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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Teste rápido detecta autismo em bebês aos 12 meses de vida

 fonte: Correio do Estado

É o que propõe um estudo financiado pelos National Institutes of Health dos EUA, publicado hoje no "Journal of Pediatrics".
A pesquisa, feita por neurocientistas da Universidade da Califórnia, recrutou 137 pediatras para aplicar o teste em 10 mil crianças na consulta dos 12 meses de idade.
Os pais responderam ao questionário, com perguntas sobre gestos, compreensão e comunicação, e os pediatras avaliavam as respostas.
Ao todo, 184 das crianças que pontuaram abaixo da média foram acompanhadas nos meses seguintes.
Delas, 32 receberam o diagnóstico precoce de autismo.
Segundo a pesquisa, isso corresponde a 75% de acerto no diagnóstico, levando em conta outros distúrbios, como atraso no desenvolvimento e na linguagem, também detectados pelo teste.
Diagnóstico
O autismo afeta o desenvolvimento da criança e compromete áreas como a sociabilidade. Quanto mais tardio o diagnóstico, piores as perspectivas de melhora.
Na média, os casos demoram a ser detectados, segundo o psiquiatra Marcos Mercadante, da Unifesp. "No Brasil, o diagnóstico geralmente é dado quando a criança já tem cinco anos e perdeu muita oportunidade de ter uma melhora", diz.
Se o problema for apontado cedo, tratamentos como terapia comportamental, para estimular áreas do cérebro afetadas, são mais eficazes.
Para o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do ambulatório de autismo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, a ferramenta pode ser útil principalmente na rede pública.
"Um pediatra de posto de saúde atende centenas de crianças. Não há tempo para fazer uma triagem adequada e encaminhar ao psiquiatra."
Para ele, é importante que o pediatra assuma essa tarefa. "É ele quem tem o primeiro contato com a criança." Mas Vadasz ressalva que alguns sintomas só aparecem após os 18 meses. "O ideal seria repetir o teste depois."

sábado, 23 de outubro de 2010

Autismo poderá ser detectado por ressonância magnética?


http://utahbrain.org/neuroimaging.html
Cientistas da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, deram um passo importante rumo ao diagnóstico do autismo por meio de um exame de ressonância magnética (MRI).
Quando totalmente desenvolvido e aprovado pelas autoridades de saúde, o nome exame será um avanço importante que poderá ajudar a identificar o problema mais cedo nas crianças e permitir melhores tratamentos e melhores resultados para as pessoas com o transtorno.
Os resultados promissores foram publicados pela equipe do Dr. Jeffrey Anderson, na revista científica Cerebral Cortex
Comunicação entre hemisférios do cérebro
Os cientistas usaram a ressonância magnética para identificar áreas onde os hemisférios esquerdo e direito do cérebro de pessoas com autismo não se comunicam adequadamente um com o outro.
Essas áreas estão em "pontos críticos" associados com funções como coordenação motora, atenção, reconhecimento facial, e no relacionamento social, comportamentos que são anormais no autismo.
A ressonância magnética de pessoas sem o transtorno não mostra os mesmos défices de comunicação entre os hemisférios cerebrais.
"Nós sabemos que os dois hemisférios cerebrais precisam trabalhar juntos para muitas funções cerebrais," diz Anderson. "Usamos a ressonância magnética para checar a intensidade das conexões de um lado para o outro nos pacientes com autismo."
Diagnóstico do autismo
Além de um aumento no tamanho do cérebro nas crianças com autismo, não há grandes diferenças estruturais entre os cérebros de pessoas com autismo e aquelas que não têm o distúrbio, e que possam ser usadas para diagnosticar o autismo por meio de um exame normal de ressonância nuclear magnética.
Há muito tempo se acredita que é possível encontrar diferenças mais profundas estudando-se como as regiões do cérebro se comunicam umas com as outras.
O estudo está utilizando um sistema especial de ressonância que mede as microestruturas da substância branca que liga as regiões do cérebro.
Os resultados colocam a ressonância magnética como uma ferramenta potencial de diagnóstico, permitindo que os pacientes sejam examinados de forma objetiva, rápida, e de forma precoce, quando as intervenções são mais bem-sucedidas.
Nível biológico
Os avanços também mostram o potencial da ressonância magnética para ajudar os cientistas a entender melhor e potencialmente tratar melhor o autismo em todas as idades.
"Nós ainda não sabemos exatamente o que acontece no cérebro no autismo," explica a pediatra Janet Lainhart, que liderou os experimentos. "Este trabalho traz uma peça importante para o quebra-cabeças do autismo. Ele mostra evidências do comprometimento funcional na conectividade cerebral no autismo e dá um passo rumo a uma melhor compreensão desta desordem. Quando você entende o problema em nível biológico, é possível imaginar como o distúrbio se desenvolve, quais são os fatores que o causam, e como podemos mudar isso. "
A pesquisa envolveu cerca de 80 pacientes com autismo com idades entre 10 e 35 anos e levou cerca de um ano e meio para ser concluída. O próximo passo será um estudo de longo prazo, que acompanhará 100 pacientes ao longo do tempo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

DESESPERO PELA CURA DE AUTISMO


por Nancy Shute em Scientific American Brasil

Mat: Jim Laidler no início resistiu às terapias
atuais, mas, por desespero, experimentou-as
mesmo assim em seus fi lhos

