são novidade para o recifense, estudante de biomedicina na Universidade Federal de Pernambuco e diagnosticado há seis anos como portador da síndrome de Asperger.
"Sinto-me uma pessoa normal, com minhas idiossincrasias, não como alguém com um transtorno que deva ser debelado a todo custo", afirma.
A síndrome de Asperger foi descrita em 1944, mas somente há 15 anos é reconhecida oficialmente. Trata-se de um transtorno do desenvolvimento caracterizado por deficit na sociabilidade. Os áspergueres --ou "aspies", como eles se definem-- têm geralmente interesses restritos por certas áreas do conhecimento ou temas, dificuldade em se adequar a condutas sociais entendidas como normais e linguagem "sem atraso, porém repetitiva e formal", como enumera Letícia Amorim, psiquiatra e mestre em psicologia pela USP.
A síndrome de Asperger pode ser entendida como uma espécie de autismo, uma vez que esse problema é compreendido atualmente pela medicina como uma disfunção comportamental em que os sintomas variam de acordo com o comprometimento cognitivo, conforme explica a psiquiatra.
Manter uma vida social é um dos grandes desafios dos "aspies", e é nisso que Leonardo vem se empenhando e avançando, ainda que seus patamares sejam considerados "insuficientes para a maioria das pessoas", como constata. Além de almejar uma melhoria em termos pessoais, o estudante se esforça para combater "o famoso estereótipo do autista inepto" ou "em seu próprio mundo". "O autismo não denota uma vida fadada ao fracasso nem à exclusão", diz.
À tarde, ele frequenta aulas na universidade e sessões com uma psicóloga que o acompanha há um ano e meio. Mas sua rotina é variável. Se, há algum tempo, uma simples mudança de sala podia lhe provocar tremores e taquicardia, hoje é a manutenção dos mesmos afazeres, horários e itinerários o que o exaspera.
Mas, apesar de estar mais tolerante às pequenas novidades que pontuam o cotidiano, situações ou mesmo detalhes aos quais não está habituado ainda lhe causam mal-estar. "Recentemente, uma lâmpada foi trocada na minha casa e fiquei importunado por vários dias porque a cor da luz é diferente."
Além da consciência de suas limitações e características --"me comunico melhor por e-mail e sou verborrágico [ao escrever]", avisou logo ao ser convidado para falar sobre a síndrome para a Folha, por exemplo--, uma marca de Leonardo é a sinceridade.
"Meus principais problemas são a socialização muito pobre e a pouca comunicação verbal. Falo muito pouco e, quando falo além do normal, incorro naqueles problemas de não esperar a vez do outro, por exemplo", descreve. "Com a idade superei em muito meus problemas da síndrome, mas a socialização ainda me deixa frustrado. Os poucos amigos que souberam de minha condição foram os da faculdade, e sempre fui tratado como normal."
Respostas
O estudante tem uma irmã mais nova, "perfeitamente normal", e diz receber apoio diário dos pais, tios e avós, apesar de a síndrome gerar mais instabilidade "do que uma relação entre pais e filhos ditos normais".
Pelo fato de se caracterizar por sinais, e não por exames específicos ou marcadores biológicos, detectar o problema depende da observação da família e da perícia profissional. Uma vez diagnosticado, o ideal é que os pais "tentem compreender as peculiaridades" de seus filhos, "potencializar suas habilidades e driblar suas dificuldades", aconselha Amorim.
"A principal característica é o deficit na interação social por terem dificuldade de perceber que os outros são diferentes deles e que têm experiências diferentes. São capazes de falar por muito tempo sobre temas que lhes agradam sem se darem conta do desinteresse do interlocutor. A linguagem é formal e monótona e tendem a focar detalhes", descreve a especialista, criadora do C.A.S.A. (Clube de Amigos da Síndrome de Asperger), ligado ao Instituto de Psicologia da USP e que promove encontros sobre o tema.
Desde 2001, Leonardo integra a rede Asperger Brasil, no Yahoo, formada por pessoas acometidas pela síndrome, familiares e profissionais ligados ao transtorno. Em conversas diárias, "aspies" de todo o Brasil trocam experiências, descobertas e informações.
"Criei o Asperger Brasil porque percebi que o grupo "autismo" não atendia às necessidades de autoconhecimento dos áspergueres. A pessoa ásperguer não se encontra no mundo", afirma o geólogo paulistano Argemiro Garcia, secretário da Abraça (Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo).
"Somente quando entrei para o grupo e passei a pesquisar acerca da síndrome é que tive a certeza de tê-la. Lá, soube que meus problemas com sensibilidade do tato, sons, medos de ruídos, estereotipias (no meu caso, girar dedos, mãos e braços), peculiaridades na fala (eu repetia palavras) e até abordar pessoas estranhas para falar de assuntos de meu interesse eram característicos do autismo e da síndrome", diz Leonardo. "Encontrei respostas para meu jeito de ser tão estranho, que eu sabia ser algo além de depressão ou ansiedade, que era o que os médicos diziam."
Aos que enfrentam a síndrome, Leonardo aconselha: "Usem de seus meios para melhorar a socialização -psicólogos, grupos de ajuda, instituições que organizam eventos para fomentar a interação social e até mesmo a internet".
Na vida adulta, continua ele, a dica é "tentar seguir áreas nas quais sejam talentosos e respeitar seus limites, mas não duvidem de suas capacidades". E, aos pais, um pedido: "Jamais desistam de desenvolver as habilidades de seus filhos e sejam compreensivos quando começarem a ter responsabilidades".

