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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Diário de uma autista: Gabriela (enviada de Deus)

Olha que email gostoso que eu recebi hoje!

É da Mariel, mãe da Gabriela. Conheci a Mariel no 1º Encontro Brasileiro de Pesquisa em Autismo em Porto Alegre/RS, em abril deste ano. Essa mamãe me enviou email para compartilhar sua alegria por ter publicado em uma revista a história da Gabriela, sua filha autista.
Me enviou o texto na integra e fotos da gatinha. Que linda!!!

Mensagem especial para a Mariel:
Claro que eu me lembro de você! Nos conhecemos no intervalo da palestra do Dr. Carlos Gadia enquanto eu divulgava o blog. Me me falou com tanto amor da sua filha. Como eu poderia esquecer! Anotei seu email e desde de então envio mensagens. Muito bom saber que o CAMINHOS DO AUTISMO tem sido informativo e acolhedor pra sua família. Continuamos juntas CAMINHANDO!

Como você mesma escreveu: "Vamos divulgar cada vez mais o assunto e mostrar que com amor tudo é possível."


"Sorriso que ilumina nossos dias..."
 Abaixo texto na íntegra e foto da Gabriela.
Esperamos pela publicação! Conte comigo sempre.
Um abraço a todos!
Amanda Bueno

TEXTO ENTREVISTA VICK
Diário de uma autista: Gabriela ( enviada de Deus)

Muitas vezes me pedem para contar: Como é ser uma mãe de autista? como descobrimos? Como diagnosticamos? Como é nossa vida? Como é seu tratamento? Como criamos uma criança especial?

Para contar um pouco dessa experiência única e abençoada vamos dividir com vocês leitores nossa história através de trechos de um diário dedicado a nossa amada Filha, que escrevo desde que ela foi gerada.

1 ano e 5 meses- Querida filha, foi nessa idade que tivemos certeza de que algo não estava certo, pois vínhamos percebendo muitos comportamentos diferentes em você. Tais como: Não responde ao chamado do seu nome, faz pouco contato com o olhar, ainda não fala nada, não utiliza gestos para compensar a falta da fala, não aponta objetos, prefere ao invés de brincar com seus lindos brinquedos brincar com pedrinhas, folhas, prendedores, medindo e comparando os tamanhos de cada um, separa os legos por cores e tamanhos, não imita nada nem ninguém, Não gosta que outros adultos ou crianças toquem em você, não entende o que te pedimos ou te explicamos, chora muito e irrita-se quando tentamos te ensinar as coisas, apresenta estereotipia de bater os braços e mãos como uma borboletinha. Monta sozinha quebra cabeças além da sua idade.

Estamos angustiados pois até agora nenhum médico nos deu um parecer sobre o que tens. Mas não se preocupe por que acima de qualquer coisa você tem nosso amor e estamos fazendo de tudo para buscar ajuda e estaremos sempre do teu lado.

07 de março de 2008- 1 ano e 9 meses- Gabriela hoje levamos você em Santa Maria em uma Psicopedagoga e depois de tantas consultas, tantos exames, tivemos um diagnóstico que ao que tudo indica você apresenta Comportamentos do Espectro Autista, mas ainda precisa ser confirmado por uma Neuropediatra de POA que é especialista em Transtornos de desenvolvimento.

Em primeiro lugar, gostaríamos que você soubesse que esse “diagnóstico não muda em nada o amor incondicional que temos por você e sim vai nos dar uma caminho a seguir e te confesso que hoje estou com medo, assustada, angustiada, com o coração em pedaços, apertado e triste. Mas tudo isso se reduz quando olho nos teus olhos e vejo que sabes que te amamos muito e que és uma menina feliz e que deseja estar aqui do nosso lado e que seu mundo é aqui conosco. Minha menina mamãe jamais vai deixar que você se isole e se perca em nosso mundo, onde quer que esteja ou vá sempre vai querer voltar, pois saberá que teu lugar é aqui com as pessoas que te amam.

Filha, sei que esse é apenas o início de uma grande caminhada, mas agora sabemos por onde ir , mas principalmente “ Por que ir, ou melhor “por quem” e é por você nosso anjo de luz, e de amor que Deus nos confiou que seremos muito fortes, tenho certeza que sabia que serias muito bem vinda e acolhida em nossas vidas, mamãe sempre disse que você era especial e hoje tenho certeza que entenderemos o verdadeiro significado da palavra “ especial”. Todos juntos munidos de muito amor e fé iremos estar do teu lado.