QUANDO SE DIAGNOSTICOU AUTISMO em Benjamin, seu primogênito, Jim Laidler e sua esposa começaram a buscar ajuda. “Os neurologistas diziam: ‘Não sabemos as razões para o autismo nem quais serão as consequências para seu filho’”, relata Laidler. “Ninguém dizia: ‘Essas são as causas; esses, os tratamentos.”
Mas, ao pesquisarem na internet, os Laidlers, moradores de Portland, no estado americano de Oregon, encontraram dúzias de tratamentos “biomédicos” que prometiam amenizar ou mesmo curar a incapacidade de Benjamin de falar, interagir socialmente ou controlar seus movimentos. E, assim, os Laidlers testaram essas terapias em seus fi lhos; começaram com vitamina B6 e magnésio, dimetilglicina e trimetilglicina – suplementos nutricionais –, vitamina A, dietas livres de glúten e caseína, secretina – hormônio envolvido na digestão – e quelação, terapia medicamentosa destinada a eliminar chumbo e mercúrio presentes no organismo. Aplicaram esses supostos tratamentos a David, irmão caçula de Benjamim, também diagnosticado com autismo. A quelação não pareceu ser de muita ajuda. Foi difícil perceber qualquer efeito decorrente da secretina. As dietas trouxeram esperança; para onde fossem, os Laidlers carregavam a própria comida. E Papai e Mamãe continuaram a alimentar os garotos com inúmeros suplementos, modifi cando as doses de acordo com cada alteração comportamental.
O primeiro sinal de fracasso dessas experiências veio quando a mulher de Laidler, cada vez mais cética, interrompeu a administração dos suplementos a Benjamin. Ela esperou dois meses para revelar esse segredo ao marido. Seu silêncio chegou ao fi m quando Benjamin, em uma viagem da família à Disneylândia, pegou um waffl e de cima de um bufê e o devorou. Os pais observaram a cena horrorizados, convencidos de que o garoto teria uma regressão do quadro no mesmo instante em que sua dieta restrita fosse interrompida. Mas isso não aconteceu.
Jim Laidler tinha o dever de saber disso: é anestesista. Desde o começo, estava ciente de que os tratamentos usados em seus fi lhos não passaram por testes clínicos aleatórios,o padrão-ouro para terapias médicas. “No princípio, tentei resistir”, justifi ca. Mas a esperança venceu o ceticismo.
Todos os anos, centenas de milhares de pais sucumbem à mesma tentação de encontrar algo capaz de aliviar os sintomas de seus sofridos fi lhos e fi lhas: ausência de fala ou comunicação, interações sociais ineptas, comportamentos repetitivos ou restritos, como bater palmas ou fi xar-se em um objeto. De acordo com alguns estudos, quase 75% das crianças autistas recebem tratamentos “alternativos” não desenvolvidos pela medicina convencional. Além disso, essas terapias frequentemente são enganosas; não passam por testes de segurança ou efi cácia, podem ser caras e, em alguns casos, produzir danos.

Nancy Shute Nancy Shute cobre as áreas de neurociência e saúde infantil há mais de 20 anos. É editora colaboradora do U.S. News & World Report, para o qual escreve o blog On Parenting.

SEM CAUSA, SEM CURA

AUMENTA MUITO A DEMANDA PARA O TRATAMENTO DE AUTISMO, pois mais crianças estão sendo diagnosticadas sob critérios cada vez mais amplos. No início dos anos 1970, quando o autismo era conhecido como “psicose infantil” – mistura de défi cits sociais e defi ciência mental –, considerava-se essa condição rara. Os pediatras recomendavam aos pais já afl itos de uma criança de 8 meses que, por exemplo, não fazia contato ocular que “dessem tempo ao tempo”.

Estudos indicavam, nos Estados Unidos, que cerca de 5 crianças em 10 mil apresentavam autismo, mas essa proporção aumentou quando os médicos redefi niram a condição como transtorno do espectro autista, que inclui sintomas mais leves. Com a publicação, em 1994, da versão atualizada da bíblia da psiquiatria, o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, conhecido como DSM, incluíram-se a síndrome de Asperger – condição altamente incapacitante, popularizada pelo fi lme Rain Man – e um grupo abrangente, denominado “transtornos invasivos do desenvolvimento, sem outra especifi cação”. Os médicos também começaram a perceber os benefícios do diagnóstico e tratamento precoces. Em 2007, a Academia Americana de Pediatras recomendava a avaliação universal para autismo de todas as crianças entre 18 e 24 meses. Nessa época, a taxa de incidência de autismo disparou para 1 em 110 crianças.

É controverso dizer que diagnósticos mais sofi sticados refl etem um aumento real dos casos, pois pouco se sabe sobre as causas desse problema. “Na grande maioria dos portadores de autismo, não conseguimos identifi car nenhum fator genético claro”, indigna-se David Amaral, diretor de pesquisa do Instituto Mind, ligado à University of California em Davis, e presidente da Sociedade Internacional de Pesquisa do Autismo. Não há biomarcadores disponíveis para indicar as crianças sob risco nem para aferir a efi cácia dos tratamentos. O conjunto mais substancial de pesquisa está relacionado às intervenções comportamentais destinadas a ensinar interação social e comunicação, que parecem ajudar de várias formas algumas crianças.

A falta de terapias empiricamente comprovadas torna mais fácil “vender a esperança”, trabalho dos vendedores de tratamentos não testados. “O que se tem é uma combinação de pseudociência e fraude”, considera Stephen Barrett, psiquiatra aposentado de Chapel Hill, na Carolina do Norte, que escreve sobre terapias médicas duvidosas em seu site Quackwatch.com. “Os pais estão sob grande estresse. E querem ajudar muito seus fi lhos a melhorar. Com o tempo, percebem uma recuperação, mas dão créditos às coisas erradas.” Esses ganhos não são decorrentes do “tratamento”, elucida o psiquiatra, mas do desenvolvimento da criança com o passar dos anos.