domingo, 20 de fevereiro de 2011

FILME: Adam - 2009 - Síndrome de Asperger


Sinopse:
O jovem engenheiro eletrônico Adam acaba de perder o pai. Com dificuldades de se socializar, vive isolado em seu excessivamente organizado apartamento em Nova York. Sua rotina se transforma quando a atraente Beth se muda para o andar de cima. Inicialmente reticente com o comportamento estranho do vizinho, ela aos poucos passa a conhecê-lo melhor e a entender as razões por trás de suas dificuldades de comunicação. Percebendo o interesse de Adam e a profunda conexão que se formou entre eles, Beth resolve dar uma chance ao relacionamento. Competição do Festival de Sundance 2009.

Elenco:
Título no Brasil: Adam
Título Original: Adam
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia / Romance
Tempo de Duração: 99 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Fox Filmes
Direção: Max Mayer

Ficha Técnica:
Hugh Dancy ... Adam Raki
Rose Byrne ... Beth Buchwald
Peter Gallagher ... Marty Buchwald
Amy Irving ... Rebecca Buchwald
Frankie Faison ... Harlan
Mark Linn-Baker ... Sam Klieber
Haviland Morris ... Lyra
Adam LeFevre ... Mr. Wardlow
Mike Hodge ... Judge
Peter O'Hara ... Williams
John Rothman ... Beranbaum
Terry Walters ... Michael
Susan Porro ... Jen
Maddie Corman ... Robin
Jeff Hiller ... Rom

Dados Do Arquivo:
DVDRip Dual Audio:
Quantidade de Mídias: 1
Tamanho: 700 MB
Idioma(s) de Áudio(s): Portugues /Inglês
Legenda(s): No arquivo
Tipo de Compartilhamento: tor;
Qualidade do Vídeo: DVDRip
Resolução: 688 x 352
Formato de Tela: WideScreen(16x9)

Screen do Filme: [1] [2] [3] [4]

Download Adam Torrent

DVDR:
Quantidade de Mídias: 1
Tamanho: 4.3 GB
Idioma(s) de Áudio(s): Portugues /Inglês
Legenda(s): Embutida
Tipo de Compartilhamento: tor; http
Qualidade do Vídeo: DVD-R
Resolução: 720x480
Formato: ISO
Video Codec: MPEG-II
Sistem: NTSC
Audio Codec: AC3
Formato de Tela: WideScreen(16x9)

Screen do Filme: [1] [2] [3] [4]

Download Adam Torrent

Trailer:

sábado, 26 de junho de 2010

ALUNO COM SÍNDROME DE ASPERGER É DESAFIO PARA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Especialistas defendem opção por ensino regular.
Animação em cartaz nos cinemas traz personagem com Asperger.


Vanessa Fajardo
Do G1, em São Paulo
Especialistas defendem que as crianças que apresentam este tipo de síndrome podem - e devem - frequentar escolas regulares. “As pessoas aprendem de jeitos diferentes e a pluralidade faz com que a escola fique cada vez mais interessante. Ambientes homogêneos são desinteressantes”, diz Liliane Garcez, coordenadora do curso de pós-graduação inclusiva do Instituto Vera Cruz.