Qual o caminho a seguir? 1 ano e 10 meses- Amor vivemos dias de dúvidas, estudo, dor, angústias mas sobre tudo de muita fé e amor. Finalmente depois de muita leitura, conversas, escolhemos teu tratamento, contratamos uma profissional especialista em Autismo que irá nos orientar em como agir com você e ajudá-la. Prometo a você sempre agir como o coração, fazer por você tudo aquilo que te fizer bem e te deixar feliz.

Filha se realmente “ é através dos olhos da mãe que uma criança descobre o mundo, a vida, meus olhos são teus meu amor.” Por isso sei que tudo vai dar certo, tua mãe está longe de ser uma mulher perfeita , mas o que não falta é amor no coração, força, alegria de viver, fé, determinação. Deus nos abençoe.

Início dos atendimentos- Seu primeiro atendimento começou na Apae, com a Estimulação precoce ( 1x por semana) com uma profissional experiente e comprometida. Escolhemos tua Fonoaudióloga( 3x por semana) pela confiança que tivemos nela, por sua dedicação e sinceridade. Sua escolinha tem sido incansável em nos auxiliar e ajudar, percebemos que você adora estar lá.

Filha sei que está sendo tudo bem difícil para você , pois estranhou essa rotina toda, e chorava muito, mas você como sempre se superando logo logo se adaptou e entendeu que era para seu próprio bem e se ajudou também.

2 anos e 2 meses- Amor da minha vida, conseguimos uma vaga para você na Equoterapia, ainda chora muito, pois é mais uma coisa nova na tua vida, estranha o local, as pessoas, mas sei que tudo vai dar certo a equipe é bem preparada e orientada , e fazem seu atendimento com muito amor.

3 anos- Princesinha de nossa vida, você deu um salto em teu desenvolvimento, seu olhar está muito expressivo, nos mostra teus desejos e teus sentimentos através dele.

Amor teu tratamento continua o mesmo 3x na fono, 2x na estimuladora , 1x na equoterapia e mais acompanhamento em casa.

Tua força de vontade é invejável, creio que tuas primeiras palavras estão bem próximas, pois percebemos que hoje tens prazer em realizar tuas atividade, tua imaginação parece estar despertando, estás imitando bastante e o faz de conta está começando a existir para você. Amada não usa mais fraldas.

Na equoterapia então, a cada dia se supera e nos mostra habilidades novas, anda sozinha no cavalo, com as terapeutas do lado, põe sozinha o capacete, alimenta o cavalo, solta as mãos, acaricia o cavalo, dá beijos, uma gracinha.

Estamos tão felizes com você na escola também, pois estás completamente adaptada e incluída em todas as atividades possíveis, pois todos são incansáveis em te auxiliarem.

És a luz de nossos dias e nossa inspiração.

3 anos e 10 meses- Querida filha Gabriela...você nos surpreende mais e mais, só coisas boas pra te escrever. Estás falando muitas palavrinhas, imitando sons dos animais que você adora. Esses dias entrei em uma sessão tua com a Fono e fiquei encantada com o trabalho de vocês duas juntas. Senti muito orgulho e felicidade por você. Sabe filha às vezes me pego te olhando e não consigo esconder minhas lágrimas de felicidade, ao lembrar do quanto já caminhamos juntas e o quanto ainda temos que caminhar. Hoje me sinto mais forte, mais confiante e sei que você também e que a cada dia nos unimos mais ainda nessa busca, que hoje é nossa pois você já demonstra muito bem o que desejas.

Agradeço a Deus por estar crescendo assim, tão cheia de vida, de alegria, enchendo nossos dias de uma paz verdadeira, a paz do amor. Tudo que desejo nessa vida é ver você e seu irmão, que são a razão do meu viver, felizes, e espero poder ver os seus sonhos realizados, podendo abraçá-los em cada vitória, com nossa família muito unida.

4 anos- Dias felizes- Gabriela sempre vamos procurar fazer o melhor por ti, estamos sempre buscando aquilo que consideramos importante e correto para você e uma medida fundamental para isso é o bom senso e acima de tudo olhos bem abertos a teus sentimentos, anseios, medos , realizações e desejos. Iremos sempre respeitar em 1º. Lugar você como um ser humano que hoje já sabe bem o que deseja, o que gosta e o que não gosta.