Proliferam na internet os vendedores de fórmulas mágicas. Um site afi rma que os pais podem “combater o autismo de seus fi lhos” ao comprar um livro de US$ 299; outro veicula um vídeo de “uma menina autista que apresenta melhoras após receber injeções de células- tronco”. Muitos pais confessam obter informações da internet e, segundo o cientista associado do Centro de Estudo Infantil de Yale, Brian Reichow, “vários deles se baseiam em relatos fantasiosos, amigos ou outros parentes”. “Quando se trata de autismo, a pesquisa não sobrepujou os tratamentos.”
MATÉRIA NA ÍNTEGRA:

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domingo, 26 de setembro de 2010

Autismo Infantil: ele não é um estranho

Observar a criança durante os primeiros meses de vida é fundamental para detectar o distúrbio


Por Rafaela Fusieger postado no midiasdigitaisunisul em setembro 26, 2010

“Procurei um médico apenas quando ele tinha três anos, porque sempre tinha alguém que falava: ‘menino demora mesmo para começar a falar’; ‘ele é tímido igual ao pai’. Na verdade, eu deveria ter procurado um médico antes”. O depoimento é de Rosinei Miranda Caetano, mãe de Guilherme. A partir de 1 ano e 6 meses de idade o menino já apresentava déficit no desenvolvimento em relação à fala, no entanto a ajuda médica foi procurada 1 ano e meio depois, e o diagnóstico foi autismo.

Conforme Nicolas Laza, neuropediatra da Colômbia e coordenador do Grupo de Apoio a Distúrbios de Comportamento e de Aprendizagem Neuroxtimular, o autismo pode ser considerado um transtorno do desenvolvimento da função cerebral que impede os indivíduos de “entender e se relacionar adequadamente com o ambiente”. Este distúrbio produz problemas em diferentes graus das relações sociais de comunicação, como a capacidade de expressão e a compreensão da linguagem, além de ocasionar “a redução nas atividades que exigem um certo grau de imaginação, devido à falta de flexibilidade mental”, explica.



Rosinei, mãe de Guilherme, reside em Curitiba e conta que assim que o bebê nasce os pais recebem a caderneta de Saúde da Criança Curitibana. Na caderneta, constam itens relacionados ao desenvolvimento da criança e, assim, mês a mês os pais devem acompanhar e anotar cada evolução do filho. “A partir de 1 ano e 6 meses a 2 anos, no item em que a criança “começa a juntar duas palavras, construir frases simples, pedir as coisas pelo nome” não anotamos nada”.

Em relação aos aspectos físicos, o menino progredia normalmente: começou a andar no tempo certo e também deixou de usar a fralda sem preocupações. No entanto, a mãe conta que o ponto mais crítico realmente foi falar. “Na outra fase (da caderneta), que é de 2 anos a 3 anos, a criança já deve perguntar de tudo, aprender várias palavras, entender e responder perguntas simples, saber o seu nome, o de seus pais, irmãos e avós. Ele não fala isso até hoje, já com 4 anos e 8 meses”, lembra.

A importância do diagnóstico precoce

O autismo manifesta-se sempre antes dos 30 meses de vida da criança, pode aparecer já no nascimento ou durante o desenvolvimento. Aproximadamente 10 a 15% dos indivíduos com autismo têm inteligência normal ou acima do normal; 25 a 35% estão na faixa de um leve retardo mental, enquanto os outros possuem retardo mental de moderado a profundo. Quanto mais cedo a disfunção for detectada, mais possibilidades a criança tem de se desenvolver.

Para a pedagoga Mariana Esteves Statzner, Pós-Graduada em Estimulação Precoce, a intervenção e estimulação precoce desempenha um papel muito importante no desenvolvimento da criança, nos primeiros anos de vida, pois ela ocorre em etapas críticas do desenvolvimento psicomotor. “A finalidade é reabilitar e/ou recompensar os atrasos evolutivos. Nas crianças autistas, a estimulação vai colaborar para o desenvolvimento das características ditas normais. Ou seja, se ocorrer precocemente, a possibilidade do desvio do comportamento ser menos acentuado, é maior”. Ela salienta que é importante pensar que os autistas têm lacunas em algumas áreas, no entanto todos têm potencial para progredir.

Nicolas Laza, neuropediatra, reforça que estudos comprovam que todas as pessoas com autismo podem melhorar significativamente o seu comportamento de acordo com uma adequada educação e intervenção precoce, feita por uma equipe multidisciplinar, utilizando programas especiais personalizados e envolvendo um certo grau de repetição. “Em alguns pacientes em que foi realizada a intervenção precoce, muitas vezes constatamos tanta melhora que tivemos que parar para realizar uma reavaliação do diagnóstico inicial”.

“Além da medicação, passamos também, depois de muitos estudos e ajuda das terapeutas, a perceber que o isolamento muitas vezes, é por não saber como chegar nas pessoas. Temos que ter sempre a iniciativa, e estar ciente disso. Acho muito engraçado quando ele vê alguém que gosta muito, parece que a mente dele pensa: ‘vou abraçar’, o corpo dá o impulso, com se fosse mesmo, mas ele não sai do lugar. Já presenciei isto algumas vezes, aí digo para a pessoa ele quer abraçar. Então a pessoa retribui, dá uns apertões e ele fica feliz”, conta Alessandra, de Florianópolis, mãe de Guillermo, 4 anos, diagnosticado com autismo aos 2 anos e 6 meses.

A intervenção

Atualmente, Mariana, que reside no Rio de Janeiro, faz atendimento domiciliar a cinco crianças autistas. Ela comenta que não trabalha com uma técnica fechada de intervenção. “Porque acho que não cabe, ainda mais quando falamos e pensamos em diversidade. Se todos somos diferentes porque temos que aprender da mesma forma?”, questiona.