Para Liliane, o papel da escola é aproveitar o potencial do aluno e canalizá-lo para os demais conteúdos da série que cursa. "É preciso aprofundar o conhecimento sobre estas síndromes para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas envolvidas. Não cabe mais a segregação."
Em cartaz nos cinemas, a animação “Mary e Max – Uma Amizade Diferente” mostra os problemas dos “aspies”. Na ficção, Mary, de 8 anos, uma menina gordinha e solitária, que mora na Austrália, torna-se amiga de Max, um homem de 44 anos, que tem síndrome de Asperger e vive em Nova York. Ambos têm dificuldade de fazer amigos e passam a trocar correspondências onde compartilham alegrias e decepções.
Na animação, Max é um homem de 44 anos que tem síndrome de Asperger (Foto: Divulgação)

Famílias

Na vida real, a professora e atual presidente da AMA (Associação de Amigos dos Autistas), em São Paulo, Sonia Maria Costa Alabarce Nardi, de 48 anos, conhece as dificuldades da síndrome. Seu filho, Guilherme Alabarce Nardi, de 15 anos, tem Asperger e passou por três escolas antes de completar 7 anos. “As escolas não estavam preparadas para recebê-lo porque ele chorava muito e não aceitava regras.”

Sonia buscou apoio na AMA, que fornecia suporte pedagógico a Guilherme e o matriculou em uma escola pequena, onde os funcionários podiam lhe dar mais atenção. “Ele não tinha facilidade de conviver com outras crianças e tivemos de nos adaptar.” Hoje, no segundo ano do ensino médio, Guilherme tem notas exemplares. “Ele é muito inteligente, tem uma memória excelente, mas a convivência ainda é um pouco difícil. São poucos os amigos.”

A auxiliar financeira Maria Aparecida de Santana Oliveira, de 53 anos, também tem um filho com a síndrome. Jefferson Santana de Oliveira, hoje com 23 anos, sempre estudou em colégios comuns. “Ele conseguiu acompanhar, ficava um pouco isolado, mas, aos poucos, começou a interagir. Às vezes os colegas o excluíam, mas ele gostava de ir à escola. Tinha dificuldade em matemática, mas muita facilidade para línguas.”
Concluído o ensino médio, Jefferson tem uma nova batalha: encarar a frustração de não ter passado no vestibular da Universidade de São Paulo (USP) e retomar os estudos. A mãe diz que antes o jovem quer encontrar um emprego.
Diagnóstico

O primeiro obstáculo dessas famílias é acertar o diagnóstico. Muitas vezes percorrem verdadeiras maratonas em psicólogos, psiquiatras e neurologistas que chegam a confundir a síndrome com hiperatividade ou déficit de atenção. “São sintomas sutis e muitas vezes os pais não identificam porque acham que é o jeito da criança”, afirma Cinara Zanin Perillo, psiquiatra especialista em infância e adolescência.

Outra característica da síndrome é a fixação por interesses específicos, geralmente ligados ao campo das ciências, como biologia, corpo humano, astronomia ou dinossauros.

Os “aspies” têm dificuldade de centrar o olhar em um determinado ponto e entender metáforas. Todas as expressões, para eles, têm sentido literal.

A síndrome de Asperger é causada por alterações genéticas associadas a fatores hereditários. É mais comum em meninos e os indícios podem ser percebidos a partir dos 3 anos. Segundo Cinara, é comum que os portadores desenvolvam outros transtornos psiquiátricos. Não há cura.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

DOWNLOAD - MARY & MAX - Caso real serviu para tese.

Apelo para o bom senso: Se for copiar algum post deste blog, POR FAVOR, dê o devido crédito.
Valorize o trabalho de seu colega e caminhe junto!

 Abaixo: informações sobre a animação "MARY & MAX", que foi inspirada em caso real de amizade e no final do post (depois de horas esta noite procurando!) link para download. Ufa!!!!

Abraços!

Amanda **** amandabueno.autismo@gmail.com

CINEMA




Caso real serviu de base para tese
A Síndrome de Asperger é na verdade um tipo de autismo. Nas correspondências que trocam, Max conta para Mary seu diagnóstico. Diz à jovem amiga que é em razão de sofrer da doença que tem ataques de pânico quando lê os questionamentos dela sobre detalhes de sua vida, principalmente sobre o tema “namoro”.
Quando Mary cresce e vai para a universidade, resolve pesquisar sobre o problema do amigo distante. Especializa-se no assunto e, a partir de observações sobre ele, publica um livro técnico na Austrália. O caso de Max se torna então conhecido no meio médico e acadêmico da região de Melbourne. É quando chega aos ouvidos do animador Adam Elliot.
O cineasta de 38 anos, que ganhou o Oscar de curta em animação por Harvie Krumpet (2003), trabalhou cinco anos para fazer dessa história o seu primeiro longa-metragem. Mary & Max foi lançado em Sundance 2009 e foi consagrado vencedor na mostra Generation do Festival de Berlim.
Link para download do torrent e legenda:
http://www.4shared.com/file/QC_GOVl3/Mary_and_Max__Mary_and_Max__20.html