Nenhum de nós conhece os mistérios da vida, nem seu significado definitivo, mas, “Acreditamos em você meu amor e sabemos que a vida é uma dádiva preciosas e que com amor, paciência e persistência tudo se torna possível.”

Quando as pessoas hoje perguntam: O que vocês fizeram para que a Gabriela esteja assim tão bem? Sempre respondo inspirada nas palavras de( Goethe ): Nós acima de tudo acreditamos e a tratamos como se ela fosse o que poderia ser e isso a ajudou a se tornar aquilo que era capaz de ser.

O Amor de sua família, amigos, profissionais, a permitiram fazer e realizar aquilo que parecia impossível. Agradeço a deus todos os dias as pessoas que estão do nosso lado pois sem eles certamente não teríamos conseguido.

Gostaríamos de deixar um recado a todos os pais que tem um filho Autista, que estão desconfiando que seu filho tenha o Transtorno: O seu papel , colaboração, afeto, paciência e disponibilidade são fundamentais no desenvolvimento de seu filho. Nunca neguem, escondam ou evitem falar sobre o assunto, pois quanto mais informadas as pessoas estiverem sobre seu filho mais poderão ajudar. Amor, amor, amor, paciência, paciência, paciência...




















































sexta-feira, 9 de julho de 2010

MATÉRIA: De onde vem a força das mulheres que têm filhos especiais?

 Reprodução
CRISTIANE SEGATTO
Muita obrigada Cristiane por ter me enviado o link através do facebook.
Agradeço também à Adriana Gledys Zink, mencionada na reportagem. Amanhã na Revista Época sairá uma reportagem sobre autismo escrita pela Cristiane tendo Adriana como uma das entrevistadas.
Acesse o blog da Adriana e aprenda mais sobre Autismo e Odontologia!

Um grande abraço.
Amanda Bueno ***amandabueno.autismo@gmail.com 
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo
“Conheça a vida selvagem: tenha filhos”. Sempre me divirto quando vejo esse adesivo colado no vidro de algum carro. Essa frase é a mais pura verdade. A maternidade nos aproxima das fêmeas de todas as espécies. Em nenhuma outra fase da vida percebemos tão claramente o papel animalesco que a natureza nos reserva.Viramos leoas que se desdobram para cuidar da cria, alimentá-la, protegê-la e – principalmente – amamentá-la.

Sim. Não importa se a mulher é uma executiva empertigada, uma intelectual inatingível, uma operária calejada. Quando o filho nasce, ela vira um peito. Ou melhor: dois. Nada do que a mulher fez na vida ou ainda pretende fazer tem importância diante da função especialíssima de ser a única fonte de alimento de um ser que acabou de chegar. Um ser que vai crescer, ajudar a povoar o mundo e tocar em frente a grande aventura do
Homo sapiens.

Quando eu amamentava a Bia (hoje uma moça de 10 anos) eu me sentia um par de peitos. Nas primeiras semanas, ela mamava a cada hora e meia. Eu vivia para isso. Minha função nesse mundo – de manhã, de noite, de madrugada – era amamentar. E, claro, trocar fralda, embalar, acalmar o choro, dar banho, lavar roupa etc, etc, etc. Quando ela mamava e dormia, eu ganhava uns 90 minutos de folga. Aí não sabia o que fazer com eles. Tomar uma ducha? Almoçar? Colocar as pernas para cima?


Eu era tão “sem noção” que três dias antes da Bia nascer fui à livraria comprar
Guerra e Paz. Achava que a licença-maternidade fosse uma espécie de período sabático, o momento ideal para ler aquelas 1.349 páginas que faziam tanta falta na minha cultura geral. Tolinha. Só fui conseguir preencher essa lacuna quando ela completou três anos.

Os primeiros tempos da maternidade foram, sem dúvida, a fase mais selvagem da minha vida. Acordava cheia de energia, pulava da cama e, quando a Bia deixava, tomava um banho revigorante. Às 7 horas tomava um café da manhã reforçado enquanto assistia ao Bom Dia Brasil. Depois passava o dia inteiro em função da cria. Decidi que nos primeiros meses não pediria ajuda a mãe, sogra ou babá. Queria ser mãe em tempo integral. Queria ter liberdade para errar, acertar, aprender.