A pedagoga segue os preceitos do Programa Son-Rise, que prega uma abordagem prática e abrangente para inspirar a pessoa com autismo a participar espontaneamente de interações divertidas e dinâmicas com outras pessoas, tornando-se aberta, receptiva e motivada para aprender novas habilidades e informações.

“Trabalho a partir dessa filosofia e seguindo os interesses da criança. Mas nada me impede de lançar mão de outras técnicas como o PECS (sistema de utilização de cartões de figuras) e do TEACCH (ensino estruturado). O importante é conhecer as vantagens e desvantagens de cada uma delas e sua aplicabilidade correta. É trabalhar com responsabilidade”, finaliza.

Nicolas Laza, neuropediatra, explica que um bom tratamento para crianças autistas dependente, principalmente, de quatro fatores: 1 – deve ser realizado de forma individualizada; 2 - o envolvimento dos pais deve ser entendido como um fator chave para o sucesso; 3 – o tratamento deve ser bem estruturado; 4 – deve ser intensivo e se estender a todos os contextos do indivíduo.

O não-verbal expressado pelos autistas

“Perceber os sinais… como é difícil! E muitas vezes vejo que a falta de comunicação não é dele, é minha. Falo isso em relação ao tirar fraldas. Quando ele faz coco, ele tira a fralda ou a cueca aonde estiver, claro que suja as perninhas e sai pisoteando tudo pela casa e vai pro chuveiro.

Portanto sempre que faz xixi, principalmente na cueca, ele já corre para o chuveiro e eu tenho medo porque ele pode escorregar. Isso já aconteceu e abriu o queixo, então é aquela tensão: ‘fechou a porta?’, ‘Chaveou?’. É sempre em sentinela, e como cansa!

Faz dois dias que deixei ele de fralda quando chega da aula à tarde. Hoje por um deslize deixamos a porta aberta e ele correu pra lá, logo sentimos que o chuveiro estava aberto, era ele, mas não havia feito nada, tinha se molhado todo, e eu ainda briguei e o repreendi.

Aí ele voltou para o quarto, minutos depois veio ele todo sujo para porta do banheiro e todo pisoteado. Ele tentou avisar do jeito dele, já devia estar sentindo vontade, era mais ou menos o mesmo horário dos dias anteriores, eu que não percebi, mas ele se comunica sim.”

O relato acima é de Alessandra, mãe de Guillermo. Conforme Nicolas Laza, neuropediatra, uma das características clínicas do autismo é o pensamento visual. “Elas pensam em imagens, não em palavras. Através de desenhos compõem o que é abstrato ou complexo, tais como tempo, seqüência, situações sociais”, explica. A linguagem verbal é o “segundo idioma” dos autistas. Neste caso, Guillermo tentou, da sua forma, mostrar que precisava ir ao banheiro.



- A mãe do Autista (Blog onde Alessandra Cruz conta como é ser mãe de um pequeno autista).

- Apatia e desinteresse nas pessoas e abraços ou carícias.

- Choro constante, ou ausência de choro (incomum).

- Repetitivo balançar.

- Problemas de alimentação e/ou dormir.

- Surdez aparente.

- Falta de desenvolvimento de padrões de comunicação em relação à linguagem.

• De 18 meses a 4 ou 5 anos:

- Linguagem ou a falta dela.

- Excitação e/ou ansiedade de difícil controle.

- Resistência a diferentes tipos de alterações.

- Movimentos repetitivos com as mãos, cabeça, corpo, etc.

- Pouco desenvolvimento de respostas de autonomia no vestuário.

- Há muitas vezes auto-agressão.

- Falta de imitação e simbolização.

- Dificuldade de relacionamento.

• Depois dos 5 anos.

- Dificuldade ou incapacidade de lidar com símbolos.

- Persistência de distúrbios da fala.

- Tendência para o isolamento.

- Incapacidade de manter ou iniciar uma comunicação com os outros.

Quadro cedido por Nicolas Laza, neuropediatra da Colômbia e coordenador do Grupo de Apoio a Distúrbios de Comportamento e de Aprendizagem Neuroxtimular.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Cientistas britânicos avançam no diagnóstico do autismo


Segundo os investigadores, esta nova forma de teste pode determinar, com 90 por cento de precisão, se uma pessoa tem alguma forma de autismo. Em apenas 15 minutos este novo scan cerebral mapeia as mudanças estruturais no cérebro dos pacientes, permitindo alcançar resultados mais rapidamente e com uma precisão 20 vezes maior.

A esperança é que a despistagem de perturbações do espectro autístico em crianças seja mais eficiente do que no passado. Mas, contudo, o método ainda não foi testado em crianças, o que deixa algumas reservas.
Os investigadores já deixaram claro que é necessário avançar na pesquisa antes que a técnica possa ser aplicada em larga escala e que a técnica não é passível de ter uma utilização generalizada antes de dois anos.

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Entrevista HOJE EM DIA - ABADS - Pestallozzi atendendo AUTISTAS!


http://www.abads.org.br/
Acabei de assistir a entrevista, no programa HOJE EM DIA da Presidente da ABADS, novo nome da Pestallozzi de São Paulo.
Agora a ABADS atende AUTISTAS!
Na entrevista ainda foram feitos esclarecimentos sobre as principais características do Autismo e a importância do diagnóstico precoce.
Lá eles tem uma criança de 1 ano e 8 meses diagnosticada!
Fiquem de olho no trabalho dessa instituição exemplo!

Entrei em contato com a ABADS para receber material detalhado para divulgação.

Bom dia a todos! 
Amanda Bueno *amandabueno.autismo@gmail.com
Abaixo mais informações sobre a ABADS:


Quem Somos
Quem Somos

A Sociedade Pestalozzi é uma Instituição Beneficente de Utilidade Pública, que há quase 60 anos dá assistência a crianças e adolescentes com deficiência intelectual.