Se não possuir programa de torrent, sugiro este aqui:
http://www.baixaki.com.br/download/utorrent.htm


Em caso de dúvida leia este tutorial:
http://www.cine-anarquia.net/search?q=tutorial
Gostaria de algum filme? Faça sua sugestão que caminharemos atrás!

domingo, 18 de abril de 2010

ASPERGER - "MARY & MAX" - UMA AMIZADE DIFERENTE

Amigos!
Assistam! É espetacular! Viciante!
Um grande abraço,
Amanda *** amandabueno.autismo@gmail.com



SINOPSE


Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle, uma menina com sobrepeso e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz, um homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com Síndrome de Asperger no caos de Nova York. A amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Dos criadores do vencedor do Oscar de curta de animação ''Harvie Krumpet''.

FICHA DO FILME

Título original: Mary e Max

Diretor: Adam Elliot

Gênero: Animação

Duração: 80 minutos

Vozes: Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Eric Bana (em inglês)

Ano: 2009

Data da Estreia: 16/04/2010

Cor: Colorido

Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos

País: Austrália
 
http://www.maryandmax.com/
 
SÃO PAULO (Reuters) -
Na animação "Mary e Max - Uma Amizade Diferente", os protagonistas são duas pessoas um pouco diferentes, mas com algumas coisas em comum. E isso não tem nada a ver com o fato de serem de massinha, nessa bela animação que estreia em São Paulo, Rio, Brasília, Salvador e Porto Alegre, apenas em cópias legendadas.


Mary (voz de Bethany Whitmore) é uma menina australiana, de 8, que não tem o amor ou a atenção dos pais. Ela é muito solitária, por isso, seu único amigo é um galo. Já Max (Philip Seymour Hoffman) é adulto, mora do outro lado do planeta, em Nova York, e "gostaria de morar na Lua, para não ter contato com as pessoas".

Apesar da distância e das peculiaridades de cada um, Mary e Max tornam-se amigos por correspondência. A troca de cartas começa meio a contragosto por parte do americano, que não quer de forma alguma relacionar-se com outras pessoas. Mas a menina é insistente e surpreendente. Em uma de suas primeiras cartas, pergunta de onde vêm os bebês.

Aos poucos a amizade floresce, nos moldes de "Nunca te Vi, Sempre te Amei" (1987), apenas pela troca de cartas. O filme acompanha alguns anos das idas e vindas das correspondências e na vida dos dois personagens. Ambos são marginais, no sentido de nunca se encaixarem em um padrão e por isso viverem solitários e, até certo ponto, infelizes. A Austrália de Mary é sempre acinzentada, enquanto a Nova York de Max, em tons de marrom.

Mary vai à escola, onde é esnobada, mas ainda assim, enquanto cresce, encontra o seu lugar no mundo. Namora e casa com o garoto por quem é apaixonada, tem um filho e também se forma em medicina. Quando a personagem entra na adolescência, passa a ser dublada por Toni Collette. O futuro não é tão promissor para Max. Ele fica cada vez mais isolado e tem sérias variações de humor - o que, às vezes, é prejudicial à correspondência -, sintomas que ele detecta mais tarde serem parte de uma síndrome de Asperger.

Escrito e dirigido por Adam Eliott, "Mary e Max" começa como uma comédia bizarra e caminha, até sua conclusão, rumo a um drama melancólico.
Seus temas e a forma como são abordados deixam claro que não se trata de um filme para o público infantil. Mas também parece não encontrar totalmente seu tom para dirigir-se ao público adulto. Afinal, fica num meio termo que, embora bonitinho, às vezes parece uma piada esticada demais. Quando as situações começam a repetir-se, Eliott parece perder um pouco a mão e nunca reencontra o que havia de bom da primeira parte do filme - meio obcecado, agora, mais com o que há de excêntrico em relação a Mary e a Max do que com seus aspectos humanos.

Eliott, que ganhou um Oscar e um prêmio no Anima Mundi por seu curta "Harvie Krumpet", também assina o desenho de produção de "Mary e Max". Ele fez seu filme inteiro na técnica stop-motion, em que cada cena é fotografada quadro a quadro, como, por exemplo, os filmes dos personagens Wallace e Groomit. Em seu primeiro longa, embora bonito e bastante melancólico, o animador parece não saber ao certo a que público o filme se destina.
(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

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