Naquele inverno de 2000, meus dias eram amamentar. Nos intervalos, corria para o tanque (que ficava no quintal, ao ar livre) e lavava na mão, com sabão neutro, a montanha de roupinhas frágeis de bebê. O vento gelado batia no meu rosto, mas eu tinha uma disposição para cuidar das coisas da minha filha que só a natureza pode explicar. Meu gasto calórico devia ser brutal. Almoçava pratos gigantescos e, ainda assim, só emagrecia. No Spa da Selva, perdi rapidamente mais de 10 quilos.


À noite, a pilha acabava. Às 22 horas, estava exausta. Dormia profundamente e mal conseguia abrir os olhos durante a mamada da meia-noite. Eu e o pai da Bia desenvolvemos uma técnica animal. Eu levantava um pouco o tronco e recostava no travesseiro. Ele segurava a Bia e acoplava a boca dela no meu peito. Ela mamava, eu dormia. Ele ficava com ela no colo por um tempo e depois a devolvia no berço. Nessa hora eu já estava no melhor do sono. Às quatro da manhã, me sentia recuperada. Pronta para a maratona de mamadas e afazeres de mais um dia. Pronta para sobreviver na selva e garantir a sobrevivência da minha cria.


Com o tempo, as obrigações mudam. Mas a vida selvagem dura pelo menos até a criança completar três anos. Aos poucos fui recuperando várias liberdades que haviam sido confiscadas pela maternidade. Hoje, com uma filha de dez anos, estou praticamente alforriada. Aproveito para respirar profundamente. Afinal, há quem diga que a verdadeira vida selvagem começa quando o filho chega à adolescência. Será mesmo? Que venha a nova selva, então. No lugar da leoa incansável, ela vai encontrar a leoa maleável. Muito mais do que era a moça que pariu aos 30 anos. A natureza é mesmo sábia.


Por tudo isso (e muito mais), sempre me considerei uma mãe dedicada. Eu me achava uma ótima mãe até conhecer a mãe do Idryss Jordan. Perto do que ela faz pelo filho, o que fiz pela minha é uma espécie de passeio no parque, com direito a pipoca e algodão doce. Vida selvagem não é a minha. É a dela. Posso ser uma mãe dedicada. Ela é mãe coragem.


Idryss Jordan tem 11 anos. É autista. Não é um daqueles autistas portadores da síndrome de Asperger (que falam, avançam nos estudos e podem até chegar ao mestrado, como eu contei numa
reportagem publicada em ÉPOCA há dois anos). Idryss é um autista de baixo rendimento. Não fala, usa fralda, precisa ser vestido, trocado, alimentado e cuidado 24 horas por dia. Muitas vezes se debate e se torna agressivo.

Aos 39 anos, Keli Mello, a mãe coragem, já precisou consertar os dentes da frente. Eles foram quebrados pelo filho. Se você acha que a criança que tem em casa lhe dá trabalho demais, espere até conhecer a história de Keli, uma gaúcha de Três de Maio que vive há duas décadas em São Paulo. Não sei de onde ela tira energia para enfrentar o que enfrenta. Por sorte (ou por destino), Keli é casada com Silvio Jerônimo de Teves, um pai coragem.

A dedicação e o amor incondicional que esse casal oferece ao filho fazem qualquer um se arrepender de algum dia ter dito que criança dá trabalho demais. Quem tem um filho saudável não sabe o que é trabalho. Keli e Silvio vivem para o filho (e para a filha Hyandra, de 5 anos, que não tem a doença). Não podem trabalhar fora de casa. Quando o autismo do filho se manifestou, Keli abandonou o trabalho de auxiliar de fisioterapia.


Virou artesã. No período em que Idryss está na escola, Keli faz panos de prato e toalhas. Silvio prepara o almoço e o jantar. Idryss não aceita comida esquentada. Se ela não for fresquinha, ele percebe e não come. Depois de cuidar da alimentação da família, Silvio sai para entregar as encomendas do artesanato que Keli produz. São movidos pelo amor e acreditam que o garoto é capaz de senti-lo e retribuí-lo. “Autista não é robô. Ele sabe amar. Se peço um beijo, Idryss me dá o rosto”, diz Keli.