Atualmente está expandindo o seu leque de atendimentos dando assistência também aos austistas e apoio ao deficiente intelectual adulto.


A atuação da Instituição é referência para a construção de uma sociedade inclusiva, gerando benefícios ilimitados à comunidade, com a disseminação de informações, suporte às famílias e formação de profissionais.


O reconhecimento das ações desenvolvidas pela instituição é confirmado por meio de diversas premiações, a mais recente foi recebida em 02 de Dezembro de 2009 - Premio TOP Qualidade Brasil - concedido pela excelência de qualidade em suas ações.
Doações
Depósito Bancário ou Transferência On-line


CNPJ 60.805.975/0001-19

Boleto Bancário
Solicite através dos fones: (11) 2909-6593 / 2905-3048 – Setor de Desenvolvimento Institucional ou através do Fale Conosco.

As doações realizadas por pessoas jurídicas para Instituições com título de Utilidade Pública Federal podem ser deduzidas no Imposto de Renda até o limite de 2% do lucro operacional (tributação pelo lucro real).

Além de atender às crianças e adolescentes com idade entre 0 e 22 anos, com deficiência intelectual, e também, oferecer apoio aos adultos com deficiência intelectual, a Pestalozzi oferece processo terapêutico e educacional, direcionado às crianças e adolescentes com autismo.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

BALBUCIAR DE BEBÊS PODE AJUDAR A IDENTIFICAR AUTISMO

Cientistas descobriram que é possível identificar o autismo em bebês a partir dos barulhos que eles fazem. Uma pesquisa mostrou que o balbuciar das crianças que têm o transtorno não é o mesmo das consideradas normais - com base em uma tecnologia de análise de voz automática usada para identificar as diferenças com 86% de precisão. O sistema também conseguiu distinguir dificuldades no desenvolvimento da fala.
Steven Warren, especialista em transtornos do espectro autista (ASD, sigla em inglês) da Universidade do Kansas, participou do estudo e disse que “essa nova tecnologia pode ajudar pediatras a diagnosticar crianças com ASD e determinar se o paciente deve ser encaminhado a um especialista para que o tratamento seja mais eficiente”, disse ao jornal inglês Daily Mail. Autismo é identificado pela inabilidade de se comunicar ou se relacionar com os outros, falta de habilidades sociais, traços obsessivos e comportamento repetitivo.
Os cientistas americanos analisaram 1.500 gravações de dispositivos que foram colocados junto às roupas de 232 crianças entre 10 meses e 4 anos de idade. No total, mais de 3 milhões de amostras de fala de crianças foram observadas, com base em 12 parâmetros específicos de som associados ao desenvolvimento da voz. Os mais importantes foram aqueles envolvendo a silabificação - habilidade para produzir sílabas com movimentos rápidos da língua e maxilar, que ajudam a formar a base das palavras.
Distinções - Em crianças autistas com até 4 anos, houve uma diferença entre os valores de parâmetro esperados e a idade. As características vocais não são usadas para diagnosticar o autismo, mesmo que a ligação entre eles tenha sido indicada antes. “Um pequeno números de estudos sugeriram que crianças com autismo têm uma assinatura vocal diferente. Mas, até agora, não podíamos usar o conhecimento nas aplicações clínicas por causa da falta de tecnologia de medição”, disse Warren.
Os pesquisadores acreditam que o novo sistema pode fazer uma grande diferença no diagnóstico, avaliação e tratamento do autismo. “A física da fala humana é a mesma em todas as pessoas, até onde sabemos”, concluiu Warren.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

REVISTA NATURE: DESCOBERTOS NOVOS GENES RAROS DO AUTISMO

Este estudo foi publicado na Revista NATURE ontem!
Agradeço ao Dr. Carlos Gadia por ter me enviado o arquivo por email para contribuir com o blog.
Sou muito grata pela atenção, carinho e incentivo que tenho recebido de ti, o blog agradece muito pela contribuição!

Segue a baixo o link para a publicação na íntegra:

A INFORMAÇÃO É DE TODOS!

Um grande abraço,
Amanda
*** amandabueno.autismo@gmail.com



POR GINA PEREIRA
Novos genes de susceptibilidade para o autismo e variantes raras do genoma foram identificados em doentes autistas, muitos deles encontrados apenas no indivíduo e não nos pais. Os resultados constam de um estudo internacional, em que Portugal participa.
É o maior estudo jamais realizado sobre autismo e envolve cerca de mil doentes com perturbações do espectro do autismo, entre eles cerca de 300 crianças portuguesas que são seguidas no Hospital Pediátrico de Coimbra. Os novos resultados do Autism Genome Project (AGP), consórcio internacional criado em 2002 e constituído por 120 cientistas provenientes de 11 países, entre os quais Portugal, são hoje publicados na revista científica "Nature". E abrem a possibilidade de, no futuro, poder haver um diagnóstico precoce molecular do autismo.
O que os investigadores conseguiram agora identificar foi que os pacientes com autismo tendem a possuir no seu genoma mais alterações submicroscópicas - designadas Copy Number Variants (CNV's) - do que os indivíduos controlo. E que muitas destas alterações no ADN não são herdadas dos pais, mas correspondem a alterações dos cromossomas do próprio indivíduo, como acontece na Trissomia 21.