Nos momentos de grande agitação – quando Idryss se morde e pode agredir quem estiver perto – a única coisa que o acalma é o metrô. Isso mesmo. Ele tem fixação pelo metrô. Quando não consegue controlar o garoto, o que Keli faz? Pega o metrô na estação Tucuruvi e vai até o Jabaquara. Depois volta até o Tucuruvi. Se precisar, vai novamente ao Jabaquara e retorna ao Tucuruvi.


Cruza São Paulo de norte a sul (são 23 estações em cada trecho) para acalmar Idryss. Na bolsa, leva o almoço do garoto acondicionado num pote plástico. Quando ele fica menos agitado, saltam na estação Parada Inglesa. Keli procura duas cadeiras vazias na beira dos trilhos, com vista privilegiada para o trem. Abre o pote, retira uma colher da bolsa e alimenta Idryss. A plataforma do metrô é sua sala de jantar.


Conheci essa família há alguns dias quando fazia uma reportagem sobre o trabalho da dentista Adriana Gledys Zink. Ela será publicada amanhã (10/07) na edição impressa de Época. As famílias dos autistas enfrentam todo tipo de desassistência. Não encontram vagas em escolas preparadas para lidar com o problema, não encontram atendimento médico adequado e, como é de se imaginar, não encontrar dentistas dispostos a atender autistas. Quando essas crianças precisam de tratamento odontológico (mesmo que seja uma simples limpeza) costumam ser internadas num hospital para receber anestesia geral.


“Mesmo quem pode pagar, não encontra dentistas dispostos a cuidar de autistas. Eles sequer vêem o paciente. Simplesmente informam que não os atendem”, diz Adriana. Ela decidiu tentar fazer diferente. Depois de se especializar em pacientes especiais na Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas (APCD), frequentar reuniões de famílias autistas e estudar os métodos de aprendizagem disponíveis, ela criou algumas técnicas que lhe permitem se aproximar desses pacientes. Na maior parte dos casos, ela consegue cuidar dos dentes dessas crianças (e também de adultos) no consultório, sem anestesia geral.


O processo é longo. Exige extrema dedicação das famílias e da dentista. Às vezes, ela precisa de quatro sessões (ou mais) só para conseguir levar a criança até a cadeira. Quando isso não é possível e o procedimento necessário é simples (uma limpeza, por exemplo), atende a criança no chão. O entusiasmo de Adriana surpreendeu a família de Idryss. “Essa dentista não existe. Acho que estou sonhando. Ela senta no chão com meu filho, tenta de tudo e não olha no relógio para ver se a sessão acabou”, diz Keli.


Se você quiser conhecer um pouco mais sobre o trabalho especialíssimo que Adriana e o marido (o dentista Marcelo Diniz de Pinho) realizam,
acesse o blog. Para ver Adriana em ação e conhecer Keli e Idryss, assista a esse vídeo: http://www.youtube.com/user/zinkpinho#p/a/u/1/ou7PVTWnfoA


Keli, Idryss e Adriana me deram uma lição de vida. Agradeço todos os dias por ter uma profissão que me permite encontrar gente tão especial. Saio de cada reportagem melhor do que entrei. Graças à enorme generosidade dessa gente que confia em mim e divide tanto comigo. Muito obrigada a todos – mães e pais coragem, entrevistados e leitores. Saio de férias hoje. Essa coluna volta no dia 06 de agosto. Espero voltar com as baterias recarregadas e os sentidos bem calibrados para mais um semestre de intensa troca com vocês. Até lá.


(
Cristiane Segatto escreve às sextas-feiras)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

MAMÃES, ATENÇÃO!!!!!

Tenho recebido muitos comentários solicitando orientações.

Muitas vezes eu não consigo ter acesso aos seus emails quando falam comigo apenas por comentários.

Resolvi então fazer um cadastro de mães, professores, enfim, de quem tem dúvidas e quer receber tudo direto no email!

1º Passo:

Me enviem um email com o nome "CADASTRO" para este endereço:

2º Passo:

Assinem nosso feed e recebam atualizações em sua página inicial:


Entrem em nossas redes sociais para entrar em contato com outras mães, profissionais e interessados:

Hoje recebi um comentário da mamãe do Kaio, Claúdia, e não consigo responder sem o endereço de email!