As causas para o aparecimento dos CNV's não são ainda bem conhecidas, mas verifica-se que podem incluir entre um a 20 genes, parte dos quais já se sabe serem importantes no autismo ou na deficiência mental.
Outra das descobertas dos investigadores é que, enquanto isoladamente cada uma destas alterações é rara - isto é, responsável por uma fracção diminuta de casos de autismo - no seu conjunto estas variantes poderão levar à doença numa grande percentagem dos indivíduos afectados. O que acentua a convicção dos cientistas de que "existe uma enorme variabilidade genética na base do autismo", disse, ao JN, Astrid Vicente, investigadora-principal da Unidade de Investigação e Desenvolvimento de Promoção da Saúde e Doenças Crónicas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), que participa neste projecto.
Num "futuro longínquo", o que estes resultados podem vir a permitir é que passe a existir um teste molecular que permita fazer um diagnóstico mais precoce do autismo, visto que actualmente o único diagnóstico que existe é comportamental. Por norma, os pais têm de esperar até aos dois/três anos para terem a certeza de que os comportamentos dos filhos correspondem a um diagnóstico de autismo.
Guiomar Oliveira, médica do Hospital Pediátrico de Coimbra que também participa no estudo, admite que esse diagnóstico possa vir a permitir "tirar dúvidas mais precocemente", mas o que aponta como mais relevante neste estudo é o facto de apontar "causas até então desconhecidas". "É um avanço enorme", diz, garantindo que "todos os dias" tem estado a encontrar respostas para casos de meninos cujo autismo não tinha qualquer explicação, o que acontecia em 80% dos casos.

|A maior análise genética já feita no mundo em autistas e em suas famílias determinou que muitos pacientes têm um padrão único de mutações genéticas, e que não necessariamente herdado.
As descobertas, publicadas na edição desta semana da revista Nature, ajudam a confirmar o forte papel que os genes desempenham no autismo, e sugere que os pequenos defeitos genéticos podem começar nos óvulos e esperma dos pais.
"Nossa pesquisa sugere fortemente que esse tipo de variação genética rara é importante e responde por uma porção significativa da base genética do autismo", disse Tony Monaco, do Centro Welcome Trust de Genética Humana da Universidade Oxford, que participou da chefia do estudo.
"Ao identificar as causas genéticas do autismo, esperamos ser capazes, no futuro, de melhorar o diagnóstico e o tratamento dessa condição", disse ele a jornalistas.
O Projeto Genoma do Autismo estudou os genes de 996 pessoas com autismo e 1.287 sem, todas de ancestralidade europeia.
A equipe descobriu que pessoas com autismo tendem a ter mais perdas e duplicações de blocos inteiros de DNA. Essas deleções e inserções são chamadas variantes de número de cópias, e podem interferir no funcionamento dos genes.
Pessoas com autismo têm, em média 19% mais dessas mudanças genéticas que as sem a condição. Os pesquisadores também determinaram que cada caso de autismo tem um conjunto diferente de perturbações, embora algumas afetem genes de função similar.
"Aqui é onde fica complicado. Vasa criança mostrou uma perturbação diferente em um gene diferente", disse o médico Stanley Nelson, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).
Daniel Geschwind, também da UCLA, declarou que as descobertas indicam que "minúsculos erros genéticos podem ocorrer durante a formação dos óvulos e esperma dos pais", e que essas variações acabam copiadas no genoma da criança.
"A criança autista é a primeira pessoa da família a carregar a variante. Os pais não têm", disse ele.
A descoberta apoia o consenso emergente de que o autismo é causado, em parte, por "variantes raros", ou mudanças genéticas, que só aparecem em menos de 1% da população.
Embora cada variante só responda por uma pequena parcela dos casos de autismo, juntas elas começam a dar conta de uma grande porcentagem.

Estudo liga diversas mutações genéticas, nem todas herdadas, ao autismo

O Projeto Genoma do Autismo estudou os genes de 996 pessoas com autismo e 1.287 sem


|A maior análise genética já feita no mundo em autistas e em suas famílias determinou que muitos pacientes têm um padrão único de mutações genéticas, e que não necessariamente herdado.
As descobertas, publicadas na edição desta semana da revista Nature, ajudam a confirmar o forte papel que os genes desempenham no autismo, e sugere que os pequenos defeitos genéticos podem começar nos óvulos e esperma dos pais.
"Nossa pesquisa sugere fortemente que esse tipo de variação genética rara é importante e responde por uma porção significativa da base genética do autismo", disse Tony Monaco, do Centro Welcome Trust de Genética Humana da Universidade Oxford, que participou da chefia do estudo.
"Ao identificar as causas genéticas do autismo, esperamos ser capazes, no futuro, de melhorar o diagnóstico e o tratamento dessa condição", disse ele a jornalistas.
O Projeto Genoma do Autismo estudou os genes de 996 pessoas com autismo e 1.287 sem, todas de ancestralidade europeia.
A equipe descobriu que pessoas com autismo tendem a ter mais perdas e duplicações de blocos inteiros de DNA. Essas deleções e inserções são chamadas variantes de número de cópias, e podem interferir no funcionamento dos genes.
Pessoas com autismo têm, em média 19% mais dessas mudanças genéticas que as sem a condição. Os pesquisadores também determinaram que cada caso de autismo tem um conjunto diferente de perturbações, embora algumas afetem genes de função similar.
"Aqui é onde fica complicado. Vasa criança mostrou uma perturbação diferente em um gene diferente", disse o médico Stanley Nelson, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).
Daniel Geschwind, também da UCLA, declarou que as descobertas indicam que "minúsculos erros genéticos podem ocorrer durante a formação dos óvulos e esperma dos pais", e que essas variações acabam copiadas no genoma da criança.
"A criança autista é a primeira pessoa da família a carregar a variante. Os pais não têm", disse ele.
A descoberta apoia o consenso emergente de que o autismo é causado, em parte, por "variantes raros", ou mudanças genéticas, que só aparecem em menos de 1% da população.
Embora cada variante só responda por uma pequena parcela dos casos de autismo, juntas elas começam a dar conta de uma grande porcentagem.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

URINA DE CRIANÇAS COM AUTISMO REVELA MARCAS QUÍMICAS SINGULARES

 Submitted by Ciência Diária on Thursday, 3 June 2010

 Pesquisadores da Imperial College London, no Reino Unido, descobriram que crianças com autismo deixam uma marca química específica na urina, que não está presente em crianças não-autistas. A equipe, que revelou os resultados no jornal especializado Proteome Research, sugere que as descobertas podem levar ao desenvolvimento de um exame simples para diagnosticar a condição em crianças.
De acordo com o trabalho, o exame poderia ser baseado na análise de subprodutos de bactérias intestinais e processos metabólicos do organismo através da urina. Além de incluir sintomas de comunicação e habilidades sociais (como a compreensão da emoção de outras pessoas e problemas no contato visual), o autismo também se caracteriza por distúrbios gastrointestinais – de forma que o intestino possui bactérias diferentes de pessoas não-autistas.
Um teste simples de urina poderia facilitar o diagnóstico precoce, permitindo terapias comportamentais avançadas no início de seu desenvolvimento – e em uma fase em que há plasticidade no cérebro da criança, melhorando seus desempenhos futuros. As descobertas também poderiam ajudar pesquisadores a desenvolver tratamentos mais eficazes contra problemas gastrointestinais destas crianças.
O que é o autismo
O autismo é uma disfunção global de desenvolvimento, que afeta a capacidade de comunicação de um indivíduo. Por englobar diferentes graus de comprometimento, e indicando diferentes caminhos (embora não se saiba exatamente o que faz uma pessoa ser autista ou não), é muitas vezes chamado de desordem do espectro autista, ou seja: é um conjunto de anormalidades de interação social. As três principais formas são: autismo, síndrome de Asperger e transtorno invasivo do desenvolvimento não-especificado.
“O autismo é uma condição que afeta as habilidades sociais de uma pessoa, então, em princípio, pode parecer estranho que haja uma relação entre o autismo e o que ocorre no intestino de alguém”, diz Jeremy Nicholson, autor correspondente do estudo. “No entanto, o seu metabolismo e a composição das bactérias no intestino destas pessoas refletem em todas as coisas, inclusive no estilo de vida e nos genes”.
O pesquisador explica que o autismo pode afetar muitas partes do corpo, e a intervenção precoce – com diagnóstico precoce – pode fazer uma grande diferente no progresso destes indivíduos.
O que a urina revela
A equipe usou espectroscopia de RMN (ressonância magnética nuclear) para analisar a urina de três grupos de crianças entre três e nove anos: 39 eram diagnosticadas como autistas, 28 eram irmãos não-autistas de crianças autistas e 34 eram crianças que não tinham autismo nem irmãos com a disfunção. Os resultados mostram que cada grupo tem uma “impressão digital química” diferente.
“Nós esperamos que estes resultados possam ser um primeiro passo para a criação de um teste simples de urina para diagnosticar o autismo bem cedo, embora isto possa levar muito tempo para ser desenvolvido”, explica Nicholson.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

SINAIS DA CONDUTA DE UM AUTISTA - CRIAÇÃO DA COMUNIDADE DO BLOG!!!!

Bom dia amigos!

Fiz uma pequena compilação de vídeos e informações sobre diagnóstico do Autismo. O motivo é a criação da comunidade do Orkut do nosso blog! http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=100729889
O primeiro tópico do fórum é:
Acesso a tratamento.
E diagnóstico tardio atrapalha seu curso?


Abaixo segue:
Vídeos sobre primeiros sinais do Autismo. Feitos no Brasil!
Informações da Sociedade Americana de Autismo.
Figuras de Sinais de Alerta.
Desenvolvimento normal esperado.


Vamos discutir???
Um grande abraço e obrigada e todos!
Amanda Bueno * Comunidade CAMINHOS DO AUTISMO
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SINAIS DA CONDUTA DE UM AUTISTA


Segundo a ASA - AUTISM SOCIETY OF AMERICA , "Indivíduos com autismo usualmente exibem pelo menos metade das características abaixo listadas. Estes sintomas tem âmbito do brando ao severo em intensidade de sintoma para sintoma. Além disso, o comportamento habitualmente ocorre através de muito diferentes situações e é consistentemente inapropriado para sua idade.

Documentário Brasileiro: Autismo em bebês. Parte 1 de 2.
 

Autismo em bebês. Parte 2 de 2.





Dificuldade De Relacionamento Com Outras Crianças


Riso Inapropriado


Pouco Ou Nenhum Contacto Visual


Aparente Insensibilidade À Dor


Preferência Pela Solidão; Modos Arredios


Rotação De Objetos


Inapropriada Fixação Em Objetos - ( apalpá-los insistentemente, mordê-los ...)


Perceptível Hiperatividade Ou Extrema Inatividade


Ausência De Resposta Aos Métodos Normais De Ensino


Insistência Em Repetição , Resistência À Mudança De Rotina


Não Tem Real Mêdo Do Perigo (consciência de situações que envolvam perigo)


Procedimento Com Poses Bizarras :(fixar objeto ficando de cócoras ; colocar-se de pé numa perna só ; impedir a passagem por uma porta, somente liberando-a após tocar de uma determina maneira os alisares ...)


Ecolalia - ( repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal)


Recusa Colo Ou Afagos


Age Como Se Estivesse Surdo


Dificuldade Em Expressar Necessidades - usa gesticular e apontar no lugar de palavras


Acessos De Raiva - demonstra extrema aflição sem razão aparente


Irregular habilidade motora - pode não querer chutar uma bola mas pode arrumar blocos.