Um grande abraço!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

HOMENAGEM AS MAMÃES.

VOCÊS SÃO MINHAS HEROÍNAS:





http://universodameninaautista.blogspot.com/

Minha heroína. 
Acompanhem esta linda história de descobrimento escrita com uma sensibilidade única, que só a Grace tem.
Uma autista mãe de uma autista. Grace não é isso. Ela é isso e muito mais. Grace é uma mãe. E que coisa linda isso é.

Abaixo uma frase que a resume:
Para meu filho que é o meu rumo certo, a minha certeza, o meu destino, o meu motivo para continuar tentando sobreviver neste planeta que até hoje não entendo. E para minha filha caçula que é autista e é o anjo enviado para me tirar desta ignorância toda, desta falta de chão que sempre foi a minha vida.
Muito obrigada meus filhos amados!
 Muito obrigada à você Grace. Que tanto me ensina sobre as pessoas que não consigo ouvir a voz!! Você é mais importante do que imagina!
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Sabe quando voce descobre que o filho tem autismo? O mundo parece desabar, pois voce sabe que vai ser difícil sua comunicação com ele. Mas voce sabe que ele é um ser que nasceu de ti e esta ali na sua frente esperando que voce o compreenda. Olhe sempre para dentro de voce e descubra qual o melhor meio de ajuda-lo. Ele precisa muito de voce. Com certeza voce vai descobrir a terceira linguagem, aquela que ele quer usar. Sou Ray, moro no Rio de Janeiro sou mãe de Filipe. Meu filho é autista e ele faz pinturas que falam por ele. Foi com elas que pude conhece-lo mais.Mas isso não foi por acaso, exigiu paciência e muita crença nele como pessoa. Sua pintura é um meio de para encontra-lo. Um meio para o conhecer. Filipe encheu minha casa de quadros. Ele ama pintar. A pintura serve para acalma-lo e organizar sua estrututa interna. Fiquei tão feliz de ver meu filho se comunicar através das pinturas , que fiz um site para ele expor suas pinturas. Visite o site de Filipe para conhecer sua arte. Se gostar de uma pintura que vem de dentro, ultrapassando os limites do autismo, deixe uma mensagem no livro de visitas. Obrigada a todos que participar. Ray
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Simone Zelner

Mulher, esposa, mãe de um garotinho com autismo de 7 anos, cidadã do bem que luta por igualdade e por seus diretos, isso tudo num mesmo conteúdo :) Sou aquela que gosta de escrever sobre tudo um pouco e um pouco de tudo. Procuro tirar sempre, o que há de melhor das situações.

Um pouco do Gábi

Me chamo Gabriel, nasci no dia 05/02/2002 em Curitiba -PR, onde moro com a mamãe Simone e o Papai Disney, sou um menininho muito querido e arteiro, mas me tornei muito quietinho...já falei várias palavras, mas deixei de falar, além de brincar sozinho quase o tempo todo. Começei a ficar assim a partir dos meus dois aninhos...os médicos dizem que eu tenho "pautas autistas", fizemos vários exames e investigamos se existe alguma causa física para eu ter ficado assim, mas não há. Dizem que eu tenho "características autísticas", porém não tenho "autismo clássico", mas estou dentro da "síndrome autista"... em outras palavras: tenho autismo...

Convido você para me conhecer melhor, saber como anda o meu tratamento e ver como estou evoluindo e deixando mamãe e papai muito orgulhosos!!!
Hoje, já tenho 8 aninhos e frequento um Centro Cínico-educacional que trabalha com o Método TEACCH, e há cerca de 2 anos estou me comunicando através do PECS (Picture Exchange Communication System)
http://novoblogdogabi.blogspot.com/
Adoro ler sobre o Gábi e mais que isso, admiro muito a preocupação da Simone com cada detalhe de suas postagens. Sempre tão úteis!
Espero que você continue sempre!
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Eu sou Michele e tenho um lindo menino de 8 anos, autista, Breno Willians. Criei este blog para compartilhar as nossas experiências com essa síndrome tão enigmática e fascinante. Tenho muito orgulho do meu filho e a cada progresso seu é uma vitória conquistada. Eu tenho um sonho... Eu sonho que o futuro, que o mundo será melhor para ele e para todas as crianças autistas do universo. Um mundo sem preconceitos, um mundo de inclusão. Espero que gostem! Beijos!