Mesmo não apresentando sintomas de autismo, mas não apresentando desenvolvimento adequado com sinais relacionados abaixo, SINAL DE ALERTA!!!!





Bebês do nascimento a 1 ano


- Exibe sorriso social;


- Gira sobre si mesmo;


- Capaz de sentar-se, sem apoio;


- Balbucia;


- Brinca de esconde-esconde;


- Erupção do primeiro dente;


- Consegue ficar em pé por si mesmo;


- Caminha apoiando-se nos móveis ou em outros suportes;


- Fala "mamãe" e "papai" empregando os termos adequadamente;


- Capaz de beber de uma xícara;


- Entende o "NÃO" e interrompe a atividade como resposta;


caminha sem apoio.


Aos 12 meses


- Segue um objeto que se movimenta rapidamente


- Tem controle de resposta aos sons


- Compreende várias palavras


- Pode dizer "mamãe", "papai" e pelo menos outras duas palavras


- Compreende comandos simples


- Tenta imitar os sons dos animais


- Associa nomes a objetos


- Procura objetos que estão escondidos, porém não é capaz de considerar locais alternativos


- Pode desenvolver apego por um brinquedo ou objeto


- Experimenta ansiedade pela separação e pode agarrar-se a seus pais


- Pode aventurar-se para longe dos pais em pequenas excursões exploratórias em ambientes familiares


Aos 18 meses


- É capaz de pronunciar 10 ou mais palavras


- Entende e consegue identificar objetos comuns apontando-os


- Imita com freqüência


- Consegue tirar algumas peças de roupa: luvas, sapatos, meias


- Começa a experimentar uma sensação de propriedade, identificando pessoas e objetos com a palavra "meu"


Aos 2 anos


- Visão completamente desenvolvida


- Aumento do vocabulário para aproximadamente 300 palavras


- É capaz de organizar frases com 2 ou 3 palavras


- É capaz de expressar necessidades como sede, fome, vontade de ir ao banheiro


- Aumento do período de atenção


- É capaz de se vestir sozinho com roupas simples


Aos 3 anos


- Aumento do vocabulário para mais de 900 palavras


- Forma orações de 3 ou 4 palavras com facilidade


- Está freqüentemente fazendo perguntas


- O ato de falar é praticamente constante sem que haja necessidade de audiência


- Consegue se vestir completamente sozinho, necessitando de ajuda somente com cordões, botões e outros fechos de difícil acesso


- O período de atenção aumenta


- Alimenta-se sozinho sem dificuldade


- É capaz de preparar comidas pouco complicadas


- Pode apresentar aumento dos temores imaginários


- Percepção de si mesmo e dos outros


- Representa situações sociais através de brincadeiras


- Tanto seu pensamento quanto seu comportamento são egocêntricos


- Começa a compreender o conceito de tempo


- Diminui a ansiedade pela separação durante curtos períodos de tempo


A descoberta do autismo muito cedo e a intervenção precoce adequada e intensiva, melhora muito as condições de vida futura da criança, podendo ter uma vida a mais próxima possível da normal. Não há um único protocolo adequado para todas as crianças com autismo, mas a maioria dos indivíduos com síndrome do espectro autista respondem melhor à programas educacionais altamente estruturados junto com intervenção médica adequada.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

NOTÍCIA - 27/01/2010 SUS PODE HABILITAR ATENDIMENTO PARA AUTISTAS

Em ano de eleição estes projetos tomam mais forma, não é?
Devemos cobrar mudanças e não simplesmente nos darmos por satisfeitos apenas com iniciativas.
Este projeto ainda não foi para a segunda votação.

Enviei um email para a ouvidoria da Assembléia Legislativa do Mato Grosso pedindo detalhes sobre o projeto.

Vamos direcioná-lo aos políticos de nossos Estados.
Precisamos CAMINHAR JUNTOS.   




SUS DEVE SE HABILITAR PARA ATENDER AUTISTAS
Cuiabá / Várzea Grande, 27/01/2010 - 14:20.




A Comissão de Constituição Justiça e Redação do Poder Legislativo está analisando um projeto de lei que poderá habilitar o Sistema Único de Saúde de Mato Grosso (SUS), a prestar atenção integral ao diagnóstico precoce e ao tratamento dos sintomas da Síndrome do Autismo. Na matéria, que deve ser apreciada em segunda votação este ano, o autor deputado Nilson Santos (PMDB) destaca que, mesmo no setor privado, são raros os centros capacitados para lidar com os autistas.
Entre as diretrizes expostas na proposta está o envolvimento e a participação da família do portador da síndrome e da sociedade civil. O autista terá direito à medicação e a equipes multi e interdisciplinares para tratamento médico nas áreas de pediatria, neurologia, psiquiatria e odontologia. Eles terão direito ainda à assistência psicológica, fonoaudiológica e pedagógica; a terapia ocupacional, a fisioterapia e a orientação familiar e, também, ensino profissionalizante e de inclusão social.
De acordo com o autor da proposta, o poder público poderá firmar convênios com entidades e clínicas afins, visando o repasse de recursos para custeio ou remuneração de serviços.
“Os maiores problemas enfrentados pelos pais e mesmo pelas entidades voltadas ao tratamento são os elevados custos. Isso se dá quando é necessária uma gama muito alta de profissionais e também à falta de recursos financeiros para a compra de medicamentos”, explicou o parlamentar.
No projeto, as ações programáticas relativas à Síndrome do Autismo, assim como às questões a ela ligadas, serão definidas em normas técnicas e elaboradas pelo Executivo. Já as direções do SUS, Estadual e Municipais, garantirão o fornecimento universal e gratuito dos medicamentos, além do tratamento sob todos os aspectos, com a disponibilização de profissionais das diversas áreas.

Reportagem completa: http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=321419

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