Breno foi um bebê muito sorridente. Não estranhava ninguém, ia no colo de qualquer um. Fazia gracinha, imitando carrinho com a língua, era muito agitado também.
Tive uma gravidez complicada. Ao 7° mês quase tive meu filho prematuramente por conta de uma infecção urinária.
Quando ele nasceu ele perdeu muito peso e teve uma icterícia muito grave. Ele quase morreu. Teve refluxo até os 8 meses de idade e tinha "terror noturno" que mais tarde fui descobri que eram sintomas relacionados ao autismo.
Andou com uma semana para completar 1 ano, aos 1,5 ele começou a reconhecer alfabeto e números, com 2 anos já reconhecia algumas palavras e por aí foi.
Mas só aos 4,5 é que recebeu o diagnóstico de autismo. Mas em breve eu vou postar o restante desta história.
 Eu adoro ler as pérolas do Breno, na minha opinião a melhor é: Mãe, compra o dinheiro!
Acompanhem essa história tão linda aqui.
http://omundomaravilhosodosautistas.blogspot.com
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Karin Rosane
Mãe, educadora, professora, pesquisadora, cidadã em busca de uma melhor qualidade de vida aos portadores de nececidades especiais, como os autistas( meu filho tem 7 anos e é autista).
AMO O MEU FILHO! NÃO É DIFÍCIL VE-LO SORRINDO! ELE PRECISA DE AMOR, CARINHO, ATENÇÃO, ATENDIMENTOS ADEQUADOS, PROFISSIONAIS HABILITADOS E REALMENTE INTERESSADOS: GENTE, QUE GOSTE DE GENTE, QUE GOSTE DO QUE FAZ, POIS ELE, MEU FILHO, SABE E SENTE ISSO.CRIAR VÍNCULOS VERDADEIROS..ELE SABE! SABE..QUANDO EXISTEM DISPOSIÇÃO E INTERESSE.NÃO É TÃO DIFÍCIL ASSIM! ACREDITE!TENHA PACIÊNCIA! JUNTOS NÓS PODEMOS MELHORAR MUITAS COISAS E TORNAR NOSSAS VIDAS BEM MELHORES.AGRADEÇO À ESCOLA E AOS POUCOS PROFISSIONAIS, QUE REALMENTE ESTÃO INTERESSADOS NESSE PROCESSO, NESTA CAMINHADA, QUE É DE TODOS OS , QUE POSSUEM "FILHOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS".
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Claudia Coelho de Moraes
Estudante de pedagogia e presidente da Apadem. Mamãe do Gabriel, autista clássico de 21 anos. 
Associação de Pais e Amigos do Deficiente Mental
A APADEM é uma entidade de Volta Redonda - RJ - Brasil, que tem como principal finalidade colaborar e ajudar na assistência e formação de crianças, jovens e adultos com Autismo e Outros Transtornos Invasivos do Desenvolvimento e promover a integração entre o poder público, a comunidade, escola e principalmente a família.





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MAMÃES DO ORKUT!
Obrigada por participarem da comunidade do CAMINHOS DO AUTISMO e do meu perfil no ORKUT.
Escrever estes nomes é pouco para homenageá-las.
Apenas gostaria que soubessem que penso em suas caminhadas todos o dias.
Espero que continuemos a caminhar juntas.

Vanessa Avance
Madalena Rodrigues
Haydée Jacques
Bruna Sahtler 
Ketrin e André 
Fabiana Cezar 
EVE SS
Liê Ribeiro
Joelma Pecoraro
Cláudia Marcelino
Cristina Souza
Hosana Carneiro
Luciane Pillat 
Herika Camargo
Yvonne Falkas
Luzia Frauzino
Valesca Jean
Silvia Thomaz 


Estes são apenas alguns dos nomes que são especiais. Faltaram tantos, me desculpem é impossível colocar todos!
Obrigada pelo apoio. 
É por causa de todas vocês e de todo mundo frequenta o blog, a comunidade, o twitter, que assina o feed, facebook que este blog está concorrendo ao prêmio de melhor blog da área da saúde. PRÊMIO TOP BLOG.

Meu compromisso é seguir caminhando.
FELIZ DIA DAS MÃES!!!!!

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